quarta-feira, 26 de julho de 2017

THE BEATLES - RUN FOR YOUR LIFE - SALVE SUA VIDA!

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John desenvolveu “Run For Your Life” a partir da frase “I’d rather see you dead little girl than to see you with another man”, que aparece quase no fim do single de Elvis Presley de 1955 “Baby, Let’s Play House”. De fato, John se referia à música como “um blues antigo que Presley fez”, mas, na verdade, ela data de 1954 e foi escrita por um filho de pastor de 28 anos de Nashville chamado Arthur Gunter.
Gunter, por sua vez, tinha baseado sua música em um sucesso country de 1951 de Eddy Arnold, “I Want To Play House With You”, e a gravou no fim de 1954. Ela não foi um sucesso, mas chegou aos ouvidos de Presley, que a levou para o estúdio em 1955. Quando “Baby, Let’s Play House” alcançou o o número 10 na parade country da Billboard em 55, tornou-se a primeira gravação de Presley a chegar ao hit parade nos EUA. A canção de Gunter falava sobre devoção. Ele queria que a garota fosse morar com ele, e a frase que chamou a atenção de John era um indício da profundidade dos sentimentos dele por ela, não uma ameaça.
Mas, na boca de John John, as frases se tornam ameaçadoras. Se ele visse a garota com outra pessoa, era melhor ela correr, porque ele iria matá-la. Era outra fantasia de vingança aos moldes de “I’ll Cry Instead” e “You Can’t Do That”. O cantor explica seu comportamento dizendo que é “mau” e que nasceu com uma “mente ciumenta”. Termos que dão indícios de canções posteriores como “Jealous Guy” e “Crippled Inside”. A letra de Lennon segue dizendo que é melhor que ela que é melhor que ela fique calma, ou ele não sabe onde pode chegar. É melhor ela salvar sua vida, se puder, se esconder, enfiar a cabeça no chão, porque se ele a pegar com outro homem, será seu fim. Apesar de ter sido a primeira faixa gravada para Rubber Soul, John nunca gostou dela e sempre a citava como exemplo do seu pior trabalho. Ela foi escrita sob pressão, ele disse, logo, era uma “música descartável”.

ANGELA DAVIS NO BRASIL

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Nos anos 1970, a americana Angela Davis, ativista dos direitos dos negros, dividia o mundo entre aqueles que a idolatravam e os que a odiavam. Entre os que queriam vê-la longe dos Estados Unidos, estava o então presidente americano, Richard Nixon (1913-1994), que não aceitava uma mulher negra, afiliada ao Partido Comunista, fazendo oposição veemente à Guerra do Vietnã. Do outro lado, entre os que a amavam, estavam músicos como John Lennon (1940-1980) e Mick Jagger, que cantaram músicas em sua homenagem. O primeiro gravou Angela e o segundo, com os Rolling Stones, cantou Sweet Black Angel (Doce Anjo Negro), composição de Jagger e Keith Richards. “Ela está contando os minutos/ Ela está contando os dias/ Ela é um doce anjo negro”, cantou Mick Jagger no disco Exile on Main Street, de 1972, gravado enquanto Angela ainda estava presa. Ela era acusada de participar do assassinato de um juiz de direito, mas depois acabou sendo inocentada. Apesar de hoje não despertar mais tantas paixões como no passado, Angela, agora aos 73 anos, continua atraindo as atenções por onde passa. Na semana passada, em Cachoeira, foi uma das conferencistas em um curso sobre feminismo negro, onde estudantes estrangeiros pagaram mil dólares para participar do evento entre os dias 17 e 21. Os bolsistas brasileiros tiveram acesso gratuito. Ontem (25) foi a vez de Salvador recebê-la, na Reitoria da Ufba, no Canela, com entrada gratuita, onde realizou a palestra Atravessando o Tempo e Construindo o Futuro da Luta Contra o Racismo, para 400 pessoas. A vinda de Angela Davis a Salvador é uma iniciativa do movimento #julhodaspretas, organizada em parceria entre o Instituto Odara, Coletivo Angela Davis, Núcleo de Estudos Interdisciplinar da Mulher (NEIM), a UFRB e a Ufba. “Ela tem papel essencial na luta contra o racismo nos Estados Unidos, onde discutiu o encarceramento da população negra e levantou importantes críticas ao sistema prisional americano. Lá, como no Brasil, os negros são alvo preferencial da ação do Estado através da polícia”, diz Valdecir Nascimento, coordenadora do Odara. Por Roberto Midlej

Naõ deixe de conferir também a matéria FREE ANGELA AND ALL POLITICAL PRISONERS

A PEDIDOS - PAUL McCARTNEY - BACK ON MY FEET

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No início do ano, Paul McCartney relançou Flowers In The Dirt, de 1989, oitavo álbum de sua carreira solo, e divulgou uma rara demo de “Twenty Fine Fingers” com Elvis Costello. No início do mês, o site oficial de Costello divulgou uma demo inédita da música “Back On My Feet”, que não havia sido incluída nem na versão deluxe lançada por Paul este ano. A faixa foi lançada apenas como b-side do single “Once Upon A Long Ago”. Flowers possui quatro músicas co-escritas pelo Beatle e Elvis Costello.

O DIA QUE OS BEATLES ROUBARAM A FESTA DOS ROLLING STONES

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O vigésimo-quinto aniversário de Mick Jagger foi celebrado no Vesuvio Club em Tottenham Court Road, Londres em 1968. A decoração imitava uma tenda árabe, com tapetes Marroquinos, diversas divisórias, cada uma com um narguilê cercado por almofadas, e fotos em escala real dos Stones tiradas em Marrocos coladas nas paredes. Para completar, bolo "da Índia" (quer dizer, de haxixe mesmo!). O sucesso foi total com Mick Jagger trazendo uma cópia do então novo LP, "Beggar’s Banquet", que acabaria sendo lançado apenas em dezembro com outra capa. Dentre os convidados mais ilustres, estavam evidentemente os outros Stones e suas respectivas esposas, Paul Getty II e a esposa Talitha, John Lennon e Yoko Ono e mais tarde, chegaria Paul McCartney com a então namorada Linda Eastman. Com a casa toda sacudindo ao som do novo LP dos Stones, o seu melhor até então, Paul oferece ao DJ uma cópia do mais novo compacto dos Beatles. A casa parou ao som de "Hey Jude" seguido de “Revolution”. Mick Jagger tinha no rosto a expressão exata do que acontecera. Os Beatles roubaram a festa dele e de sua banda mais uma vez...

PARABÉNS MICK JAGGER - 73 ANOS

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Vocalista, compositor, letrista, em 2016, pai do oitavo filho e líder dos Rolling Stones, banda que possui mais de 200 milhões de discos vendidos em cinco décadas de carreira, Sir Michael Philip "Mick" Jagger completa hoje 73 anos. A carreira de Jagger dura há mais de 50 anos e foi descrita como "um dos vocalistas mais populares e influentes da história do Rock & Roll". A voz e o desempenho distintivos de Jagger, juntamente com o estilo de guitarra de Keith Richards, são a marca registrada dos Rolling Stones durante toda a carreira da banda. Jagger ganhou a notoriedade da imprensa pelo seu uso admitido de drogas e envolvimentos românticos. No final dos anos 1960, Jagger começou a atuar em filmes (começando com Performance e Ned Kelly), com recepção mista. Em 1985, lançou seu primeiro álbum solo, She's the Boss. No início de 2009, Jagger juntou-se ao supergrupo elétrico, SuperHeavy. Em 1989, ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, e em 2004 para o Reino Unido Music Hall of Fame com os Rolling Stones. Em 2003, foi condecorado Sir pelos seus serviços prestados à música popular. É isso aí Rolling Stone. Que as pedras continuem rolando ainda por muitos anos.

terça-feira, 25 de julho de 2017

ALAN ALDRIDGE - O HOMEM COM OS OLHOS DE CALEIDOSCÓPIO

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Alan Aldridge foi um artista inglês, ilustrador e designer gráfico. Aldridge é pai de oito filhos entre os quais estão o fotógrafo de moda Miles Aldridge e as modelos Saffron Aldridge, Lily Aldridge, e Ruby Aldridge. Sua carreira começou em 1965, quando passou a atender o diretor de arte da Penguin Books, e começou a produzir ilustrações para capas de livros. Nos próximos dois anos, assumiu como diretor de arte, introduzindo seu estilo que ressoou como o estilo da época.
Em 1968 criou sua própria empresa de design, INK, que se envolveu muito com criação de imagens gráficas para os Beatles e a Apple Corps. Durante o final dos anos 60 e pelos anos 1970, ele foi responsável por um grande número de capas de álbuns. Criou uma série de livros de ficção científica para a Penguin Books e fez grande sucesso com suas ilustrações para o Bealtes Illustrated Song Lyrics, um livro com ilustrações para algumas músicas dos Beatles. Também ilustrou o "The Penguin Book of Comics", uma história americana e britânica. Seu trabalho foi caracterizado por um desenho animado, estilo cartoon e suave aerografia - muito em sintonia com o estilo psicodélico surreal. No cinema, em fevereiro de 1969, ele desenhou os gráficos para o controverso filme de Jane Arden, "Vagina Rex and the Gas Oven", no London Arts Laboratory, Drury Lane. Ele é mais conhecido, porém, pela fotografia do livro The Butterfly and the Grasshopper Feast (1973), uma série de ilustrações de insetos antropomórficos e outras criaturas, que ele criou em colaboração com William Plomer, que escreveu os versos que o acompanham, baseados no poema de William Roscoe de mesmo nome, mas Aldridge se inspirou quando leu que John Tenniel disse a Lewis Carroll que era impossível desenhar uma vespa com uma peruca. Aldridge também criou a arte da capa de Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, de Elton John em 1975 e a ilustração do disco The Beatles Ballads também é dele. Morreu em 17 de fevereiro de 2017, aos 73 anos.

THE DIRTY MAC - YER BLUES - DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS!

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JOHNLENNON - YER BLUES

GEORGE HARRISON - WHILE MY GUITAR - Acoustic

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT – SEMPRE SENSACIONAL!

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1965 - RINGO COMPRA A PROPRIEDADE SUNNY HEIGHTS

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No dia 24 de julho de 1965, Ringo Starr e sua esposa, Maureen Starkey, compraram sua primeira casa. "Sunny Heights" era uma grande casa em St George's Hill Estate, Weybridge, Surrey e custou 37 mil libras. O casal mudou-se para lá pouco antes do natal daquele ano. Maureen estava grávida e logo daria a luz ao seu primeiro filho. Eles permaneceram ali por três anos até novembro de 1968. Sunny Heights ficava a menos de uma milha da casa em Kenwood onde John Lennon vivia com a família - Cynthia e Julian. Ringo realizou várias reformas enquanto esteve lá, com grande parte do trabalho realizado pela Brickey Building Company, co-propriedade dele e do construtor Barry Patience desde setembro de 1964. Depois que os Starkeys mudaram-se de lá para a antiga casa de Peter Sellers em Elstead em 1968, Lennon e Yoko Ono se mudaram temporariamente para Sunny Heights, mas Ringo vendeu a casa em maio de 1969.

TRAVELING WILBURYS - NOBODY'S CHILD

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“Nobody’s Child” foi escrita por Cy Coben e Mel Foree e gravada por Hank Snow, em 1949. Tony Sheridan e os Beatles, fizeram uma gravação em Hamburgo, em 1961. George Harrison estava lá. Quase trinta anos depois, em 1990, “Nobody’s Child” recebeu uma nova versão realizada pelo supergrupo Traveling Wilburys. Harrison também estava lá. Em julho daquele ano foi lançado o álbum beneficente “Nobody's Child: Romanian Angel Appeal”, trazendo a versão exclusiva dos Wilburys gravada somente para esse álbum, lançado para angariar fundos para as crianças órfãs romenas. Além da magnífica versão de “Nobody’s Child” com os Traveling Wilburys”. O álbum traz ainda artistas como Stevie Wonder, Paul Simon e George Harrison (juntos), Eric Clapton, Van Morrison, Guns N 'Roses, Ringo Starr e Elton John. Todas as músicas eram gravações inéditas, e “Nobody’s Child” e "With a Little Help from my Friends" com Ringo Starr and His All-Starr Band, foram lançadas como singles.

O projeto foi organizado por Olivia Harrison, que criou a Romanian Angel Appeal Foundation junto com as outras esposas dos Beatles - Barbara Bach, Yoko Ono e Linda McCartney.

A PEDIDOS - MILES KANE - HEY BULDOG - DEMAIS!

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Abração para a amiga Débora Soares. Valeu!

DADO VILLA-LOBOS - MEMÓRIAS DE UM LEGIONÁRIO

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Foram necessários 19 anos desde o fim da Legião Urbana para que o público pudesse conhecer a história da banda pela visão de quem fez parte dela. O livro “Dado Villa-Lobos – memórias de um legionário” chega às lojas com a proposta de passar a limpo a trajetória do grupo que colocou Brasília no mapa do rock brasileiro nos anos 1980. O livro narra a trajetória da banda dos tempos do Aborto Elétrico até a morte de Renato Russo, em 1996. A introdução da obra trata de como Dado recebeu a notícia por um telefonema do médico Saul Bteshe, que acompanhou o cantor por oito anos, às 2h15 daquele 11 de outubro. O guitarrista fala sobre a ida ao Rio de Janeiro, a cremação do artista, o contato com amigos e familiares, o assédio da imprensa.

Ao longo das 256 páginas, Renato figura como personagem principal, muitas vezes mais até do que o próprio Dado. O guitarrista fala da forma com que ele agia, o comportamento explosivo, o processo de criação, os acessos de fúria, os momentos de descontração, a relação com os outros músicos, com a turma e todo o showbizz. Apesar do gênio de Renato, Dado afirma que nunca pensou em sair da Legião, mesmo nos momentos mais difíceis ao longo dos 13 anos em que esteve no grupo. "Nunca pensei em sair. Renato era daquele jeito, mas a banda tinha vida própria, a gente alimentava aquilo. Havia um respeito entre todos, um queria o bem do outro", afirmou o guitarrista. A ideia de escrever o livro partiu do "historiador, militante trotskista e interessado na trajetória de Dado na Legião" Felipe Demier, parceiro do guitarrista nas peladas de terça no Rio de Janeiro. "Fui convencido por ele, que é fã da banda e historiador. No começo eu disse que não queria, que não tinha tempo, que não sou escritor, mas ele me sugeriu que a gente escrevesse a 'seis mãos'. Chamamos o também historiador Romulo Mattos e passamos a registrar meus depoimentos, minhas memórias sobre a Legião, no final de 2012", disse.
Mais do que a trajetória da banda, o livro relata parte da história do Brasil durante o período, com detalhes sobre ditadura, censura, momento cultural, o surgimento de uma cena nacional e o emaranhado de personagens do início do "rock nacional dos anos 1980". "Algumas coisas não estavam claras. Achei que era importante contar a história da banda, em primeira pessoa, fazer um relato da dinâmica, dos ensaios, do processo criativo, enfim, de tudo o que aconteceu comigo e com a Legião entre 1983 e 1996." Depois de falar sobre o dia da morte de Renato Russo, Dado conta sua história, seus primeiros anos em Bruxelas, onde nasceu em 29 de junho de 1965, em Belgrado, na então Iugoslávia, em Montevidéu, em Paris, no Rio de Janeiro e em Brasília, onde chegou pela primeira vez aos 6 anos, em 1971. Antes de falar sobre histórias que viveu ao lado de Renato Russo, Renato Rocha (o Negrete) e Bonfá, Dado conta sobre os primeiros contatos com a música, sobre as pessoas que conheceu na capital e a convivência com os outros filhos de diplomatas, os "itamaratecas", entre eles o vocalista do Capital Inicial Dinho Ouro Preto. Foi Dinho quem apresentou Led Zeppelin para o futuro guitarrista da Legião, que na época estava mais interessado em disco music. Em 1981, Dado, Dinho e uma turma entediada sob os pilotis de um bloco residencial avistaram "quatro caras com visual punk: cabelos desgrenhados, calça e camiseta rasgadas, patches etc". O grupo que trazia latas de tinta spray nas mãos escreveu na parede do bloco as letras "AE". "Uma semana depois, o Dinho apareceu e falou: 'cara, descobri o que significa aquela pichação. É uma banda chamada Aborto Elétrico, que está tocando ali no Food's'", diz um trecho do livro. Dado e Dinho depois se juntaram aos "punks" e fizeram parte da "turma da Colina".
Segundo Dado, Renato Russo sempre teve formatado na cabeça tudo o que ele queria para a banda. O livro fala, por exemplo, da primeira viagem para a gravação de um compacto no Rio de Janeiro, do quanto os músicos detestaram o material e da participação do produtor Mayrton Bahia para que a banda pudesse ter liberdade criativa. A obra traz detalhes de como a Legião Urbana pavimentou o caminho rumo ao sucesso. Até mesmo quem não é fã da banda pode gostar do material, que consegue traçar um panorama da cultural pop do período em que a banda existiu.
Entre os trabalhos da Legião, o momento em que o grupo gravou e promoveu o disco "Dois", de 1986, é um dos mais presentes no livro. Os primeiros hits, a mudança para o Rio, o sucesso de "Faroeste caboclo", com seus 159 versos, mais de nove minutos de duração e alguns palavrões que impediram em um primeiro momento a execução nas rádios, a saída de Negrete, os boatos sobre o fim do grupo em 1987, as gravações de "As quatro estações", a doença de Renato, os shows com participações de músicos de apoio, os significados de músicas e nomes de álbuns, tudo é abordado, quase que de forma cronológica.
Dado dá sua versão sobre como ocorreu o famoso e trágico show da Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em 18 de junho de 1988. Na ocasião, uma grande confusão se formou depois que a banda decidiu deixar o palco após 50 minutos de música. Um fã invadiu o local de apresentação e agarrou Renato Russo no meio da música “Conexão amazônica”. Antes, bombinhas e outros objetos foram atirados contra os músicos. O público começou a promover um quebra-quebra e a entrar em confronto com a Polícia Militar. Mais de 50 mil pessoas lotavam o estádio na ocasião. Muitos acabaram entrando sem pagar. "No livro eu coloco tudo o que aconteceu ali, como estava o astral, a vibração, a expectativa que se gerou, aquela sensação de que estávamos 'voltando para casa', o grande público. Ficamos presos no camarim, chegou aquele carregamento de drogas e álcool." O fato é abordado em 11 páginas e na contracapa do livro. Na visão de Dado, a confusão não teve relação com a banda, mas com o clima que se criou. "Qualquer atração artística nacional ou internacional, que pudesse promover tamanha atração de pessoas a um estádio, poderia ter acabado na mesma situação que a gente", diz um trecho.
“A verdade é que aquela energia negativa não tinha necessariamente relação com a gente. Ou, se tinha, era apenas porque a Legião atraía multidões. Como eu disse, o nosso repertório, em parte composto para uma banda punk (o Aborto), também contribuía para que os ânimos ficassem exaltados. Acho que aquela merda toda acabou ilustrando um pouco a desigualdade social que havia no Distrito Federal, que o Plano Piloto, privilegiado, contrastava (e ainda contrasta, é claro) com a realidade das cidades-satélites ao redor."O livro termina com um relato dos últimos momentos da Legião Urbana, as gravações de "A tempestade ou o livro dos dias", a briga que teve com Renato por causa da mixagem de uma música, as últimas ações do cantor, da morte dele, dos projetos de Dado e das considerações sobre a importância da banda na vida dele e na música brasileira. Ele diz que uma parte dele ficou para trás quando a banda acabou, mas que se lembrava dos tempos do grupo com satisfação. "Eu sei o lugar da Legião na minha vida. Fizemos rock. Fizemos história. Não foi tempo perdido." Lucas Nanini do G1 DF

I SAY YES, YOU SAY NO - OS BEATLES PEDEM A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

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Há exatamente 50 anos, no dia 24 de julho de 1967, um anúncio de página inteira apareceu no jornal The Times, assinado por 64 dos membros mais proeminentes da sociedade britânica, pedindo a legalização da maconha. Entre os signatários estavam os Beatles e Brian Epstein. O anúncio foi instigado como uma resposta à pena de prisão de nove meses por posse recebida em 1 de junho de 1967 por John Hopkins, fundador da International Times, o UFO Club e o 24 Hour Technicolor Dream. No dia seguinte, uma reunião de emergência foi realizada na livraria Indica, durante a qual Steve Abrams, da organização de pesquisa de drogas SOMA sugeriu trazer a questão ao debate público executando um anúncio de página inteira. Abrams concordou em organizar as assinaturas, mas a questão do financiamento do anúncio provou ser temporariamente problemática. Nenhum dos Beatles estava presente na Indica, mas o co-proprietário da livraria Barry Miles telefonou para Paul McCartney, que concordou em financiar o anúncio. No dia 3 de junho, Miles e Abrams visitaram a casa de McCartney na Cavendish Av. McCartney ouviu os planos, disse a Abrams que todos os Beatles e Epstein colocariam seus nomes e disse a eles como contatar o resto do grupo para suas assinaturas. No entanto, o gerente de publicidade do Times, R Grant Davidson, insistiu nervosamente em verificar que todas as pessoas concordaram que seus nomes estariam associados ao artigo. Davidson também insistiu no pagamento antecipado. Steve Abrams contatou Peter Brown no escritório de Brian Epstein, e logo recebeu um cheque pessoal de £ 1.800 feito para The Times. Naquele momento, o montante era o dobro do salário médio anual. Embora McCartney quisesse manter o financiamento em segredo, com medo de publicidade negativa, logo se revelou impossível. No dia seguinte à publicação do anúncio, a informação apareceu no diário londrino da Evening Standard. Depois de uma semana de sua aparição, o anúncio levou a perguntas feitas na Câmara dos Comuns e iniciou um debate público que acabou levando a mudanças nas leis contra o consumo de cannabis na Grã-Bretanha. Confira a lista de todos que assinaram a petição: Jonathan Aitken, Tariq Ali, David Bailey, Humphrey Berkeley, Anthony Blond, António Louro, Derek Boshier, Sidney Briskin, Peter Brook, Dr. David Cooper, Dr. Francis Crick, FRS, David Dimbleby, Tom Driberg, MP, Dr. Ian Dunbar, Brian Epstein, Dr. Aaron Esterson, Peter Fryer, John Furnival, Tony Garnett, Clive Goodwin, Graham Greene, Richard Hamilton, George Harrison-MBE, Michael Hastings, Dr. JM Heaton, David Hockney, Jeremy Hornsby, Dr. S. Hutt, Francis Huxley, Dr. Brian Inglis, Dr. Victor ES Kenna - OBE, George Kiloh, Herbert Kretzmer, Dr. RD Laing, Dr. Calvin Mark Lee, John Lennon-MBE, Dr. DM Lewis, Paul McCartney-MBE, David McEwen, Alasdair MacIntyre, Dr. OD Macrae-Gibson, Tom Mashler, Michael Abul Malik, George Melly Dr. Jonathan Miller, Adrian Mitchell, Dr. Ann Mully, PH Nowell-Smith, Dr. Christopher Pallis, John Piper, Patrick Procktor, John Pudney, Alastair Reid, L. Jeffrey, Selznick Jeffrey, L. Selznick, Nathan Silver, Nathan Prata, Tony Smythe, Michael Schofield, Dr. David Stafford-Clark, Richard Starkey-MBE, Dr. Anthony Storr, Kenneth Tynan, Dr. W. Grey Walter, Grey Brian Walden, MP Michael White, Pat Williams.

domingo, 23 de julho de 2017

‘IMAGINE’ É ADAPTADA PARA LIVRO INFANTIL

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A canção “Imagine”, hino do movimento paz e amor escrito por John Lennon em 1971, foi transformada em um livro infantil pela editora Flamboyant. O projeto, apoiado pela viúva Yoko Ono, tem como objetivo ensinar as crianças a mensagem pacifista trazida pela música. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira (21), Dia Internacional da Paz.Resultado de imagem para Jean Jullien
O livro foi ilustrado pelo francês Jean Jullien, e conta a história de “Imagine” usando pássaros como personagens principais.
“Devemos tratar todas as pessoas da mesma maneira, não importa o lugar onde vivem nem a língua que falem, como a pomba deste livro, que aceita todos os outros pássaros, sem ligar para a cor de suas penas ou a forma de seu bico”, diz Yoko no prefácio do livro. As vendas do livro serão convertidas em doações para a ONG Anistia Internacional.
Jean Jullien tem 34 anos, nasceu no dia 14 de março de 1983. É um designer gráfico e ilustrador francês, e entre seus inúmeros trabalhos, foi responsável por criar o símbolo Peace For Paris - uma variação do tradicional símbolo da paz - em memória aos mortos e feridos nos ataques de novembro de 2015 em Paris. O símbolo tornou-se rapidamente um viral e foi reproduzido pelo mundo todo, como forma de solidariedade contra o terrorismo. Aqui, a gente confere um pouquinho mais da arte de Jean Jullien:

sábado, 22 de julho de 2017

PAUL MCCARTNEY LIVE AT THE CAVERN CLUB - 1999

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No dia 14 de dezembro de 1999, apenas 300 pessoas privilegiadíssimas, se amontoram no novo Cavern Club, quando Sir Paul McCartney retornou ao palco do onde de certa forma, tudo começou. O sensacional DVD “Paul McCartney Live At The Cavern Club 1999” é o registro deste show, ao mesmo tempo histórico e inacreditável, realizado por Paul e alguns velhos amigos para promover o disco "Run Devil Run", que trazia um repertório repleto de rocks enérgicos da década de 1950. Paul McCartney escolheu o pequeno, apertado e enfumaçado palco do clube, para realizar uma verdadeira aula de Rock and Roll. A banda, acima de qualquer suspeita, diverte-se genuinamente durante todo o show, de uma forma espontânea que chega a chocar em alguns momentos, já que não estamos habituados a ver ícones como David Gilmour, Ian Paice e o próprio McCartney com uma intimidade tão grande. É como se o grupo que toca todo final de semana naquele seu boteco favorito fosse formado por alguns dos maiores músicos da história. O repertório é uma sucessão de rocks agitados, passando por hinos dos Beatles, como "I Saw Her Standing There", e clássicos que marcaram época, como "Honey Hush", "Lonesone Town", "Blue Jean Bop", "Fabulous" (com o grupo entrando totalmente errado e recomeçando a canção sob a batuta de Paul) e "Twenty Flight Rock". Nada se compara ao prazer de assistir esse filme para quem verdadeiramente gosta de rock. É bom demais poder ver músicos experientes e lendários se divertindo como se fossem crianças. Paul comanda o espetáculo, claro, e parece ter novamente quinze anos. Gilmour revela um outro lado, soando mais agressivo na maneira de tocar do que aquela que nos acostumamos a ouvir nos álbuns do Pink Floyd e em sua carreira solo, soltando-se de tal maneira no palco que chega até a dançar. Mick Green esbanja simplicidade nas bases e nos solos. Wingfield viaja de volta aos anos 1950 e traz na bagagem uma época mágica, onde o piano marcava presença e tornava os primeiros registros do rock ainda mais irresistíveis. E Paice segura tudo lá atrás com o talento que só um dos maiores bateristas da música pode ter. Como extras, cenas da gravação de "Run Devil Run" e dois clipes do disco. "Live at the Cavern Club" é um DVD excepcional, obrigatório, clássico. Mostra todo o despojamento de ícones que atravessaram décadas, reunidos em um palco, como adolescentes que acabaram de descobrir o rock. Talvez seja esse o segredo dessas carreiras únicas: uma paixão pela música tão grande que vai além do tempo, renovando-se a cada dia. Para mim, um filme quase perfeito que só tem um grande defeito, faltou a principal: a porrada que dá nome ao disco que estava sendo divulgado - “Run Devil Run”. Seja como for, só aqui, no nosso blog preferido, a gente assiste o filme inteiro, com ótima resolução de áudio e vídeo.

FORTHLIN ROAD - A CASA ONDE VIVEU PAUL McCARTNEY

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No dia 21 de julho de 1998, a famosa casa da infância de Paul McCartney, na Forthlin Road em Liverpool, foi aberta à imprensa. Programas das TVs BBC, ITN, ITV e Canais 4 e 5 passaram o dia realizando matérias no interior da propriedade.

A confortável casa em um subúrbio de classe média de Liverpool, foi a casa da família McCartney, e lar de Paul entre 1955 e 1963. A família de Paul sempre esteve muito ligada à música, de modo que sua casa sempre foi um ambiente propício para juntar o encontro dos jovens Beatles.

John costumava passar boa parte de suas tardes com Paul, e muitos dos grandes sucessos iniciais da banda, como "I Saw her Standing There" foram escritos lá. O exterior da casa pode ser visto por qualquer visitante, mas para uma "tour" no interior da casa é necessário agendar o passeio com antecedência junto ao National Trust, que atualmente administra a propriedade. Quando Paul de vez em quase nunca, vai em Liverpool, costuma sempre visitar aquela velha casa. Há pouco tempo, a porta original da casa foi vendida por uma grana preta.

ERIC CLAPTON - LAYLA - SENSACIONAL!

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DEREK AND THE DOMINOES - LAYLA AND OTHER ASSORTED SONGS

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Layla and Other Assorted Love Songs é um album clássico de blues/rock lançado pelo supergrupo Derek and the Dominos em dezembro de 1970. É considerado atualmente como um dos pontos mais altos da carreira de Eric Clapton e um dos 100 melhores discos de todos os tempos. Layla é um album mitológico na historia do rock. Pode-se dizer, com certeza, que o álbum gira em torno de Pattie Boyd - na época conhecida como Pattie Harrison. A amizade entre Clapton e George Harrison, fez com que ele se aproximasse de Patty e se apaixonou profundamente, mas no início, foi rejeitado, o que o motivou a escrever boa parte das canções deste álbum. O sucesso de “Layla” foi inspirado em um poema de Nizami Ganjavi, "The Story of Layla and Majnun". Essa lenda mexeu muito com Clapton que se afundou em heroína e quase enlouqueceu por não poder ficar com Pattie. Finalmente, depois de anos, casaram-se em 27 de março de 1979. George, Paul e Ringo estavam lá. Inclusive houve uma Jam Session. Lennon disse que se soubesse, teria ido.
Além dos conhecidos membros do grupo (o baixista Carl Radle e o baterista Jim Gordon), a gravação também contou em quase todas as faixas com a participação do lendário guitarrista Duane Allman (The Allman Brothers Band), que foi convidado a participar após ter ficado amigo de Clapton e pedido para acompanhar a gravação do disco. Ambos se conheceram através do produtor Tom Dowd, que estava produzindo o segundo álbum da Allman Brothers Band - Idlewild South - quando recebeu a ligação de Clapton para produzir seu disco. Duane fora convidado a se juntar ao Derek and the Dominoes posteriormente, mas preferiu continuar com sua própria banda.Em 1990, para comemorar o 20º aniversário foi relançado em uma edição de luxo com 3 CDs, incluindo as Jams e Outtakes. Em 2003 a rede de televisão VH1 nomeou o álbum como o 89º melhor álbum de rock de todos os tempos. No mesmo ano, a revista Rolling Stone o colocou na lista dos 500 maiores e melhores discos de toda a história fonográfica.

THE BEATLES - HEY BULDOG - SENSACIONAL!

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“Hey Bulldog” é uma canção dos Beatles que aparece no álbum Yellow Submarine e foi quase toda escrita por John Lennon com algumas contribuições de Paul McCartney. Foi gravada durante a filmagem do vídeo promocional de Lady Madonna e é uma das poucas músicas dos Beatles que se baseia num riff de piano. Para Lennon, "uma grande gravação, mas que não significa nada". Inicialmente, a faixa se chamaria "Hey Bullfrog", mas durante a gravação Paul começou a "latir". Então mudaram o nome para "Hey Bulldog". Segundo Geoff Emerick, engenheiro de som, esta foi a última gravação que os quatro realizaram como um time dinâmico e com o entusiasmo de cada membro do grupo. Quando voltaram ao estúdio para gravar o Álbum Branco, já estavam muito afetados com assuntos de negócios e as diferenças pessoais e artísticas estavam se fortalecendo, o que culminaria, mais tarde, na separação definitiva do grupo. Durante essas sessões, os Beatles foram fotografados gravando a música. Foi uma das poucas vezes em que eles se deixaram filmar gravando nos Estúdios Abbey Road, pois preparavam um filme promocional (depois editado para o single 'Lady Madonna') que seria lançado enquanto eles estivessem na Índia.
“Hey Bulldog” foi usada num segmento animado do filme Yellow Submarine, que inicialmente só apareceu na versão européia. Foi restaurada e vista pela primeira vez em 30 anos no relançamento de 1999. Para promover o relançamento, a Apple pegou as filmagens originais do vídeo promocional de Lady Madonna e o reestruturou para usar como vídeo promocional da própria Hey Bulldog. O riff de guitarra da canção foi incluído no álbum Love, de 2006, na faixa "Lady Madonna". Algumas risadas de Lennon e McCartney (contidas na música original) foram colocadas na faixa de transição "Blue Jay Way". Há uma primeira versão demo da música com apenas John ao piano de apenas 48 segundos, que intitula-se "She Can Talk To Me" (o primeiro nome da música) e aparece em bootlegs como o "Artifacts" (Volume 1, Disco 4) e o "The Lost Lennon Tapes" (Volume 18). Os Beatles tocaram com a formação clássica de sempre: John Lennon - Piano, guitarra rítmica, vocais principais e falas; Paul McCartney -Baixo, pandeireta, e vocal de apoio (harmônico) e "latidos"; George Harrison - Guitarra solo e Ringo Starr - Bateria e vocal falado. "Hey Bulldog" teve outras versões feitas por outros artistas. Entre eles, estão Jim Schoenfeld, Tea Leaf Green, Eric McFadden, Ween, Elvis Costello, Honeycrack, Ian Moore, Gomez, Rolf Harris, Toad the Wet Sprocket,Firewater, Alice Cooper, The Gods, Skin Yard, U-Melt, Dave Matthews, Paddy Milner, of Montreal, Manfred Mann's Earth Band, The Golden Ticket, Dave Matthews & Friends, Crash Kings, The Roots e Miles Kane, que já apareceu aqui no Baú.