segunda-feira, 27 de março de 2017

THE BEATLES - I AM THE WALRUS - 2017

“I Am The Walrus” é só e apenas de John Lennon. Ele escreveu parte da letra, segundo ele mesmo, em duas distintas "viagens" de ingestão de drogas. Alguns versos foram escritos após ler que um professor de sua antiga escola, Quarry Bank Grammar School, estava utilizando as letras das músicas dos Beatles para as aulas de inglês. Então ele escreveu alguns versos totalmente sem sentido para confundir os que fossem utilizar esta canção para mais uma análise. A música é a junção de três diferentes canções que John resolveu fundir em uma. A primeira, é inspirada em uma sirene de ambulância: "I-am-he as you-are-he, "Mis-ter cit-y police-man". A segunda, inicia-se no verso:"Sitting in a english garden...". A terceira, é a mistura da letra que ele escreveu para confundir os gramáticos. A letra é, como um todo, sem sentido. Inúmeras interpretações vem sendo dadas ao longo dos anos para entendê-la. Walrus significaria "morsa" – uma espécie de leão marinho ou peixe-boi grande.
John Lennon escreveu parte da letra, segundo ele, em várias distintas "viagens" de ingestão de drogas. Alguns versos foram escritos após Lennon ler que um professor de sua antiga escola, Quarry Bank Grammar School, estava utilizando as letras das músicas dos Beatles para as aulas de inglês. Então ele escreveu alguns versos totalmente sem sentido para confundir os que fossem utilizar esta canção para análise. A música é a junção de três diferentes canções que John que estava já embriagado pelas drogas e resolveu fazer apenas uma. Coisa de gênio. A primeira parte, era inspirada em uma sirene de ambulância: "I-am-he as you-are-he, "Mis-ter cit-y police-man" . A segunda, inicia-se no verso:"Sitting in a english garden...". A terceira, é a mistura da letra que ele escreveu para confundir os gramáticos. Toda a letra é, como um todo, sem sentido. Inúmeras interpretações vem sendo dadas ao longo dos anos para entendê-la. Os estudiosos não chegam sequer, à conclusão de quem ou quê seria de fato, o “walrus”. No dia 5 de setembro (67), foi realizada a gravação da base que orientaria o restante da música. No outro dia, John Lennon gravou suas vozes. Essa gravação base com a voz de John está no álbum Anthology 2. A orquestra foi adicionada no dia 27 de setembro, junto com as vozes dos cantores de Mike Sammes, que fazem os "ho-ho-ho", "ha-ha-ha", "Oompah-Oompah", "got one, got one". No dia 29 de setembro, Lennon sintonizou aleatoriamente a rádio BBC de Londres e gravou a audição de uma peça de Shakespeare, Rei Lear, ato quatro, cena seis, e a incluiu na gravação. Puro devaneio. Genial!
John dizia que essa música ainda era influência de Bob Dylan. O truque usado por Dylan era de nunca dizer o que você queria dizer, fazendo parecer que havia algo mais escondido. A letra da música é efetivamente nonsense com uma mistura de viagens de LSD que o autor já tinha feito muitas. Ele não gostava das pessoas que tentavam descobrir mensagens nas suas músicas e fez "I Am The Walrus" para confundi-las. Há portanto, várias interpretações dos versos dessa música. Muitos dizem que o verso "estou chorando", que é repetido muitas vezes, se refere a morte de Brian, o qual John tinha uma figura quase paterna (?). A música foi gravada apenas 9 dias depois da tragédia. No final da música o coro imenso de homens e mulheres cantam o verso "everybody's got one" (todo mundo tem um). Quando perguntado na histórica entrevista da Playboy, o que ele queria dizer com isso, simplesmente respondeu: "Qualquer coisa, você escolhe. Um pênis, uma vagina, um ânus - você escolhe".http://2.bp.blogspot.com/-lL9Ax4Irkkk/VBWOoNi5AYI/AAAAAAAAj3s/-swZX3AmCPc/s1600/
Esse verso é praticamente ininteligível porque mistura a base rock dos Beatles, aos violoncelos, barulhos eletrônicos, o som de alguém falando, tudo isso além do coro. No final da música muitos fãs que acreditam na morte de Paul dizem ter ouvido, como em Strawberry Fields Forever, a frase "I buried Paul" (Eu enterrei Paul). Essa tolice já encheu mortalmente o saco! Extraído do filme “Magical Mystery Tour”, o "clip" da música mostra os BEATLES, ora com roupas de estilo psicodélico coliridíssimas, ora vestidos de animais (entre eles a morsa walrus) tocando a música. Em volta, diversas citações da música aparecem: os eggman "homens-ovos" que são simplesmente pessoas vestidas de branco e com chapéus em forma de ovo, agentes da polícia entre outros. É curioso notar que no final, um dos "eggmans" têm um bigode parecido com o de Hitler, John tinha tentado pôr Hitler na capa do LP Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas nenhum dos outros Beatles, nem George Martin, nem Brian concordaram. A aparição desse Hitler no vídeo não causou no entanto nenhum escandalo. Além de estar no filme Magical Mistery Tour esse vídeo musical também apareçe no documentário “Anthology”. A única parte séria da letra, aparentemente, era o início, com sua visão de unidade por trás de todas as coisas. o "elementary penguin" que cantava "Hare Krishna" era John zombando de Allen Ginsberg que, na época cantava o mantra Hare Krishna em eventos públicos. A morsa, e tantas outras citações, vieram do poema de Lewis Carrol "the walrus and the carpenter".
É o autor quem canta e toca o piano elétrico que domina a faixa inteira. George Harrison toca guitarra, Paul McCartney seu baixo Rickenbaker (reformado pelo "The Fool" e Ringo toca a velha bateria Ludwig com o bumbo redesenhado também pelo “The Fool”. Com arranjos de George Martin, uma orquestra participa com os seguintes instrumentos: 8 violinos , 6 violoncelos, uma clarineta e 3 trompas. Para o coral de vozes, foi chamado o conjunto vocal Mike Sammes Singers, muito famoso na Inglaterra, e que contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas.

Um comentário:

Marco disse...

Sempre massa, Edu. Um abraço.