terça-feira, 22 de agosto de 2017

PARTITURA ORIGINAL DE ELEANOR RIGBY VAI A LEILÃO

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A partitura manuscrita original da canção "Eleanor Rigby" dos Beatles será leiloada dia 11 de setembro em Warrington (noroeste da Inglaterra). A canção, com letra e música de Paul McCartney, foi lançada originalmente em 1966 como lado B do single que trazia "Yellow Submarine" como lado A. A música é a segunda do álbum Revolver. A partitura foi escrita à mão pelo produtor dos Fabs, George Martin, e tem as assinaturas de Martin e Paul McCartney. O objeto está avaliado em US$ 26 mil (cerca de R$ 82 mil). Na partitura é possível ler anotações como a que especifica que deveria ser gravada nos estúdio número dois de Abbey Road com quatro violinos, duas violas e dois violoncelos.
Durante o leilão também serão colocados à venda o certificado de propriedade de um túmulo no cemitério de Liverpool com o nome de Eleanor Rigby, assim como uma bíblia com o nome dentro do livro. Paul McCartney sempre afirmou que inventou o nome, mas a lápide com o nome de Eleanor Rugby está em um cemitério que Paul McCartney e John Lennon atravessavam com frequência, utilizando o local como atalho, e poderia ter inspirado o artista. "Cada um destes objetos é fantástico, único e tem importância histórica, assim vê-los vendidos ao mesmo tempo é uma coincidência incrível", declarou Paul Fairweather, da Omega Auctions.

Não deixe de conferir a superpostagem

HENRY GROSSMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER

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“Eles adoravam tudo que fosse novidade, como skates e karts”. Diz o fotógrafo que conviveu com os Beatles entre 1964 e 1969, que lançou em 2013 “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles).

Henry Grossman realizou o sonho de qualquer beatlemaníaco. Nos anos em que os acompanhou, fez mais de 6000 imagens dos quatros rostos mais famosos do planeta. Uma nova seleção destas fotos está à venda em edição limitada, numerada e assinada pelo fotógrafo.

Grossman nasceu na cidade de Nova York e aprendeu o ofício com o pai que fotografou personalidades como Gandhi, Einstein, Mussolini, e descobriu os elementos-chave do retrato clássico – especialmente a interação entre a luz e sombra.

Trabalhou para a revista Life, The New York Times, Time, Newsweek, Paris-Match entre outros. Por suas lentes passaram figuras políticas (os três irmãos Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon), pintores, escultores e escritores (Alexander Calder, Kurt Vonnegut, Vladimir Nabokov) e, especialmente artistas (Elizabeth Taylor, Richard Burton, Martha Graham, Nureyev, Leonard Bernstein, Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Barbra Streisand, Thelonious Monk).

Grossman diz que conseguiu fotografar tão intimamente aos Beatles, porque após um longo período de convivência, os quatro se acostumaram com sua presença. Cobriu a primeira aparição dos meninos de Liverpool no “Ed Sullivan Show”, acompanhou as filmagens do filme “Help”, documentou uma noite de gravação do álbum “Sgt. Pepper’s” nos estúdios de Abbey Road e ainda freqüentou as casas de todos para fotografá-los informalmente com seus amigos e famílias.

Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do célebre show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fabs e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de retratá-los. Em casa, com família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.

Um pouco mais velho que John, Paul, George e Ringo, Grossman gostava mais deles do que de sua música. “Eu não entendia de rock, preferia música clássica”, diz ele. “Talvez isso tenha ajudado a criar um vínculo – por que os Beatles precisariam de mais um puxa-saco repetindo que eles eram gênios?”.

Foram mais de 6 mil fotografias dos Beatles, a grande maioria descartadas – até agora. Grossman acaba de lançar um livro de 528 páginas, chamado “Places I remember: My Time With the Beatles” (Lugares de que me lembro: meu tempo com os Beatles). É um calhamaço que pesa 6 quilos e custa 495 dólares (a cópia autografada sai por 795).

“Eles estavam acostumados a me ver com a câmera, documentando tudo o que acontecia ao redor”, conta. “Mais do que qualquer coisa, eu me tornei um amigo. Então, quando ia fotografar, ninguém pensava duas vezes. Ninguém se importava. Não era visto como invasivo”.

As fotos são de uma era anterior à nossa, em que popstars e celebridades de segunda linha fazem poses ridículas para revistas idiotas, 'abrindo' suas casas de maneira falsa e patética. Para quem gosta de retratos, é uma aula. Para quem gosta dos Beatles, é mais um motivo para folhear, colocar tudo de novo para tocar e lembrar que eles, antes de qualquer coisa, foram quatro jovens amigos que se divertiram muito na companhia uns dos outros – enquanto trabalhavam, ficavam ricos e se tornavam, ainda sem saber ao certo, a maior banda de todos os tempos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RAUL SEIXAS - O INÍCIO, O FIM E O MEIO

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Há 28 anos, no dia 21 de agosto de 1989, um dos nomes mais importantes do rock brasileiro, um grande pioneiro do gênero em território nacional era encontrado morto aos 44 anos em seu apartamento. Raul Seixas despontou no mundo da música em 1968, com seu álbum de estreia Raulzito e os Panteras. Entretanto, só ganhou notoriedade de crítica e de público com as músicas do álbum "Krig-ha, Bandolo!" de 1973, como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa" e "Metamorfose Ambulante".
Raul protagonizou histórias antológicas durante toda sua carreira. Muitas, quase inacreditáveis, como quando, em maio de 1982, foi tido como impostor de si mesmo num show em Caieiras, São Paulo. Não tinha nenhum documento e quase foi linchado. Preso, foi espancado pelo delegado e por policiais. Em 1983, lançou um LP com seu nome e o livro "As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor". Ganhou seu segundo disco de ouro e novos sucessos apareceram. Em 84, participou do especial Plunct Plact Zum, na Rede Globo, e lançou o LP "Metrô Linha 743". Mais alguns lançamentos e uma certa dificuldade de manter a produção estável por problemas de saúde se sucederam até 1987, quando gravou o ótimo "Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!" e ganhou seu terceiro disco de ouro. Foi nesse ano que começou uma parceria com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus, ao participar da música "Muita Estrela, Pouca Constelação". A parceria teria seu auge em 89, quando os dois gravaram o indefectível álbum "A Panela do Diabo" e fizeram uma série de mais de 50 shows pelo país. O LP foi lançado no dia 19 de agosto. Raul morreu dois dias depois, sozinho, em São Paulo. Mesmo depois de morto, Raul continuou a protagonizar histórias antológicas como a do seu próprio enterro que acabou se transformando num tumulto danado com 5 mil fãs querendo tirar o corpo do caixão.
O interesse pela obra de Raulzito reacende em novas gerações de fãs, que fazem questão de soltar a voz com o grito “Toca Raul”. Ainda hoje é possível ouvir o jargão em bares, pistas de dança e shows de rock. Um dos legados do roqueiro é parecido com o fenômeno que acontece com o "Rei do Rock" Elvis Presley: inúmeros sósias fazem questão de se vestir de forma idêntica a Raul e atuar fazendo covers do cantor. A sua confirmação, como mito do rock nacional, é frequente em homenagens no teatro, na TV, nas biografias e relançamentos de álbuns. TOCA RAUL!!!

“Raul - O Início, o Fim e o Meio” é um filme biográfico brasileiro de 2012 dirigido por Walter Carvalho e produção de Denis Feijão, com montagem de Pablo Ribeiro e roteiro de Leonardo Gudel baseado na vida e obra do cantor. O filme mostra a vida e obra do maior ícone do rock brasileiro, desvendando suas diversas facetas, suas parcerias com Paulo Coelho, seus casamentos e seus fãs, que ele continua a mobilizar mais de vinte e cinco anos depois de sua morte. “O início, o fim e o meio” desvenda o mito, mostrando o complexo e complicado homem por trás da figura do Maluco Beleza. O documentário não poupa nada. Mostra que ele era problemático com as esposas, que ele não foi bom pai, foi bom marido em alguns momentos. Teve momento que ele realmente foi porra-louca total e deixou tudo desandar. Absolutamente imperdível! Somente aqui, no nosso baú dos Beatles e da Cultura Pop, a gente confere inteirinho, na íntegra, em alto e bom som.

A PEDIDOS - SEAN LENNON - L'ECLIPSE

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Especialmente para minha amiga Ana Elizabeth (Beth) que fez aniversário dia 19. Beijão! Boa semana Planeta Beatles!!!

THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL

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Os Beatles aparecem cantando “You’re Going To Lose That Girl” em uma cena de Help! que se passa no estúdio de gravação e foi feita no Twickenham Film Studios. A canção é interrompida quando a gangue que está perseguindo Ringo faz um buraco em volta da bateria e ela desaba. Escrita majoritariamente por John, mas concluída por Paul, “You’re Going To Lose That Girl” é um alerta para um cara não identificado de que se não começar a tratar a garota como deve, vai perdê-la para ele (John). Dessa forma ele desenvolve o tema esboçado pela primeira vez em ‘She Loves You’: “with a love like that, you know you should be glad”. Usando a conhecida batida Twist dos Beatles e variações de acordes doo-wop bem familiares, o vocal principal de Lennon é seguido por respostas de Paul McCartney e George Harrison em harmonias vocais entusiásticas, oferecendo um último vislumbre do estilo musical dos primeiros tempos dos Beatles.

PAUL McCARTNEY - TOO MANY PEOPLE

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Essa vai especialmente aqueles que se acham donos da verdade absoluta. Aqui, ó!
"Too Many People", a música escolhida por Paul McCartney como faixa de abertura do seu álbum RAM de 1971, creditado a Paul e Linda McCartney foi composta em Campbeltown na Escócia em 1970. A música é conhecida pelas referências e críticas feitas a John Lennon e Yoko Ono, que na época davam entrevistas com o objetivo de desmitificar bruscamente a imagem dos Beatles. Na entrevista para a Playboy em 1984, Paul McCartney disse: "Eu estava ouvindo meu segundo álbum solo, Ram, outro dia e lembro que havia uma pequena referência a John no todo. Ele estava fazendo muita pregação, e ele levantou o nariz um pouco. Em um verso, eu escrevi: "Muitas pessoas pregam práticas". Isso foi uma pequena alfinetada em John e Yoko. Mas foi só isso. Não havia mais nada”.
Só que havia sim! O descontentamento de Paul em relação à atitude dos Lennons pode ser notado principalmente no trecho piss-of cake (termo vulgar para 'vão se danar', brincando com o termo piece of cake, que significa muito fácil em inglês), e no verso too many people preaching practices (muitas pessoas pregando atitudes). Too Many People era um ataque velado de McCartney contra os Lennons.
A resposta de Lennon veio da forma mais amarga e cruel em "How Do You Sleep?", presente no álbum Imagine, onde John Lennon diz com todas as letras que a música que Paul faz é "muzak" (canções tocadas em elevador) para seus ouvidos e que a única coisa que Paul fez de bom foi "Yesterday", e que desde que os Beatles foram pro espaço, suas músicas são desinteressantes ("The only thing that you done was 'yesterday'... and since you're gone you're just 'Another Day'). A roupa suja começava a ser lavada em público. As lanças apontadas mutuamente foram lançadas pelos dois homens na imprensa em grande parte dos anos 1970.Too Many People foi gravada pela primeira vez no Columbia Studios, em Nova York, em 10 de novembro de 1970. Overdubs foram adicionados em janeiro do ano seguinte no A & R Studios, e mais overdubs foram gravados no Sound Recorders Studios em Los Angeles em março / abril de 1971.
Too Many People saiu como lado B do single, que trazia “Uncle Albert / Admiral Halsey" no lado A e foi lançado lançado em 2 de agosto de 1971. O álbum RAM, foi lançado em 28 de maio de 1971, e Imagine em 8 de setembro do mesmo ano. Segundo o guitarrista Hugn McCracken, que participou das gravações, é o próprio Paul quem faz o solo sujo de guitarra ouvido no final da faixa.

JOHN LENNON - HOW DO SLEEP - COMO VOCÊ DORME PAUL?

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Em 1971, John Lennon conseguiu o sucesso que tanto precisava como artista-solo, com o álbum "Imagine", embora nunca tenha alcançado o primeiro lugar (curiosamente, só depois de sua morte). A faixa-título tornou-se um hino da paz no mundo inteiro. "Paz" essa que o próprio Lennon nunca viveu e nem experimentou, e que, neste álbum, deliberadamente ataca, de forma escancarada Paul McCartney na 8ª canção do disco "How Do You Sleep". John Lennon diz com todas as letras que a música que Paul faz é "muzak" (canções tocadas em elevador) para seus ouvidos e que a única coisa que Paul fez de bom foi "Yesterday" (tremenda contradição porque ele simplesmente a odiava), e que desde que os Beatles foram pro espaço, suas músicas são desinteressantes ("The only thing that you done was 'yesterday'... and since you're gone you're just 'Another Day').http://i2.wp.com/www.beatlesbible.com/wp/media/
Na época, o álbum "Imagine" vinha recheado de brindes, com um belíssimo encarte, um poster e uma foto em que John parodiava o álbum "Ram" de McCartney, segurando as orelhas de um porco. John alegou que Paul sempre o atacava sutilmente em seus discos (Paul admitiu que tinha feito referências a John no disco Ram) e que "How Do You Sleep" era uma resposta clara a essas provocações. Para o trauma ser ainda maior, Lennon, convocou para tocar a guitarra nessa musica, nada mais, nada menos, que um dos poucos amigos que ainda tinha (?): George Harrison que também era desafeto de Paul por causa da conturbada relação com Allen Klein. A letra, composta paralelamente, na mesma viagem de "Gimme Some Truth", faz ataques ao ex-amigo de todas as formas que se pode imaginar. Alguns até passavam despercebidos. "Those freaks was right when they said you was dead, The one mistake you made was in your head" - Aqueles malucos estavam certos quando disseram que você estava morto, o único engano que você cometeu foi dentro de sua cabeça. "Você vive com certinhos que dizem que você é rei". E por aí vai. "Um rosto bonito pode durar um ano ou dois, mas não demora e verão do que você é capaz". "O som que você faz é muzak para os meus ouvidos". "Você deveria ter aprendido algo todos esses anos".

FOTO DO DIA - JOHN LENNON - 1965

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domingo, 20 de agosto de 2017

PAUL McCARTNEY - COMING UP - ABSOLUTAMENTE DEMAIS!

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“Coming Up” foi gravada durante o verão de 1979 e lançada como single em 1980 atingindo o número 2 na parada do Reino Unido. Nos Estados Unidos e no Canadá, a versão ao vivo da canção interpretada por Paul McCartney e Wings (lançada como o lado B do single) teve um sucesso muito maior, chegando ao #1 nos EUA. “Coming Up” também foi a faixa escolhida por McCartney para abrir o disco “McCartney II”, que tornou-se conhecido por ser mais eletrônico e experimental.
O vídeo clipe de “Coming Up”, foi lançado em 17 de maio de 1980, no programa “Saturday Night Live”. No Brasil, foi exibido primeiro no Fantástico. No vídeo, Paul interpreta dez personagens distintos e Linda, dois, um deles, homem. Essas interpretações vão de Buddy Holly, Frank Zappa, Ron Mael, Andy Mackay, Ginger Baker, até ele mesmo, o próprio, como o Beatlezinho da época da Beatlemania. Inteligentemente, Paul batizou a suposta banda como “THE PLASTIC MACS”, fazendo uma paródia à Plastic Ono Band de Lennon. Por falar em John Lennon, foi depois que ele ouviu “Coming Up” que Lennon decidiu voltar para o mundo dos vivos. “Coming Up” chegou ao primeiro lugar das 100 mais da revista Billboard, sendo a única música de Paul, em carreira solo (sem os Wings), a conseguir tal feito. No Brasil, também fez um sucesso absurdo. O compacto com a música, com Comin Up ao vivo "Lunch Box-Odd Sox" no lado B, foi lançado dia 11 de abril de 1980. Eu comprei o meu compactozinho assim que saiu e ainda tenho até hoje. Na época, eu quase fiquei doido de tanto ouvir Coming Up. Esse meu disquinho, é a prova viva de que é impossível um disco de vinil furar. Em julho de 1980, foi a última vez que viajei com meus pais e irmão para Balsa no Maranhão. Só que antes da vigem, eu gravei uma fita cassete inteira de 60 minutos - 30 de cada lado, só com Coming. Minha família sofreu muito nessa viagem daqui pra lá no Corcel 1978 do meu pai. Tanto na ida, como na volta. Coming Up é para mim, com certeza, uma das 5 melhores músicas de Paul McCartney em sua carreira solo. Adoro!

PAUL MCCARTNEY – PAUL IS LIVE - 1993

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Paul Is Live é um álbum duplo ao vivo de Paul McCartney, lançado em 1993 durante a New World Tour divulgando o álbum Off the Ground. A capa arremeda a capa do álbum dos Beatles de 1969, Abbey Road. O título é uma resposta aos rumores da teoria da conspiração "Paul is dead". As diferenças intencionais entre as duas capas são:
O "LMW-281F" na placa do fusquinha - que era lido como "LMW-28 IF", significando “Linda McCartney Widow” (viúva) e que Paul teria 28 anos se ele estivesse vivo - foi editado para "51 IS", indicando que ele está vivo e que em 1993, tinha 51 anos. McCartney está usando sapatos; Em Abbey Road, ele aparece com os pés descalços. Seu pé esquerdo está para a frente. Na capa original, o pé direito de McCartney estava para frente, único com passo diferente dos outros. Ele segura um cão pela coleira na mão esquerda; Uma vez que ele é canhoto, muitos acreditavam que era outra prova de que estava morto, já que em Abbey Road era o cigarro que ele segurava na mão direita. O carro da polícia que aparecia em Abbey Road á direita, foi removido. O cachorro que aparece na capa é Arrow, uma das crias de Martha, o cão que foi a inspiração para o título da música "Martha My Dear". A foto da capa é a mesma da sessão de fotos da capa Abbey Road feita pelo fotógrafo Iain Macmillan. Os retoques e manipulações foram feitos pelo artista CGI Erwin Keustermans, que apagou os Beatles e aplicou McCartney e o cachorro, numa foto de Linda McCartney.
Posteriormente, McCartney deu um importante intervalo em sua carreira solo para começar a trabalhar no enorme projeto da Antologia dos Beatles no início de 1994 com George Harrison, Ringo Starr e George Martin. Isso levou grande parte do seu tempo pelos próximos dois anos, até Flaming Pie, de 1997. Curiosamente esse é o disco ao vivo com pior desempenho nas paradas da carreira de Paul.
Assim como o CD, o DVD foi gravado em shows na Austrália e USA. O setlist é permeado com faixas do Off The Ground, mesclado obviamente com hits da carreira solo de Paul, do Wings e dos Beatles. A banda de apoio da época era bem diferente da atual, tendo apenas Paul “Wix” Wickens (tc) como único membro que continua com Paul até hoje, fora ele a banda era composta por Robbie McCintosh, Hamish Stuart, Blair Cunningham e Linda McCartney. Aqui, a gente confere o filme inteiro. Abração, Planeta Beatles!

THE BEATLES IN MEMPHIS - 1966

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O oitavo dia da 3ª e última excursão dos Beatles pelos States teve lugar no Mid-South Coliseum em Memphis, Tennesseeterreiro de Elvis Presley -  no dia 19 de agosto de 1996, onde eles realizaram dois concertos. O Mid-South Coliseum, foi capaz de acomodar 22.500 pessoas. Para o primeiro show, que começou às 16h00, os Beatles foram vistos por 10 mil pessoas; a segunda começou às 20h30 e foi assistido por 12.500. Entre os astros de apoio estavam Bobby Hebb, The Cyrkle e The Ronettes. O contrato era para que os Beatles tocassem, no mínimo 11 músicas: Rock And Roll Music , She’s A Woman , If I Needed Someone , Day Tripper , Baby’s In Black , I Feel Fine , Yesterday , I Wanna Be Your Man , Nowhere Man , Paperback Writer e Long Tall Sally.Essa última excursão do Beatles pelas terras do Tio Sam foi cercada de muita controvérsia decorrente pelos comentários de John Lennon de que os Beatles eram mais populares do que Jesus. Apesar de terem procurado minimizar a declaração em conferências de imprensa e entrevistas, houve muita oposição a eles, que se manifestaram em, boicotes e protestos do lado de fora das rádios locais e a queima de milhares de discos.
Os sentimentos anti-Beatles foram particularmente mais fortes no chamado “Cinturão Bíblico dos Estados Unidos”, e um pregador local, o reverendo Jimmy Stroad, fez uma manifestação em frente ao Mid-South Coliseum. Vários membros da Ku Klux Klan também aterrorizavam o local com aquelas roupas e máscaras bizarras.Durante seu segundo concerto Memphis um evento que, posteriormente, tornou-se conhecido como o incidente de 'Cherry Bomb' ocorreu. Um foguete bomba de jujuba foi jogado no palco. Os Beatles se entreolharam, pensando que um tiro havia sido disparado e querendo saber quem tinha sido atingido. O concerto foi gravado por dois adolescentes; a fita (que não temos!) revela que a explosão ocorreu durante “If I Needed Someone” , e os Beatles terminaram a música com maior urgência possível escoltados pela polícia. Depois que foram embora, vários carros foram usados para tentar enganar os fãs sem resultados. Mesmo assim, conseguram serem levados direto para Aeroporto Metropolitano de Memphis, de onde voaram para Cincinnati, Ohio, chegando lá de madrugada.

PAUL MCCARTNEY: GENIAL E INSEGURO?

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Por Hagamenon Brito - correio24horas.com.br
As eternas dúvidas de personalidade. Levamos uma vida a ser quem os outros querem que sejamos, ou melhor, o que os outros pensam que somos. Acontece que na vida dos pobres mortais amanhã é outro dia e a vida, com todas as suas contas a pagar, afetos e contradições de mesas de bar e, agora, redes sociais, continua a nos chamar. Bem diferente e infinitamente mais complexa é a situação de um mega star como o cantor e compositor inglês Paul McCartney, 75 anos, uma das maiores referências da música e da cultura popular desde os tempos dos Beatles, nos anos 1960. E aí chovem linhas, promovem-se mentiras e contam-se histórias nem sempre confortáveis - e isso muito antes do surgimento da internet. A tênue linha de (des)entendimento de Paul e John Lennon, por exemplo, nos foi revelada, também, pela mão do grande e premiado jornalista Philip Norman, 74, no livro Shout! The Beatles in Their Generation, em 1981. Episódio importante para entender melhor Paul McCartney - A Biografia (Cia das Letras | R$ 89,90/papel | R$ 44,90/e-book | 824 páginas). Na biografia Shout! sobre a banda, inédito até hoje no mercado editorial brasileiro, um passional Philip Norman descrevia os Beatles como resultado da genialidade musical de Lennon (“John Lennon era três quartos dos Beatles”), enquanto McCartney era considerado o homem das circunstâncias, pseudo porta-voz dos Beatles, mas que não passava de uma estrela pop de talento razoável. Tais afirmações não caíram bem a McCartney, claro, numa digestão que se adivinharia adversa a qualquer mortal. Por isso, o próprio Norman, autor de livros também sobre John Lennon, Rolling Stones, Mick Jagger e Elton John, ficou surpreso quando pediu a McCartney autorização para escreveu a sua biografia e este não lhe esticou o dedo do meio. Daí a achar que Sir James Paul McCartney - que faz show dia 20 de outubro, na Arena Fonte Nova -, iria estender a mão, esperar que Philip Norman apertasse o play do gravador e lhe contasse a vida toda vai uma distância. Seria bom-mocismo demais, convenhamos. O que o músico fez foi autorizar e não colaborar diretamente, ou seja, o escritor teve que recorrer a amigos e familiares do biografado para recolher testemunhos. Em certa medida, Paul McCartney - A Biografia é uma espécie de redenção de Norman, onde ele aponta o espelho para um homem maior, cujo caráter mediano, sempre seguro em seus atos e com “talento pop razoável”, são coisas do passado, equívocos do próprio autor. McCartney agora aparece em toda a sua plenitude e complexidade - de artista de enorme talento musical a homem de família e empresário, com a dor de aguentar a morte da mãe enquanto jovem, superada por um pai que o atirou para o mundo onde, afinal, se revelaria dono e senhor. Também se aborda a quase morte de Paul na África, os nove dias de prisão em Tóquio, em 1980, por porte de maconha (com medo de ser estuprado, ele cantava seus hits para ganhar a amizade dos outros presos) e a complicada relação com Lennon. A humanização do biografado é uma das maiores qualidades da obra. Tido como um eterno bom-moço, Paul é tão fascinante quanto complexo e Norman aborda os traços fortes de autoritarismo e autopromoção na personalidade do artista, bem como o sexismo dos Beatles e a avareza do mais célebre dos seus sobrevivente. Se é verdade que ele e Yoko Ono até hoje se detestam, mais curioso é saber que Paul fumou maconha diariamente até depois dos 60 anos. Parou para não dar mau exemplo à filha pequena, Beatrice, hoje com 13 anos. E saber também que a união de três décadas com Linda (1941-1998), sua mulher mais famosa, não era um mar de rosas como se imaginava. Paul, por exemplo, interrompeu um projeto de autobiografia de Linda com o argumento de que na família só existia uma estrela: ele. Foi mesquinho, no mínimo. Mas, como diria o filósolo alemão Friedrich Nietzsche, tudo é humano, demasiadamente humano. Paul McCartney, senhores, merece todo o respeito e admiração. No livro Paul McCartney - A Biografia, o Philip Norman conta que o músico foi tomado por uma grande insegurança nos anos seguintes à separação dos Beatles, chegando mesmo a ficar depressivo. Nessa fase, em que contou com o apoio fundamental da esposa e companheira da banda Wings, Linda, ele acreditava que não conseguiria fazer sucesso sem John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Logo, ao estrear solo, ele veria que estava errado, algo que o tempo, os fãs e a crítica reforçariam diante da qualidade pop de canções como Another Day, My Love, Jet, Live and Let Die, Mrs. Vandebilt e Let’em In. Todas elas presentes na ótima coletânea Pure McCartney, de 2016, com 67 canções da carreira do ex-Beatle desde seu álbum de estreia solo, editado em 1970, e escolhidas pessoalmente por ele. “Surgiu a ideia, minha e da minha equipe, de reunir uma coleção das minhas gravações tendo somente em mente ter algo divertido para escutar”, disse o cantor sobre este projeto. Entraram também gravações recentes de Paul, Save Us, do ótimo álbum New, de 2013; o remix de 2015 de Say Say Say (sua parceria com Michael Jackson); e Hope for the Future, de 2014, incluída no videogame Destiny. “Fico satisfeito, e frequentemente me surpreendo, que tenha me envolvido na composição e gravação de tantas canções, cada uma delas tão diferentes das outras”, acrescentou McCartney após analisar seu repertório. Juntando Beatles e sua carreira solo, estima-se que Paul já vendeu 700 milhões de álbuns.

BRIAN SETZER - THE KNIFE FEELS LIKE JUSTICE

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Especialmente em homenagem ao meu saudoso amigo João Neiva.
Não deixe de conferir a sensacional postagem BRIAN SETZER - PURO ROCK AND ROLL! de 10 de abril de 2010.

THE BEATLES - EIGHT DAYS A WEEK - SENSACIONAL!

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EIGHT DAYS A WEEK – A MÚSICA
John sempre afirmou que “Eight Days A Week” foi escrita por Paul como uma possível faixa-título para a sequência do filme A Hard Days Night. O diretor Dick Lester diz que não, com base no fato de “Eight Days A Week” ter sido gravada em outubro de 1964. As filmagens de Help! só começa­ram no final de fevereiro de 1965. Segundo ele, é pouco provável que pensassem sobre o filme tão antecipadamente. “O segundo filme deve­ria se chamar Help, mas o título já tinha sido registrado por outra pessoa”, afirma Lester, “Nós o chamamos inicialmente de Beatles II e depois de Eight Arms To Hold You, mas a possibilidade de escrever uma música cha­mada ‘Eight Arms to Hold You’ assustou a todos. Por isso pensamos ‘dane-se, vamos correr o risco’, porque as leis de registro eram muito vagas. Decidimos colocar um ponto de exclamação para nos diferenciar do título já registrado.” Paul ouviu a expressão “eight days a week” de um motorista que um dia o levou à casa de John. Quando Paul perguntou se ele andava ocupado naqueles dias, o motorista respondeu: “Ocupado? Eu trabalho oito dias por semana”. Quando chegaram a Weybridge, onde John vivia, Paul contou a John que tinha o título para a canção que iam escrever naquele dia. O DJ americano Larry Kane, que acompanhou os Beatles na tumê de 1964 pelos EUA, diz em seu livro que viu o grupo trabalhar na música durante um voo entre Dallas e Nova York. “Eight Days A Week”, a primeira faixa a ser gravada com fade-in, estava sendo avaliada como single na Inglaterra até John escre­ver “I Feel Fine”. Nos EUA, foi lançada logo depois de “I Feel Fine” atingindo diretamente o posto número 1.

THE BEATLES - HELP! EM CORES - SENSACIONAL!

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sábado, 19 de agosto de 2017

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - BLACKBIRD

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"Blackbird" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney. Foi lançada no álbum The Beatles (Álbum Branco) de 1968. A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 apenas por Paul McCartney.
McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Bourée em mi menor" de Bach. A música de Bach era originalmente para violão clássico, instrumento que Paul e George Harrison tentaram aprender na juventude (mas só aprenderam mesmo com Donovan na Índia), portanto é caracterizada pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. McCartney decidiu alterar algumas notas de Bach, criando a base para Blackbird.
A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais e direitos civis na América, principalmente da situação das mulheres negras. Paul leu uma notícia no jornal que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade. A música é uma espécie de apoio e o melro-preto simboliza a mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."
A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 no Abbey Road Studios, com George Martin na produção e Geoff Emerick como engenheiro de som. McCartney toca um violão Martin D28. A faixa inclui um som de um autêntico melro-preto (Blackbird) cantando no final. A estrutura da canção não é usual, trazendo três versos que transgridem de 3/4, 4/4 e 2/4 na construção métrica. È na escala de Sol e é tocada com um estilo único de dedilhado e vibrato nas notas graves. A canção foi gravada apenas por Paul, que canta e toca o violão. Foi a pedido dele que foi colocado um microfone no assoalho do chão do estúdio, para que se ouvissem suas batidas ao estilo folk.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

JOHN LENNON - WHATEVER GETS YOU THRU THE NIGHT

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"Whatever Gets You Thru the Night" é uma canção composta por John Lennon, lançada em 1974 como single e é também a segunda faixa do álbum "Walls and Bridges", também de 1974. A gravação da música contou com a colaboração de Elton John. Um fato interessante foi que, Lennon era extremamente pessimista em relação a reação do público com esta faixa, porém, Elton John sempre apostou com ele que a música chegaria ao primeiro lugar nas paradas americanas. A aposta era que, se "Whatever Gets You Thru the Night" ficasse em primeiro lugar, John Lennon apareceria "ao vivo" em um dos shows de Elton para tocarem a música. No dia 16 de novembro de 1974, "Whatever Gets You Thru the Night" alcançou o 1º lugar. John Lennon cumpriu a aposta na noite de 28 de novembro de 1974, dia de ação de graças, no Madison Square Garden. Da gravação original em estúdio, participaram: John Lennon - vocal, guitarra; Elton John - harmonia vocal, piano; Ken Ascher - clavinet; Jesse Ed Davis - guitarra; Arthur Jenkins - percussão; Jim Keltner - bateria; Bobby Keys - saxofone; Eddie Mottau - violão e Klaus Voormann - baixo.

A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - FASTER

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RINGO STARR - A NOITE DE ESTREIA DA ESTRELA

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Apenas dois dias depois que Pete Best foi demitido, os Beatles fizeram seu primeiro show oficial com seu mais novo baterista, o melhor de Liverpool - Ringo Starr. O concerto ocorreu no Hulme Hall em Birkenhead – do outro lado do rio Mersey - em 18 de agosto de 1962.
Existe muita controvérsia entre vários autores sobre a verdadeira data da estreia de Ringo Starr nos Beatles. A maioria afirma que foi no dia 18 de agosto de 1962. Outros dizem que a apresentação foi no dia 19 e outros ainda, que teria sido no dia 28. Nem o próprio Ringo sabe com certeza. Seja como for, aqui vai mais essa homenagem ao nosso velho amigo melhor baterista de todos os tempos onde Bob Spitz, autor de "The Beatles - A Biografia", narra como foi a noite de estreia da estrela. Abração!
“Os Beatles tinham mais do que um pressentimento de que estavam a apenas um homem de se tornarem grandes. Eles haviam crescido incrivelmente como músicos desde que se reuniram, e era impossível não reconhecer aonde tinham chegado. Eles haviam se tornado progressivamente não apenas melhores, mas também mais técnicos e versáteis. Havia certa singularidade na forma como tocavam, uma inventividade para transformar mesmo os temas mais simples em algo original e criativo. Muito disso aconteceu sem grande premeditação. Alguém tocava um acorde, fosse experimentação ou acidente, e era como se um alarme soasse. Parte disso era talento nato. Paul aprendia a tocar instrumentos como algumas pessoas aprendem novas línguas: tinha ouvido para a coisa, e colocava os acentos certos nos lugares certos. E George, em especial, se embrenhava nas complexidades dos fundamentos e da técnica musical. Ambos tocavam suas guitarras com uma confiança impressionante e tinham o poder de fazê-las soar como Maseratis. John tinha todo o resto: a sensibilidade e o gosto certos. E tudo se encaixava com estilo e atitude. Menos o baterista. John, Paul e George já sabiam o que queriam: RINGO - O melhor baterista de Liverpool! Porém, nenhum deles teve coragem de contar para Pete Best que estava fora. Brian faria o serviço sujo.”É improvável que a elegância de Brian tenha exercido qualquer efeito consolador sobre Pete. Aquilo o tomou tão de supetão, de modo tão inesperado, lembra Pete, que “minha cabeça entrou em parafuso”. Todo aquele tempo dedicado aos Beatles, a suposta amizade, os sonhos. E agora aquilo acontecia, às vésperas da assinatura de um contrato de gravaçãp. Ele considerou aquilo “uma facada pelas costas”. Em parte para neutralizar a raiva de Pete e em parte para continuar nas boas graças do rapaz, Brian se propôs a formar um novo grupo, que seria liderado por Pete. Enquanto Pete saía silenciosamente do escritório, Brian teve sangue-frio suficiente para pedir que ele tocasse nas três últimas apresentações antes de Ringo se juntar aos Beatles. E, talvez num momento de irreflexão, Pete concordou. Se Brian acreditou, foi porque não havia dúvida, para ele ou para qualquer outra pessoa, de que Pete honraria sua palavra. No entanto, seu sofrimento era tão pesado quanto seu desempenho na bateria. A promessa era vazia, nada mais do que um meio para sair dali.A estreia de Ringo com os Beatles em Liverpool, em 18 de agosto de 1962, não repercutiu na cena pop e não foi o motor que os propulsou para o estrelato. Somente mais tarde, vista a situação em retrospecto, ele iria adquirir seu status mítico. Ninguém foi mais afetado pelo que acontecera do que Ringo. Ele ouviu o clamor dos fãs nos dias que precederam a apresentação no Cavern. A revolta tomava os salões de baile e os bares - e também as escolas, onde havia uma onda de veneração por Pete. Até nas lojas de discos ocorriam discussões e murmúrias constantes. Uma hora antes de se apresentar, Ringo se refugiou no White Star para uma cerveja terapêutica e desmoronou na mesa onde estavam os Blue Jeans. Eles sabiam que o baterista estava “aterrorizado”. Até mesmo a aparência dele, com um pequeno cavanhaque e o cabelo liso penteado para trás, demonstrava inquietação, como se Ringo estivesse infringindo alguma lei. “Ficamos com pena dele por estar tão nervoso”, lembra Ray Ennis.A maioria das pessoas que foram ao show compartilhou a reação de Colin Manley: “senti pena deles; a platéia estava revoltada com a saída de Pete que não os deixava tocar”. “Desde o momento que as portas se abriram”, lembra Woller, “a multidão gritava: “Pete forever, Ringo never!”; todos estavam doidos por uma confusão.” Desde o instante que os Beatles subiram ao palco, gritos irados explodiram: “Onde está Pete?”, “Traidores! Queremos Pete!” Algumas pessoas apoiaram a mudança. A certa altura, as duas facções começaram a investir uma contra a outra, com olhos ferozes e punhos cerrados. “Fora Ringo!”, “Pete is Best!” Ringo, meio escondido por trás da bateria, ficava mais tenso a cada explosão de raiva.De qualquer maneira, todos os Beatles agiram como se nada estivesse acontecendo. E, levando em conta as circunstâncias, Ringo segurou bem a situação. Ele se adaptou perfeitamente ao estilo cru e direto dos Beatles, imprimindo força ao ritmo sem deixar de lado a energia do conjunto. Provavelmente ninguém apreciou mais isso do que Paul, cujas belas linhas de baixo haviam sido estranguladas pela mão pesada de Pete, enquanto Ringo as complementava, dando a Paul um ritmo muito mais consistente. Durante um momento especialmente tenso, George, do palco, ordenou a alguns indivíduos importunos para “fechar a matraca”. No fim, quando saiu do camarim pelo corredor cheio de gente, alguém lhe deu uma cabeçada no rosto, deixando-o com um enorme hematoma abaixo do olho esquerdo. George encarou a situação com tranquilidade, mas Brian Epstein, já em tom quase histérico, mandou o porteiro peso-pesado do Cavern, Paddy Delaney, escoltar a banda para o andar de cima, alegando falta de segurança.” Bob Spitz.Mesmo que os Beatles já fossem a primeira banda de Liverpool a ter um contrato de gravação, eles ficaram impressionados com Starr. "Realmente começamos a pensar que precisávamos do maior baterista em Liverpool", disse Paul McCartney, também no Anthology. "E o maior baterista era um cara, Ringo Starr, que mudou seu nome antes de qualquer um de nós, que tinha barba e era conhecido por ter um Zephyr Zodiac"Qualquer controvérsia em torno da entrada de Ringo logo se apagou. Durante o show da hora do almoço no Cavern em 22 de agosto, o grupo foi filmado pela TV Granada tocando "Some Other Guy" para o programa Know the North. Quando os Beatles, terminam a música, é possível ouvir alguém gritando: "We want Pete" - (Queremos Pete).