sexta-feira, 9 de junho de 2017

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER - 2017


“Paberback Writer” foi lançada como Lado A do single que tinha "Rain" como Lado B, alcançou o topo das paradas britânica e americana. Mais tarde, foi incluída nos álbuns “Hey Jude”, “The Beatles 1962–1966”, “Past Masters, Volume Two” e “1”.
Primeiro single dos Beatles cuja temática não era o amor ("Nowhere Man" tinha sido a primeira canção), "Paperback Writer" contava a história de um romancista implorando a um editor que aceite seu livro de mil páginas. A composição da canção é creditada a Lennon/McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele esclareceu a questão: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha". "Paperback Writer" foi surpreendente na época por ser um single pop com um tema tão incomum e uma levada tão boa.

Paul disse que sempre gostou do som das palavras "paperback writer" e decidiu criar sua história em torno da expressão. O estilo epistolar da canção surgiu durante uma viagem de carro. "Assim que cheguei, disse a ele que queria que escrevêssemos uma música como se fosse uma carta", ele conta.Tony Bramwell recorda que a inspiração para boa parte da letra veio de uma carta real mandada a Paul por um aspirante a escritor.
As brochuras tinham causado uma revolução editorial, tornando os livros acessíveis a pessoas que teriam considerado as edições de capa dura caras demais. O poeta Royston Ellís, primeiro autor publicado que os Beatles conheceram quando tocaram para acompanhar sua poesia em 1960, está convencido de que Paul se agarrou à expressão “paperback writer” a partir das conversas dos dois. "Apesar de eu escrever livros de poesia na época, se me perguntassem o que eu queria ser, eu sempre dizia um 'escritor de brochuras' porque era o que você tinha de ser se quisesse atingir o grande público", conta Ellis, que se tornou escritor de guias de viagem e romances comerciais. "Minha ambição era ser um escritor que vendesse seus livros e ganhasse dinheiro com isso. Era o meu equivalente para a ambição deles de fazer um single que vendesse um milhão".
Assim como muitas composições de Paul, a letra era guiada mais pelo som das palavras do que pela lógica da narrativa. Interpretada literalmente, é sobre um autor que tinha escrito um livro baseado em um romance sobre um escritor de brochuras. Em outras palavras, é um romance baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance que, por sua vez, é presumivelmente baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance. O "homem chamado Lear" provavelmente é uma referência a Edward Lear, pintor vitoriano que, apesar de nunca ter escrito um romance, escreveu poemas e canções nonsense que John começou a ler quando críticos especularam que o autor o havia influenciado em In His Own Write. O Daily Mail recebe uma menção porque era o jornal que John lia. As matérias do Daily Mail mais tarde serviriam de inspiração para duas músicas de Sgt Pepper.
A principal inovação musical em "Paperback Writer" era o uso do recurso "boost" no baixo, que possibilitou que o instrumento ganhasse um raro protagonismo na banda. Através de algumas inovações no estúdio feitas pelo engenheiro de som Ken Townsend, o baixo se tornou o instrumento mais proeminente da faixa, na linha do que faziam instrumentistas que acompanhavam Otis Redding e Wilson Pickett. Os backing vocais foram inspirados por Pet Sounds, dos Beach Boys. John e Paul receberam uma cópia do disco antes que ele fosse lançado. "Paperback Writer" foi um single número 1 em vários países, incluindo a Inglaterra, os Eua, Alemanha e Austrália. Anos depois, foi incluída nos álbuns Hey Jude, The Beatles 1962–1966, Past Masters, Volume Two e 1.
A composição é creditada a Lennon & McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele disse: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha".

4 comentários:

Júlio disse...

As músicas que mais gosto são as dessa fase intermediária dos Beatles, de 1966 e 67, chamada por muitos de fase psicodélica.

Valdir Junior disse...

O baixo do Paul e as harmonias vocais são o carro chefe dessa musica, mas o riff de guitarra é o motor da musica.

Marcio Pereira disse...

Paul está com o dente da frente quebrado. Resultado de um acidente de moto. Daí a história de que Paul morreu.

Cláudio Vida disse...

Tenho ela em meu LP OLDIES BUT GOLDIES. A primeira vez que escutei achei muito louca, principalmente o arranjo.