sexta-feira, 31 de março de 2017

BOB DYLAN EM DOSE TRIPLA - 'TRIPLICATE'

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Hoje, 31 de março, Bob Dylan está lançando um álbum triplo chamado “Triplicate”. Para seu lançamento, o músico deu uma entrevista ao escritor Bill Flanagan, onde ele fala sobre seu álbum, o que gosta de ouvir e relembra algumas coisas de seu passado. Desde George Harrison e Elvis até Amy Winehouse, Bob Dylan conversa abertamente com o escritor e aqui a gente confere algumas partes dessa conversa.

Por que você decidiu lançar três discos de uma vez?
“É melhor que eles saíam todos juntos, porque o tema de cada um deles está conectado. Um é a sequencia do outro e cada um explica seu antecessor.”
Como você costuma ouvir música? Você usa algum serviço de streaming?
“Eu escuto CD.”
Ouviu algum disco bom ultimamente?
“Apres” do Iggy Pop, esse é um disco bom. Imelda May, eu gosto dela. Valerie June, The Stereophonics. Eu gosto do disco que Willie Nelson e Norah Jones fizeram com Wynton Marsalis, é um tributo a Ray Charles (Here We Go Again: Celebrating the Genius of Ray Charles). Eu gostei do último álbum da Amy Winehouse.”
Você era fã dela (Amy Winehouse)?
“Sim, com certeza. Ela era a única real individualista por aqui.”
Nos últimos anos você tem tocado mais piano nos shows e bem pouco a guitarra. Por que?
“Eu toco nas passagens de som e em casa, mas a química é melhor quando eu estou no piano. Se eu toco a guitarra, muda a dinâmica da banda. Talvez seja apenas tedioso ficar pulando de um para o outro.”
Perdemos muitas pessoas ano passado, Muhammad Ali, Merle Haggard, Leonard Cohen, Leon Russell. Algum deles foi realmente difícil perder?
“Claro, todos eles – nós éramos como irmãos, morávamos na mesma rua e todos deixaram um espaço vazio onde eles ficavam. É solitário sem eles.”
Você conheceu muitos músicos, atores e escritores lendários – teve alguém que você olha para trás e pensa, “Cara, eu devia ter dado mais valor de quão ótimo ele era quando ele ainda estava por aqui”?
“Eu não sei dizer quem é ótimo e quem não é. Se alguém alcança esse patamar é só por um minuto e todo mundo é capaz disso. Ser ótimo está fora do nosso controle – eu acho que você consegue por sorte, mas é só por um período curto de tempo.”
Para o The New Basement Tapes, T Bone Burnett juntou um grupo com Elvis Costello, Rhiannon Giddens, Jim James, Marcus Mumford e Taylor Goldsmith para terminar músicas baseados em letras suas antigas. Você ouviu alguma delas e pensou, “Eu não lembro de ter escrito isso?
“Não, eu não lembro de ter escrito qualquer uma dessas músicas. Todas elas foram encontradas em um porta-malas que veio de um lugar que as pessoas chamavam de Big Pink House no Woodstock, em sua maioria letras que deixamos para trás quando gravávamos aquelas músicas do Basement Tapes. T Bone disse que ele poderia fazer algo com elas, disse que ele poderia terminá-las. Eu não lembrava mais delas. Por anos eu achei que tínhamos usado todas elas.”
Algumas de suas bandas de aberturas, nomes grandes, disseram que se sentiram desapontados que você não sai e nem socializa na estrada. Por que isso?
“Não sei – por que eles iriam querer sair comigo? Eu fico com a minha banda quando estamos na estrada.”
Eu ouvi dizer que você e George Harrison foram fazer uma sessão de gravação com Elvis, mas ele nunca apareceu. Qual é a história real?
“Ele apareceu sim, fomos nós que não aparecemos.”
Em 1966 você tinha o cabelo mais insano que todos jamais tinham visto. Você poderia alisar e ninguém iria te reconhecer?
“Sim, mas eu nunca quis fazer isso. Eu estava tentando parecer o Little Richard, minha versão dele. Eu queria o cabelo insano, eu queria ser reconhecido.”
Você conheceu John Wayne em 1966. Vocês se deram bem?
“Sim. Eu o conheci no Havaí onde ele estava gravando um filme, ele e Burgess Meredith. Uma das minhas ex-namoradas estava no filme também e ela disse para ir encontrá-la. Ela me apresentou a ele e ele me pediu para tocar algumas músicas. Eu toquei para ele ‘Buffalo Skinners’, ‘Raggle Taggle Gypsy’, e eu acho que ‘I’m a Rambler, I’m a Rambler’. Ele me disse que se eu quisesse eu poderia ficar lá e aparecer no filme. Ele foi bem simpático comigo.
Quando você está em seu ônibus, o que você assiste na TV?
“I Love Lucy, todo o tempo, sem parar.”

MORRE PETE SHOTTON MORRE AOS 76 ANOS

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Notícia triste para a comunidade Beatles: Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon desde a infância e adolescência, morreu no dia 24 de março de 2017. Ele tinha 75 anos, nascido em 1941 - curiosamente ele era um ano mais novo do que Lennon, mas eram os melhores amigos na escola. Pete e John se conheceram na escola dominical quando tinham, respectivamente, 6 e 7 anos. Eles também moravam perto em Liverpool. Juntos, eles formaram um pequeno grupo turbulento de garotos do bairro, que também incluía Nigel Whalley e Ivan Vaughn, que desempenhariam um papel central na história dos Beatles quando Paul McCartney foi apresentado a John Lennon em 1957. A infância e a amizade adolescente de John e Pete, foram retratadas no (fraco) filme “Nowhere Boy” (O Garoto de Liverpool), que mostrava como John era o instigador da turma.Quando John Lennon formou sua primeira banda - The Quarrymen Skiffle Group - insistiu na participação de Shotton como membro. Pete foi designado para o washboard. Não era tanto pela habilidade musical de Shotton (que era nenhuma), mas mais pelo apoio de seu amigo na banda. De fato, sem Pete, John poderia nunca teria pensado em começar uma banda. De acordo com Pete : "Se eu tivesse dito categoricamente que não, John certamente teria arquivado a idéia de formar um grupo ... Eu não quero dizer que havia algo de especial em mim ... É que John e eu éramos tão inseparáveis ​​o tempo todo, que seria inconcebível para qualquer um de nós se envolver em algo que o outro não estivesse interessado em fazer." Embora a estadia de Pete com os Quarrymen tenha durado apenas um ano, ele se tornou uma testemunha inestimável da história. Observou de perto o relacionamento de John com sua mãe biológica, Julia, por vários anos antes dela morrer quando John tinha 17 anos. Pete também foi quem pediu oficialmente a um Paul McCartney de 15 anos para se juntar ao Quarrymen.Resultado de imagem para pete shotton
Em seu perspicaz livro sobre sua amizade com John Lennon, Shotton relata todas as influências do rock and roll que John Lennon experimentou. Seu livro é considerado como um dos 10 melhores livros dos Beatles de todos os tempos de acordo com a Rolling Stone. O título original do livro de Shotton é “John Lennon In My Life”. Foi publicado pela primeira vez em 1983 e um ano depois como “The Beatles, Lennon e Me”. Em seu livro, por exemplo, Shotton oferece verdades por trás das cenas de como o Quarrymen evoluiu para The Beatles. Desde que Pete era uma das poucas pessoas que estava muito perto de John, ele foi capaz de oferecer insights sobre a psique de Lennon. "Nem Paul nem George teriam durado muito tempo na banda de John ... John não tinha gostado tanto deles como pessoas", explicou Shotton . "A maioria dos outros membros originais foram gradualmente congelados fora da imagem, não tanto por falta de promessa musical, mas simplesmente porque John via os dois como o futuro”.Resultado de imagem para pete shotton
Depois que Lennon se tornou um superstar, ele ainda manteve sua amizade com Shotton, que também estava lá quando John começou seu relacionamento com Yoko. A última vez que Pete viu John estava no verão de 1976 quando ele visitou John e Yoko em Nova York. Reagindo ao assassinato chocante de John em 1980, Shotton escreveu na última página de seu livro: "Que final de merda".

quinta-feira, 30 de março de 2017

THE BACKBEAT BAND - TWIST AND SHOUT

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GEORGE HARRISON - WAH WAH - DEMAIS!

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THE BEATLES - YES IT IS, YES IT IS IT'S TRUE

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John uma vez comentou ter feito no passado canções de amor apenas para "o mercado". É difícil encontrar as canções às quais ele se referia. No entanto, "Yes It Is" era uma música da qual anos depois ele se envergonharia especialmente, zombando do verso "for red is the colour that will make me blue". John afirmava que ela nada mais era do que uma tentativa de reescrever "This Boy", uma vez que elas tinham os mesmos acordes, harmonia e "falatório sem sentido". A letra era um alerta para que a garota não usasse vermelho, porque era a cor que a "baby" do cantor sempre usava. O veredicto de John foi que a canção "não funcionava". “Yes It Is” foi lançada como lado B de "TicketTo Ride" tanto na Inglaterra quanto nos EUA em abril de 1965. Apesar dele não gostar, sim é. “Yes It Is” é uma das canções mais bonitas daquela fase. No Brasil, “Yes It Is” virou “Demais”, em 1986, na versão feita por Zé Rodrix e Miguel Paiva, interpretada por Verônica Sabino. Foi um dos maiores sucessos daquele ano e fazia parte da trilha sonora do remake da novela Selva de Pedra. Apareceu aqui em 3 de março de 2010.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - LOVE YOU TO

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Embora "Norwegian Wood" tivesse uma cítara, ela foi adicionada posteriormente. "LoveYouTo" foi a primeira música escrita por George pensando nesse instrumento especificamente. Nessa gravação, ele também contou com a tabla de Anil Bhagwat. Em sua biografia, I Me Mine, George recorda ter usado tabla e cítara na gravação de base, e fez overdub dos vocais e da guitarra posteriormente. No entanto, Mark Lewisohn, autor de The Complete Beatles Recording Sessions, teve acesso às fitas originais e descobriu que a cítara não aparece até o terceiro take, e a tabla só foi adicionada no sexto. O título provisório da música era "Granny Smith" — uma referência a um tipo de maçã — simplesmente porque George não conseguia pensar em nada melhor. Como as palavras "love you to" não aparecem na música, o título final é bem enigmático: talvez "love me while you can" pudesse ter sido mais apropriado, uma vez que resume o que a canção diz. Participaram da gravação: George Harrison (vocais, guitarra acústica, guitarra, baixo e sitar) - Ringo Starr (tamborim) - Anil Bhagwat (tabla) - Músicos indianos não-creditados (sitar e tambura).

THE BEATLES - SUN KING - 2017

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Assim como "Being For The Benefit Of Mr Kite!", a opinião de John sobre "Sun King" mudaria com o passar dos anos, mas, como quase sempre, de boa para ruim. Em 1971, ele se referiu a ela como algo que tinha surgido para ele em um sonho, deixando implícito que se tratava de uma grande inspiração. Em 1980, ele a reavaliou como mais um "lixo".
A ideia da música surgiu para John Lennon após a leitura de uma biografia sobre o Rei-Sol (Sun-King) Luís XIV da França, que reinou de 1643 a 1715 escrita por Nancy Mitford , e pode ter sido com ele que John sonhou, um sonho em que o rei entrava em seu palácio e encontrava todos os seus convidados rindo felizes.. A letra é simples e pequena e inicia com os mesmos dizeres de Here Comes the Sun de George Harrison, "Here Comes the Sun.....". Inclusive o nome inicial da canção era "Here Comes the Sun King" trocada em seguida para "Sun King" para não haver confusão. O trecho final da letra mistura palavras em inglês, espanhol, italiano, e algumas inventadas por John, formando frases sem nenhum sentido — "paparazzi", "abrigado", "para-sol", "mi amore". Mais uma vez, como em Because, os três, John, Paul e George, cantam em uníssono, formando um coro de três vozes. John Lennon canta e toca guitarra. George Harrison canta e toca guitarra, Paul McCartney canta e toca baixo e Ringo Starr toca bateria.
Como outras faixas de Abbey Road, “Sun King” apresenta uma exuberante e multi-controlada harmonia vocal, cantada por Lennon, Paul McCartney e George Harrison. A música lentamente se desvanece em sons do pântano no final de "You Never Give Me Your Money". No final da canção, a música pára abrubtamente e um preenchimento de tambor por Ringo Starr leva para faixa seguinte, "Mean Mr. Mustard". A linha de guitarra principal move-se lentamente da direita para o canal esquerdo e depois volta. Isto ocorre no início da faixa, e no fim. Em uma entrevista em 1987, Harrison disse que a gravação foi inspirada pela canção "albatross" da banda Fleetwood Mac.

Gnik Nus é a musica Sun King em reverse (ao contrário) e à capela num interessante e criativo arranjo e produção de Giles Martin (filho de George Martin) para a trilha sonora do espetáculo LOVE. Aqui, a gente confere “Albatross”, a faixa instrumental lançada pelo Fleetwood Mac em 1969 no disco English Rose, que teria inspirado Sun King.

PAUL McCARTNEY - TOO MUCH RAIN

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Em 1936, Charles Chaplin estrelaria um de seus mais populares filmes “Modern Times” (Tempos Modernos). Para esta produção, Chaplin compôs especialmente a melodia da canção Smile, sendo que a letra só seria adicionada à música em 1954, pelos compositores John Turner e Geoffrey Parsom. Assim como fizera com Golden Slumbers do álbum Abbey Road, Paul escreveu a letra de Too Much Rain baseada no espírito de Smile: “Smile tho’ your heart is aching, Smile even tho i’ts breaking, When there are clouds in the sky, Youll get by” (Sorria, embora, seu coração esteja doendo. Sorria mesmo que ele estiver se repartindo. Quando há nuvens no céu, você irá prosseguir). Em Too Much Rain, Paul diz (Smile when your eyes are burning, Laugh when your heart is filled with pain. Sigh when you think about tomorrow, Make a vow that its not going to happen again. Its not right, in one life, too much rain” (Sorria quando seus olhos estiverem ardendo, ria quando seu coração estiver cheio de dor. Suspire, quando você pensar no amanhã. Faça uma promessa que isso não se repetirá. Não é certo, em uma só vida, chuva demais). A inspiração, além de Smile, vem de acontecimentos verdadeiros na vida de Paul McCartney Assim como How Kind of You, a letra de Too Much Rain reflete em suas perdas recentes, como as mortes de Linda e George.

quarta-feira, 29 de março de 2017

MEU AMIGO JOÃO CARLOS W. DE MENDONÇA - HOMEM DO BEM

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“Amigo não se pede, não se compra nem se vende. Amigo a gente sente.” É muito difícil imaginar o inimaginável. Costumam dizer que ninguém é insubstituível. Mentira! Em minha vida, conheci vários. Caros amigos todos: O Baú do Edu está de luto pela súbita passagem do nosso amigo João Carlos de Mendonça, o JC. Estou chocado, paralisado, devastado, angustiado, chateado, decepcionado, profundamente triste e sem querer acreditar que isso possa ter acontecido. Perdi um grande amigo, o Mestre dos Mestres, e o Baú do Edu perdeu seu maior colaborador, que juntamente com o amigo Valdir Junior, estava conosco desde o início do blog. Praticamente, existem comentários dos dois em quase todas as postagens de 2009 pra cá, o que muito me honra. Nesses quase nove anos do Baú do Edu, aprendi muito com o João Carlos e suas inúmeras colaborações nos brindando com seus belíssimos textos esbanjando elegância e sutilezas e com seus comentários diários sempre mortais, suscintos e pertinentes. Um dos últimos comentários que ele fez aqui foi “Obrigado, Edu. Publicar meus garranchos neste espaço sempre me honra” na sua crônica “COVERS DOS BEATLES” publicada aqui há uma semana, no dia do seu aniversário. Agora, mais do que nunca, quando abro a caixa de comentários e não tem nenhum, é muito mais triste. Quanto a sua família, não sei o que dizer para confortá-los... apenas que Deus deve saber o que faz e que tenha piedade de nós. Suba em paz meu amigo, o céu está em festa! Aqui, você vai fazer muita, muitíssima falta. Valeu, JC! Obrigadão por tudo!
Nesses últimos anos, o João Carlos publicou dois livros: o impecável “SÁBADO SOM - O BLOG QUE SE FEZ LIVRO” em 2014 e o excelente “ODEIO MÚSICA - LEMBRANÇAS MUSICAIS DE UMA ÉPOCA” em 2016. Ele me pediu que escrevesse algumas linhas sobre esse último, no que eu prontamente atendi. Eu disse o seguinte aqui mesmo no Baú: “Há lugares e pessoas em minha vida de que sempre lembrarei. Alguns estão mortos e alguns ainda vivem. Em minha vida, eu amei todos eles”. Os versos da canção de John Lennon poderiam muito bem definir a obra “Odeio Música – Lembranças musicais de uma época” de João Carlos de Mendonça. O livro narra, de forma muito, muito bem humorada, as peripécias de um rapaz que, ainda muito jovem, embarcou no mundo da música atuando em conjuntos de baile (bandas de rock que animavam bailes) entre 1965 e 1975, desde sua primeira adolescência, sua paixão pela música, pelas garotas, suas inquietações, dúvidas e as aventuras e desventuras com as bandas pelas quais passou. Conhecendo o estilo de João Carlos pela sua coluna “Sábado Som”, não foi surpresa nenhuma para mim, tão deliciosa e divertida leitura, rápida e dinâmica como o próprio rock and roll que permeia todo o livro. Guardadas as devidas proporções, não pude deixar de me identificar com o protagonista. Tudo o que é narrado ali, poderia muito bem ter sido com qualquer um de nós. Caro amigo João Carlos: meus parabéns e muito obrigado por me proporcionar tantas lembranças e conseguir arrancar dessa minha carranca, o mais largo sorriso. Fico de cá, feliz e observando o sucesso do livro, que cresce a cada dia. Aquele abraço do seu amigo Edu. Como tenho absoluta certeza que ele não se importaria, publico aqui um pequeno trecho do Odeio Música onde ele fala dos Beatles e sua influência na sua formação:
Brasileiro que nunca jogou futebol é no mínimo, uma aberração. Ou portador de alguma falha genética indecifrável. Entretanto, minha disfunçào era bem mais rara: eu jogava (razoavelmente bem) nas ‘peladas" ao mesmo tempo em que assoviava variadas canções “pop" ou a que estivesse obsessivamente circundando meu cérebro. Claro que os colegas maloqueiros achavam aquilo um tanto esquizóide, mas nào o suficiente para me barrarem no time. Afinal, eu era disputado no “par ou ímpar” na formação das equipes. É preciso ressaltar que nunca, jamais pensei em fazer música sozinho. Nào me imaginava nem mesmo um “band-leader" ou o “front man” de um grupo, portanto, ser um solista seria algo fora do meu âmbito. Meu sonho era fazer parte de um conjunto, de menor ou maior porte. Até imaginava a minha banda com os amigos da hora, mesmo que estes mudassem de acordo com as circunstâncias. E tudo isso grudou definitivamente em minha cabecinha quando... De repente, do nada aparece minha irmã mais velha me chamando pra ver na televisão, o show de uns caras "com paletós sem gola e os cabelinhos da tal Rita Pavone". De fato parecia isso mesmo, mas aquele som. aquelas vozes, a pegada poderosa e principalmente o repertório absurdo, me levaram pra algum lugar fora da terra de onde jamais voltei. Óbvio que eu já tinha escutado SHE LOVES YOU, TWIST AND SHOUT, FROM ME TO YOU, ALL MY LOVING, PLEASE PLEASE ME e IWANT TO HOLD YOUR HAND entre outras tantas, várias vezes, todavia, pensava que cada uma daquelas "pancadas'* pertencia a diferentes cantores ou grupos. Mais pasmado fíquei ao constatar que eles eram os autores de 99% das canções. Ali não havia coreografias graciosamente ensaiadas, nem poses, nem caras e bocas. Eram quadrigêmeos cantando com vozes superpostas, tocando seus instrumentos lado a lado e com uma convicção e atitude inimagináveis. Eram eles, THE BEATLES! Desde aquele momento e até os dias atuais, aquele grupo seria, musicalmente, a mais duradoura e principal influência que tive. Eu acompanhei toda trajetória e a revolução criativa que eles protagonizaram desde então até o fim do sonho, curtindo e aprendendo diariamente. Sinceramente, não sei responder com exatidão se, ao acordar, cuidava logo da higiene pessoal ou ouvia antes algo dos Beatles. Só sei que minha percepção musical se expandiu, ganhou contornos elegantes e aventureiros que me levaram ao encontro dos ROLLING STONES, THE WHO, do TROPICALISMO, de WOODSTOCK, do blues, do funk sagaz e sedutor do STEVIE WONDER, das latinidades de SANTANA, do ROCK PROGRESSIVO e até redescobri as nordestinidades de LUIZ GONZAGA, a Bossa Nova e os sambas de CARTOLA e NOEL. Sem esquecer a chamada MÚSICA ERUDITA. Quatro caipiras de Liverpool. Os 4 Cavaleiros do Após-Calipso! (And when I touch you/Ifeel happy/inside...)
E aqui, a gente tem a oprtunidade de conferir novamente algumas das principais postagens com a participação do JC:
Segunda-feira, 20 de março de 2017
Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Quarta-feira, 21 de dezembro de 2016 
Sábado, 3 de dezembro de 2016 
Sexta-feira, 16 de setembro de 2016 
Sábado, 9 de abril de 2016 
Sábado, 20 de fevereiro de 2016 
Domingo, 31 de janeiro de 2016 
Quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 
Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 
sábado, 28 de novembro de 2015 
Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 
Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 
Sábado, 10 de janeiro de 2015 
Segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 
Sábado, 9 de agosto de 2014 
Segunda-feira, 28 de abril de 2014 
Sábado, 22 de fevereiro de 2014 
Quinta-feira, 14 de novembro de 2013 
Sábado, 24 de agosto de 2013 
Segunda-feira, 22 de abril de 2013 
Quarta-feira, 20 de março de 2013 
Quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 
Domingo, 22 de abril de 2012 
Sábado, 21 de abril de 2012 
Terça-feira, 20 de março de 2012 
Terça-feira, 11 de janeiro de 2011 

JOE BROWN - I'LL SEE YOU IN MY DREAMS

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terça-feira, 28 de março de 2017

GEORGE HARRISON - ALL THINGS MUST PASS - THE SONG

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"All Things Must Pass" é uma canção de George Harrison, lançada em novembro de 1970 como faixa-título para seu álbum triplo do mesmo nome.Foi lançada originalmente por Billy Preston como "All Things (Must) Pass" - em seu álbum da Apple Records “Encouraging Words” (1970), após os Beatles terem rejeitado para inclusão em seu álbum Let It Be em janeiro de 1969. A composição reflete a Influência do som da banda e da música comunitária em Harrison, depois de ter passado algum tempo em Woodstock com Bob Dylan no final de 1968, enquanto o poema de Timothy Leary "All Things Pass", uma adaptação psicodélica da música ‘Tao Te Ching’, forneceu inspiração para a letra. A música trata da natureza passageira da existência humana e que, na leitura de Harrison ‘Todas as coisas devem passar’ com palavras e melodia se combinando para refletir impressões de otimismo contra o fatalismo. No lançamento, juntamente com a imagem da capa do álbum fotografada por Barry Feinstein, os estudiosos viram a música como uma declaração sobre a separação dos Beatles. Amplamente considerada como uma das melhores composições de Harrison, sua rejeição por sua antiga banda provocou comentários de biógrafos e revisores. O crítico de música Ian MacDonald descreveu "All Things Must Pass" como "a música mais sábia jamais gravada pelos Beatles", enquanto o autor Simon Leng a considera "talvez a maior composição solo dos Beatles". A gravação foi co-produzida por Phil Spector em Londres; Apresenta um arranjo orquestral de John Barham e contribuições dos músicos Ringo Starr, Pete Drake, Bobby Whitlock, Eric Clapton e Klaus Voormann. Embora os Beatles não tenham gravado formalmente a música, uma demo solo de Harrison em 1969 aparece no Anthology 3 (1996). Uma versão mais rápida aparece na compilação póstuma de Harrison Early Takes: Volume 1 de 2012. Paul McCartney apresentou "All Things Must Pass" em sua homenagem no Concert for George em novembro de 2002, um ano após a morte de Harrison. Jim James, os Waterboys, Klaus Voormann, Yusuf Islam (Cat Stevens), e Sloan Wainwright estão entre os outros artistas que já fizeram cover da canção.
 

PAUL McCARTNEY - FRIENDS TO GO

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Entre os Beatles, George Harrison foi o primeiro a entrar no circulo de amizades de Paul McCartney. Além de estudarem juntos no Liverpool Institute, faziam o trajeto de volta para casa no mesmo ônibus para o bairro de Speke, quando aproveitavam para falar de rock and roll e trocarem informações para tocarem novos acordes em seus violões. Mais tarde, George seria apresentado a John Lennon e, como a história conta, ao tocar o instrumental Raunchy ele seria aprovado para tocar na banda que se transformaria em Beatles mais tarde. Apesar dos desentendimentos nos últimos anos da banda, Paul considerava George seu "amigo original" nos Beatles. A sua morte em 2001 causou impacto no mundo todo, e não foi diferente com Paul. Durante os shows de sua Driving USA e Back In The USA no ano seguinte, Paul homenageou o parceiro tocando Something, e na turnê europeia, All Things Must Pass. Entretanto, o tributo mais direto a George seria traduzido em forma de uma música composta por McCartney: Friends To Go. Mesmo sem ter uma letra diretamente ligada a Harrison, a faixa foi composta da mesma maneira que The Long And Widing Road nos anos 60. Só que, ao invés de "incorporar" o estilo de Ray Charles em sua mente, Paul imaginou que a letra e o estilo de Friends To Go fosse uma criação do próprio George. Para quem acredita em uma filosofia espiritualista, a letra descreve a conversa de um espírito com seu interlocutor: "I've been waiting on the other side for your friends to leave so I dont have to hide" (Tenho esperado do outro lado seus amigos partirem, assim eu não preciso me esconder). Sobre todo esse "misticismo " que envolve a faixa, Paul disse que o "outro lado" citado na letra poderia ser tanto o outro lado da rua como uma outra dimensão. Embora a música não tenha um toque 100% característico de George Harrison, as harmonias executadas no último verso foram produzidos para soar como uma produção característica de Jeff Lynne, principalmente em canções como Devil's Radio do álbum Cloud 9 de Harrison, lançado em 1987. Friends To Go foi composta em East Hampton, EUA e gravada no A.I.R Lyndhurst Hall Studios, Hampstead Heath, Londres. Está no álbum "Chaos And Ceation In The Backyard", de 2005.

segunda-feira, 27 de março de 2017

THE BEATLES - I AM THE WALRUS - 2017

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“I Am The Walrus” é só e apenas de John Lennon. Ele escreveu parte da letra, segundo ele mesmo, em duas distintas "viagens" de ingestão de drogas. Alguns versos foram escritos após ler que um professor de sua antiga escola, Quarry Bank Grammar School, estava utilizando as letras das músicas dos Beatles para as aulas de inglês. Então ele escreveu alguns versos totalmente sem sentido para confundir os que fossem utilizar esta canção para mais uma análise. A música é a junção de três diferentes canções que John resolveu fundir em uma. A primeira, é inspirada em uma sirene de ambulância: "I-am-he as you-are-he, "Mis-ter cit-y police-man". A segunda, inicia-se no verso:"Sitting in a english garden...". A terceira, é a mistura da letra que ele escreveu para confundir os gramáticos. A letra é, como um todo, sem sentido. Inúmeras interpretações vem sendo dadas ao longo dos anos para entendê-la. Walrus significaria "morsa" – uma espécie de leão marinho ou peixe-boi grande.http://d817ypd61vbww.cloudfront.net/sites/default/files/styles/media_responsive_widest/public/tile/image/
John Lennon escreveu parte da letra, segundo ele, em várias distintas "viagens" de ingestão de drogas. Alguns versos foram escritos após Lennon ler que um professor de sua antiga escola, Quarry Bank Grammar School, estava utilizando as letras das músicas dos Beatles para as aulas de inglês. Então ele escreveu alguns versos totalmente sem sentido para confundir os que fossem utilizar esta canção para análise. A música é a junção de três diferentes canções que John que estava já embriagado pelas drogas e resolveu fazer apenas uma. Coisa de gênio. A primeira parte, era inspirada em uma sirene de ambulância: "I-am-he as you-are-he, "Mis-ter cit-y police-man" . A segunda, inicia-se no verso:"Sitting in a english garden...". A terceira, é a mistura da letra que ele escreveu para confundir os gramáticos. Toda a letra é, como um todo, sem sentido. Inúmeras interpretações vem sendo dadas ao longo dos anos para entendê-la. Os estudiosos não chegam sequer, à conclusão de quem ou quê seria de fato, o “walrus”. No dia 5 de setembro (67), foi realizada a gravação da base que orientaria o restante da música. No outro dia, John Lennon gravou suas vozes. Essa gravação base com a voz de John está no álbum Anthology 2. A orquestra foi adicionada no dia 27 de setembro, junto com as vozes dos cantores de Mike Sammes, que fazem os "ho-ho-ho", "ha-ha-ha", "Oompah-Oompah", "got one, got one". No dia 29 de setembro, Lennon sintonizou aleatoriamente a rádio BBC de Londres e gravou a audição de uma peça de Shakespeare, Rei Lear, ato quatro, cena seis, e a incluiu na gravação. Puro devaneio. Genial!
John dizia que essa música ainda era influência de Bob Dylan. O truque usado por Dylan era de nunca dizer o que você queria dizer, fazendo parecer que havia algo mais escondido. A letra da música é efetivamente nonsense com uma mistura de viagens de LSD que o autor já tinha feito muitas. Ele não gostava das pessoas que tentavam descobrir mensagens nas suas músicas e fez "I Am The Walrus" para confundi-las. Há portanto, várias interpretações dos versos dessa música. Muitos dizem que o verso "estou chorando", que é repetido muitas vezes, se refere a morte de Brian, o qual John tinha uma figura quase paterna (?). A música foi gravada apenas 9 dias depois da tragédia. No final da música o coro imenso de homens e mulheres cantam o verso "everybody's got one" (todo mundo tem um). Quando perguntado na histórica entrevista da Playboy, o que ele queria dizer com isso, simplesmente respondeu: "Qualquer coisa, você escolhe. Um pênis, uma vagina, um ânus - você escolhe".http://2.bp.blogspot.com/-lL9Ax4Irkkk/VBWOoNi5AYI/AAAAAAAAj3s/-swZX3AmCPc/s1600/
Esse verso é praticamente ininteligível porque mistura a base rock dos Beatles, aos violoncelos, barulhos eletrônicos, o som de alguém falando, tudo isso além do coro. No final da música muitos fãs que acreditam na morte de Paul dizem ter ouvido, como em Strawberry Fields Forever, a frase "I buried Paul" (Eu enterrei Paul). Essa tolice já encheu mortalmente o saco! Extraído do filme “Magical Mystery Tour”, o "clip" da música mostra os BEATLES, ora com roupas de estilo psicodélico coliridíssimas, ora vestidos de animais (entre eles a morsa walrus) tocando a música. Em volta, diversas citações da música aparecem: os eggman "homens-ovos" que são simplesmente pessoas vestidas de branco e com chapéus em forma de ovo, agentes da polícia entre outros. É curioso notar que no final, um dos "eggmans" têm um bigode parecido com o de Hitler, John tinha tentado pôr Hitler na capa do LP Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas nenhum dos outros Beatles, nem George Martin, nem Brian concordaram. A aparição desse Hitler no vídeo não causou no entanto nenhum escandalo. Além de estar no filme Magical Mistery Tour esse vídeo musical também apareçe no documentário “Anthology”. A única parte séria da letra, aparentemente, era o início, com sua visão de unidade por trás de todas as coisas. o "elementary penguin" que cantava "Hare Krishna" era John zombando de Allen Ginsberg que, na época cantava o mantra Hare Krishna em eventos públicos. A morsa, e tantas outras citações, vieram do poema de Lewis Carrol "the walrus and the carpenter".http://fc08.deviantart.net/fs70/f/2011/223/d/8/
É o autor quem canta e toca o piano elétrico que domina a faixa inteira. George Harrison toca guitarra, Paul McCartney seu baixo Rickenbaker (reformado pelo "The Fool" e Ringo toca a velha bateria Ludwig com o bumbo redesenhado também pelo “The Fool”. Com arranjos de George Martin, uma orquestra participa com os seguintes instrumentos: 8 violinos , 6 violoncelos, uma clarineta e 3 trompas. Para o coral de vozes, foi chamado o conjunto vocal Mike Sammes Singers, muito famoso na Inglaterra, e que contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas.

A PEDIDOS - "NOW AND THEN" - A MÚSICA PERDIDA DOS BEATLES?

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A superpostagem "AFINAL, O QUE ACONTECEU COM NOW AND THEN?" foi publicada originalmente aqui em 6 de agosto de 2012. Um trabalho de pesquisa sensacional de autoria do nosso amigo Valdir Junior. Agora, a pedidos da amiga Maria Alice Albuquerque, a gente confere novamente os segredos por trás de "Now And Then", uma das canções inacabadas de John Lennon, e que teria sido reformulada pelos outros três Beatles na época do projeto Anthology.

"Now And Then" (também conhecida como "I Don't Want to Lose You" ou "Miss You") é o nome de uma música composta e gravada por John Lennon inicialmente como uma demo no final da década de 1970, e segundo boatos, teria sido trabalhada posteriormente por Paul, George e Ringo em 1995 como um provável single para o projeto multimídia autobiográfico "The Beatles Anthology".
John escreveu "Now and Then", em 1979, na mesma época de "Free as a Bird" e "Real Love". Ele gravou de forma inacabada a música em sua casa, no Dakota, com equipamento doméstico. Em janeiro de 1994, Paul McCartney recebeu duas fitas K7 da viúva de Lennon, Yoko Ono que traziam gravações caseiras de canções que ele nunca havia concluído ou lançado comercialmente. As músicas eram "Free as a Bird" e "Real Love", além de duas outras músicas, "Grow Old With Me" e uma quarta musica. Após finalizarem as faixas Free as A Bird e Real Love, em março de 1995, os três Beatles começaram a trabalhar em “ Grow Old With Me “ gravando o novo arranjo instrumental para música de fundo bruto, que seria usado como um overdub. No entanto, após apenas dois dias de gravação, todos os trabalhos sobre a música acabaram e os planos para um lançamento de um terceiro single foram deixados de lado. O período de auto-reclusão de John Lennon de 1976 a 1980, de modo algum, deixou de ser produtivo, pois ele não deixou de compor, escrever e gravar de forma simples, e esse material acabaria de uma forma ou outra se tornando uma boa base das musicas que ele usaria para o álbum “Double Fantasy". De todo esse material (demo Tapes) que John gravou sozinho ao piano / violão em casa, ficaram centenas de canções que se aquela fatídica noite de 08/12 não tivesse ocorrido com certeza ele iria aperfeiçoá-las e lapidá-las e então gravá-las de forma definitiva. O mundo veio a conhecer boa parte delas em alguns momentos da década de 1980, nos famosos Bootlegs “The Lost Lennon Tapes" - coleção que chegou até o Vol. 22 e em dois álbuns oficiais: “Milk and Honey" com a faixa “Grow Old With Me", em 1984 e “Imagine: John Lennon" (trilha do documentário) com “Real Love", em 1988. O alvoroço maior aconteceu quando em 1993, os três Beatles sobreviventes resolveram utilizar algum material inacabado por John para assim produzir um verdadeiro “novo" trabalho dos Beatles para o "Anthology", de 1995. Desde as primeiras notícias sobre essa “volta" dos Beatles, sempre foi dito que as canções que encabeçariam esses lançamentos seriam “Free as A Bird", "Real Love" e “Grow Old With Me". Essas três já eram conhecidas dos fãs mais xiitas (apesar das versões dos K7 de Yoko que eles usaram não serem as mesmas, mas outros takes) e ainda, uma quarta canção que na época foi noticiada como “inédita". Como Paul , George e Ringo não conseguiram encontrar uma melhor forma para “Grow Old With Me" eles lançaram as duas primeiras nos discos Anthology I e II e o Vol III acabou saindo sem nenhuma música de John retrabalhadas por seus amigos. É aí que começa todo o mistério da faixa “perdida" dos Beatles. Como já disse, durante muito tempo foi noticiado até em entrevistas sobre o projeto “Anthology" que a terceira musica era “Grow Old With Me", mas boatos corriam dizendo que os Beatles tinham trabalhado em mais duas canções inacabadas “All For Love", uma recente colaboração entre Paul McCartney e George Harrison e “Now and Then", outra demo inédita de Lennon, que em algum momento poderiam ser lançadas como faixas bônus numa especulativa “The Beatles – Anthology (Deluxe Edition)" que conteria os 3 volumes já lançados mais um disco de extras com essas musicas inclusas, e também outro boato que deixou muito Beatlemaniaco sem dormir na época, dizendo que essas duas musicas estariam inclusas em um novo disco só com demos de John Lennon que Paul, George & Ringo estariam finalizando para ser lançado como o “O NOVO DISCO DOS BEATLES", após o termino dos “Anthologys". Com o tempo esses boatos mostraram-se não passar disso, e o mistério da gravação perdida continuou. Toda a confusão em torno dessa terceira musica, deve-se em parte a Paul, George e Ringo, que em entrevistas posteriores não mais mencionavam o nome da dita 3ª gravação e no imaginário coletivo dos fãs e jornalistas do mundo musical mundo afora esta passou a ser “Now and Then", pois nada melhor do que sonhar com uma mítica música inacabada dos Beatles, e como a maioria já conhecia “Grow Old With Me" já lançada no Milk and Honey, essa música seria melhor ainda se ela fosse a “inédita" 'Now and Then'.
Mas o que parece de verdade é que "Now and Then" nunca chegou a ser trabalhada por eles, pois em uma entrevista à revista Rolling Stone em 2010, foi perguntado a Paul McCartney sobre elas: “Entrevistei Yoko Ono recentemente e perguntei-lhe se as três músicas de John Lennon nas quais você, o Ringo e o George supostamente trabalharam nos anos 90 - "Now and Then", "Grow Old with Me" e "I Don't Want to Lose You" - mas, decidiram não lançar, poderiam chegar às lojas algum dia. É verdade?"
Eu não sei... Sabe, acho que teve uma na qual trabalhamos de verdade. Nunca chegamos a fazer nada em "I Don't Want to Lose You". Mas, sim, houve uma na qual trabalhamos. O que aconteceu, na época, é que o George Harrison não gostou do resultado. Ele disse: "Não, isto não está funcionando". E eu gostava bastante! Eu achava que havia uns trechos que funcionavam. Jeff Lynne estava produzindo e ele também gostou, achou que poderia sair algo dali. Então, essa música ainda está por aí. É claro, a qualidade do vocal de John não é perfeita - porque tiramos a voz de uma fita cassete -, mas é o John! É a performance vocal dele. E algumas das coisas que o George fez nessa faixa agora são históricas, porque ele faleceu. A contribuição dele está lá. Não sei, quem sabe um dia ela veja a luz do dia. 
"Também há uma história de que nessa época você escreveu uma música chamada "All for Love" com o George e o Ringo?" 
Acho que não, é só um boato.

Apesar dos muitos boatos ao longo de 2005 e 2006 onde a imprensa especulou que Paul e Ringo lançariam uma versão completa da música no futuro. Em 29 de abril de 2007, o Daily Express informou que a música poderia ser lançada para coincidir com o catálogo dos Beatles a ser lançado pela primeira vez através de download digital. Mais boatos circularam no mesmo ano dizendo que Paul McCartney estava querendo completar a música como uma "composição de Lennon/McCartney" escrevendo novos versos, e utilizando tanto uma faixa de bateria de Ringo e também utilizando gravações de arquivo da guitarra de George Harrison. Em abril de 2008, o "The Sun" informou que "tem havido discussões sobre o acabamento de 'Now and Then". A partir daí, a história foi retomada e repetida por um número sem-fim de fontes da mídia do entretenimento. A única gravação (não oficial) disponível da canção é a demo original de John Lennon, que apareceu em fevereiro de 2009, a mesma versão da gravação de Lennon foi lançado em um CD pirata, tirada de uma fonte desconhecida, e também na internet está disponível um remix popular de um fã chamado "1995 edit" que consiste na demo original de John Lennon com overdub instrumental por um artista desconhecido. Na verdade, todo o processo de gravação de "Free as Bird", "Real Love" e "Grow Old With Me" teve como dificuldade maior o estado das gravações contidas nas fitas K7 utilizadas para “trazer o John de volta", pois todas foram gravadas em mono e sem separação de voz e instrumento. Graças à tecnologia existente já na década de 1990, o grande produtor e “Traveling Wilbury" Jeff Lynne conseguiu a duras penas deixar as musicas em bom estado para Paul, George e Ringo poderem trabalhar nelas. E é justamente a condição técnica dessas gravações que podem nos dar uma pista do que realmente aconteceu ou não com ela. Em uma entrevista, Jeff Lynne falou sobre a gravação de uma faixa não nominada por eles: "Foi um dia, e uma tarde, realmente, brincando. A canção tinha um refrão, mas é quase uma total falta de versos. Nós fizemos os backing track, mas realmente não terminamos." O fato é que “Now and Then" tinha um defeito técnico na gravação original, assim como "Real Love", que também tinha um som que pode ser ouvido em toda a gravação da demo. No entanto, ele estava visivelmente mais forte nessa faixa que pode ter sido "Now and Then", o que tornava muito mais difícil de remover esse ruído dificultando assim sua conclusão. Mesmo assim acho que podemos concluir algumas coisas:
1) Grow Old With Me, foi a faixa escolhida para o 3º single do " Anthology" mas acabou ficando de lado simplesmente porque Paul, George & Ringo acharam que não conseguiriam atingir o mesmo nível com ela que tiveram com Free as A Bird e Real Love ( interessante salientar que a mesma demo utilizada por eles mais tarde seria entregue a George Martin para que ele fizesse e gravasse um arranjo de orquestra e assim ela foi lançada em 1998 na caixa “The John Lennon Anthology").
2) Se "Now and Then" foi mesmo pensada e trabalhada para o projeto “Anthology" só o tempo nos dirá realmente, quando os arquivos da Apple forem abertos e então realmente saberemos tudo (ou quase) que ocorreu naquelas “míticas e misteriosas" sessões de gravação realizadas nos estúdios de Paul em East Sussex pelos 3 Beatles remanescentes com produção de Jeff Lynne.
3) Com certeza, a decisão de deixar qualquer que fosse a música de lado, foi levado em conta acima de tudo pela manutenção da reputação e o conjunto de toda obra que os Beatles construíram e mantiveram enquanto eles realmente existiam.
Um Abraço a todos. Valdir Junior, agosto de 2012

NEIL ASPINALL - UM DOS FIÉIS ESCUDEIROS

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Neil Stanley Aspinall nasceu em 13 de outubro de 1941 em Prestatyn, Gales, para onde sua família foi tentando se refugiar dos bombardeios da aviação alemã a Liverpool, cidade ao noroeste da Inglaterra, com o tempo, a meca dos Beatles. Neil Aspinall que estudou com McCartney e Harrison, seus amigos de infância, em Liverpool, trabalhou como motorista e segurança dos jovens Beatles que transportava em um furgão para os shows antes de alcançarem o estrelato. À medida em que crescia a popularidade do grupo, Aspinall passou a atuar como representante e confidente dos Beatles até 1968, quando se tornou o gerente da Apple Corps. Embora tenha aceitado o cargo "só até quando encontrassem outra pessoa", acabou dirigindo a gravadora de 1968 até o ano 2008, quando abandonou o posto. No início da Apple, Neil Aspinall, juntamente com Peter Asher incumbido da contratação do cast da gravadora. Incluindo James Taylor, Mary Hopkin e The Iveys (futuro Badfinger).
Como gerente da Apple Corps, Aspinall foi o executivo responsável pelo lançamento do projeto "The Beatles Anthology" (1995-1996), o relançamento da trilha do “Yellow Submarine” (1999), "The Beatles #1" (2000), “Let It Be Naked (2003), “The Capitol Álbuns” e “Love” (2006). Apesar de seus poucos dotes musicais, Neil chegou a participar do coro de "Yellow Submarine", uma das canções mais famosas do grupo, e tocou instrumentos de percussão em "Magical Mistery Tour", tocou tamboura em “Within wou, Without You” e harmônica em "Being for the Benefit of Mr. Kite!".
Neil Aspinall, morreu de câncer no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York, no dia 24 de março de 2008. Foi considerado também por muitos na indústria musical como o "quinto Beatle", apelido que também foi dado ao produtor do grupo George Martin, Brian Epstein, Pete Best e Stuart Sutcliff. Uma curiosidade: vocês sabiam que Neil Aspinall foi casado com Mona Best, mãe de Pete Best?

domingo, 26 de março de 2017

TRAILER DE LIGA DA JUSTIÇA TRAZ 'COME TOGETHER'

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Os estúdios Warner Bros divulgaram neste sábado o primeiro trailer oficial do aguardado "Liga da Justiça", baseado na história em quadrinhos da DC Comics. O vídeo mostra cenas do longa com cinco super-heróis: Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, The Flash e Ciborgue. A ausência mais sentida foi a do Super-Homem, que será interpretado novamente por Henry Cavill. No épico trailer, que começa com clima de suspense e segue num ritmo alucinante com sequências do filme, a passagem dos cinco protagonistas que mais se destaca é quando Bruce Wayne (Ben Affleck) assume qual é seu superpoder: "Eu sou rico". O teaser ainda conta com uma versão do clássico "Come together", dos Beatles.

sexta-feira, 24 de março de 2017

THE BEATLES - CAN'T BUY ME LOVE - SENSACIONAL!

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Em abril de 1964, os Beatles finalizaram as cenas de "Can't Buy Me Love" no parque Thornbury Playing Fields, em Isleworth, Middlesex. John só participou pela manhã, pois tinha sido convidado para um almoço literário em sua homenagem, oferecido pela renomada livraria Foyle’s. Osbert Lancaster foi o anfitrião do evento, cujos convidados incluíam: Arthur Askey, Harry Secombe, Millicent Martin, Joan Littlewood, Helen Shapiro, Marty Wilde, Yehudi Mennhin, Victor Silvéster, Mary Quant e o cartunista Giles. Brian Epstein e Cynthia também estavam presentes, mas, curiosamente nenhum dos outros Beatles compareceu à recepção. Chistina Foyle ficou extremamente frustrada quando o tão esperado discurso de John limitou-se às seguintes palavras: “Muito Obrigado e que Deus os abençoe”. No mesmo abril de 1964, os Beatles já reinavam absolutos e dominavam os Estados Unidos e o mundo completamente. Ocupavam as 5 primeiras posições da parada da Billboard (um recorde imbatível até hoje), e também se tornaram os únicos artistas a conquistarem três números 1 consecutivos: "Can't Buy Me Love" sucedeu "She Loves You," que sucedeu "I Want to Hold Your Hand". Nº 1 – Can´t Buy Me Love; Nº 2 – Twist And Shout; Nº 3 – She Loves You; Nº 4 – I Want To Hold Your Hand; Nº 5 – Please Please Me.
 

PAUL McCARTNEY É ENTREVISTADO PELA BBC

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O último álbum de Sir Paul McCartney dos anos 80, Flowers in the Dirt, é considerado como um dos melhores da década e um dos melhores de sua carreira. Ele se uniu com novos músicos, novos produtores e um novo parceiro de composição, sob a forma de Elvis Costello para produzir o álbum que inspirou sua primeira turnê mundial em 10 anos. Agora, como o disco é re-lançado, completado com demos inéditas, Sir Paul fala com Matt Everitt, da rádio BBC 6 Music, sobre a colaboração com Costello, Kanye Oeste e Michael Jackson - e por que ele nunca trabalhará com alguém melhor do que John Lennon. McCartney também revela que está trabalhando em um novo álbum com o produtor de Adele, e como ele acha que seu legado musical será.
Você aprende algo de cada pessoa com quem você colabora?

Minha coisa com a colaboração, é que eu sei que eu nunca vou ter um colaborador melhor do que John Lennon. Isso é um fato. Então eu não tento escapar dele. Eu só sei que não há nenhuma maneira que eu possa encontrar alguém agora que vai escrever coisas melhores comigo do que escrevi com John. Mas tendo dito isso, estou interessado em trabalhar com outras pessoas, porque eles trazem sua própria coisa particular. Se você está pensando em alguém como Stevie (Wonder), ele trabalha apenas fazendo algo em seus teclados. Você o convida para jantar, ele aparece 10 horas mais tarde, porque ele estava mexendo no teclado. Ele é um monstro musical e um gênio, é isso que você aprende com ele. Com Michael Jackson, nós nos sentamos e eu toquei algumas notas no piano e nós fizemos uma canção. Agora com Kanye (Oeste), eu não tinha idéia do que iria acontecer porque eu sabia que não iria ser duas guitarras acústicas opostas uma à outra. A única provisão que eu disse a todos, foi: 'Olha, se eu sentir que isso não funciona, então simplesmente não contaremos a ninguém. Kanye quem? Não trabalhei com ele’. Eu apenas contei a Kanye várias histórias que me inspiraram musicalmente. Um deles era como a canção ‘Let It Be’ chegou, que foi através de um sonho que tive em que eu tinha visto minha mãe, que tinha morrido 10 anos antes. Eu disse isso a Kanye, porque ele tinha perdido sua mãe. Então, ele escreveu uma música chamada Only One quando eu estava apenas dedilhando em torno do piano. Então ele pegou a melodia, eu coloquei os acordes e o estilo e foi assim que aconteceu.
Você entrou em Flowers In The Dirt sentindo como se fosse um pouco de um reset?
Eu acho que sim. Estou apenas cuidando da minha família, e então chega um ponto onde eu penso, 'OK, eu tenho algumas músicas. Eu deveria ficar ocupado, eu deveria gravar isso.Devemos sair em turnê. Está na hora'. E foi isso que aconteceu naquela época. Alguém ugeriu que eu trabalhasse com Elvis Costello como uma parceria e parecia é uma boa idéia. Eu pensei: 'Bem, ele é de Liverpool, ele é bom' - o que ajuda - e nós temos um monte de coisas em comum e então eu pensei, 'Bem, isso poderia funcionar'.
Foi escrever tipo “olho no olho”? Dois violões, espelhando um ao outro?
Há um milhão de maneiras de escrever, mas o jeito que eu sempre costumava escrever com John era um em frente um do outro, ou em um quarto de hotel nas camas de solteiro, com um violão apenas olhando um para o outro. Ele inventaria algo, eu inventaria algo e acabaríamos por nos separar. A coisa agradável para mim é ver John lá, ele sendo destro, eu sendo canhoto, me sentia como se estivesse olhando no espelho. Obviamente, deu certo. Então essa era uma maneira que eu tinha aprendido a escrever e era a maneira que eu gostava de escrever e Elvis estava muito feliz de trabalhar assim. Então foi como uma repetição desse processo.
Tenho que te perguntar sobre Chuck Berry. Obviamente um grande herói musical de vocês. Como ele era? Você trabalhou com ele?
Eu não trabalhei com Chuck. Eu o conheci. Ele veio a um de nossos shows quando estávamos tocando em St. Louis, sua cidade natal, e ele veio nos bastidores. Foi ótimo conhecê-lo e apenas ser capaz de dizer-lhe que era eu era um fã. Quando eu penso em Liverpool antes dos Beatles, quando éramos todos apenas crianças aprendendo a guitarra com os sonhos do futuro, de repente ouvimos essa pequena coisa, ‘Sweet Little Sixteen’. Nunca ouvimos algo assim, e quando ‘Johnny B. Goode’ apareceu e todas as suas canções fantásticas, Maybellene, todas essas músicas sobre carros, adolescentes, rock 'n’ roll, foi muito emocionante.
Olhando para a onda de homenagens que se seguiram à morte de Chuck Berry, você já se perguntou como você vai ser lembrado?
Sabe, acho que todos pensam sobre isso, mas logo tiram da sua cabeça. Eu faço isso. Não costumo ir muito a fundo. E é engraçado, eu lembro de John, uma vez, preocupado se ele seria bem lembrado. E eu disse, ‘olhe para mim, você será muito lembrado. Você fez tantas coisas boas. De forma alguma alguém vai esquecer de você. Você foi ótimo’, mas foi engraçado. Ninguém pensava que John teria insegurança sobre isso. Mas acho que as pessoas costumam ter. Você pensa que vão pegar seus piores trabalhos e falar deles, ou vão pegar suas melhores criações, não sei. Felizmente, isso não vai importar, porque eu não estarei aqui. Mas eu quero cavalos pretos, pessoas chorando, bebendo [risadas]. Não, eu não me preocupo com isso.
E o que vem por aí? Está trabalhando em um novo álbum?
Estou fazendo um novo álbum que é muito divertido. Estou trabalhando com um produtor que eu trabalhei pela primeira vez há dois anos em uma música para um filme de animação. Desde então, ele passou a trabalhar com Beck e conseguiu álbum do ano. Em seguida, ele passou a trabalhar com Adele e acaba de receber a canção do ano, o recorde do ano, e acabou de produtor do ano. É um grande cara chamado Greg Kurstin e ele é ótimo para trabalhar. Então sim, eu estou nisso, fazendo o que eu amo fazer. Como diz Ringo: "É o que fazemos".

quinta-feira, 23 de março de 2017

LIVERPOOL VAI COMEMORAR 50 ANOS DE SGT. PEPPER’S

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A cidade de Liverpool, onde os Beatles começaram sua carreira em 1960, anunciou planos para comemorar os 50 anos do álbum "Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band", lançado no dia 1 de junho de 1967. Treze artistas foram convidados para criar obras em homenagem às treze faixas do histórico álbum. Também haverá diversos eventos pela cidade para comemorar a data. O artista britânico Jeremy Deller, vencedor de um Turner Prize — premiação destinada aos novos desenvolvimentos e contribuições para a arte contemporânea —, criou duas obras de arte que simbolizam "a amizade e o sacrifício voluntário", temas da canção "With a little help from my friends". Outro artista, cujo nome ainda não foi divulgado, irá fazer um show no dia 9 de junho como parte das homenagens. Como o álbum é divido entre lado A e B, as comemoração serão dividas em duas partes. A primeira acontecerá do dia 25 a 27 de março, e depois a programação voltará entre os dias 1 e 5 de junho. Já a segunda parte rola entre os dias 8 e 11 de junho, mas apenas no dia 16 de junho a comemoração terá seu fim, e será centrada na última faixa do álbum, "A Day in the Life". O prefeito de Liverpool, Joe Anderson, comentou sobre os planos para marcar a data: "O álbum inspirou fronteiras criativas e nós queremos fazer a mesma coisa. Esse festival tem como objetivo levar a arte contemporânea para o mainstream, e dar um ar atrevido, instigante e divertido para a cidade."

A BEATLEMANIA FINALMENTE CHEGA A CUBA

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Todo domingo, ao anoitecer, ocorre um acerto de contas com um passado de proibição. E isto é feito dançando, usando roupas de roqueiro e cantando a plenos pulmões o repertório dos Beatles, que eram censurados em Cuba. É um paradoxo. A paixão pelos Beatles, que encanta cubanos com idades entre 60 e 75 anos, não só é pública, mas é vivida diariamente em um clube noturno do mesmo Estado que antes os forçou a uma Beatlemania quase clandestina. Cabeludos grisalhos, mulheres maduras de minissaia e botas pretas e barrigudos exibindo camisetas alusivas ao quarteto de Liverpool chegam ao Submarino Amarelo, um bar com música gravada e ao vivo, no bairro El Vedado, em Havana. À primeira vista, pode parecer uma festa retrô. Há cartazes, letras de músicas reproduzidas em larga escala, e capas de discos dos Beatles. No palco, está Eddy Escobar, um roqueiro de 46 anos que é considerado o melhor intérprete cubano da obra do lendário grupo.
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Para os mais de 100 clientes assíduos, é muito mais do que reviver as lembranças. "Não é a nostalgia, mas o direito de viver o que não puderam viver por todas essas contradições (políticas) que existiram", diz o jornalista Guillermo "Guille" Vilar à AFP. Aos 65 anos, Vilar é o diretor artístico do Submarino Amarelo. Também foi um dos organizadores de um concerto em 1990, pelo décimo aniversário da morte de John Lennon, em um parque no centro de Havana, quando ainda havia censura. Como o famoso bar, hoje funcionam ao menos outros cinco na ilha, todos estatais. Inclusive um deles, o de Holguín (leste), foi iniciativa de Miguel Díaz-Canel, de 56 anos, dirigente do Partido Comunista e possível sucessor de Raúl Castro.
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Quando a febre dos Beatles ganhava o mundo, Gisela Moreno, de 64 anos, e Héctor Ruiz, de 65, já eram namorados e compartilhavam o gosto pelo rock. Mas estavam na nascente Cuba revolucionária e socialista, e o governo de Fidel Castro impôs uma dolorosa censura aos meios, proibindo as músicas em inglês, o idioma do inimigo americano. A cultura anglo-saxã ficou sob suspeita. Um cubano podia ser acusado de "diversionismo ideológico" (ou seja, de desviar a atenção da população dos interesses da revolução) e enfrentar a censura social. Gisela e seu marido lembram que se parou de escutar músicas em inglês. No colégio onde estudavam, era exigido o uso de calças largas, em vez das mais justas que estavam na moda, e era proibido usar o cabelo solto e minissaias. Mas os adolescentes da época não se renderam. Sintonizavam emissoras americanas em rádios de onda curta, e reproduziam as canções dos Beatles. Quando um viajante lhes emprestava um disco, o levavam a um estúdio de gravação estatal para que o reproduzissem em placas metálicas. Em festas privadas, "você colocava em uma vitrola e o que se ouvia era um barulho, e por trás se ouvia a música. Era um desastre, mas pelo menos ali estavam os Beatles", conta Ruiz. Hoje este casal de economistas que se tornaram hospedeiros de turistas tem seu refúgio beatlemaníaco em casa: fotos, cartazes, camisetas e até uma réplica da carteira de motorista de Lennon. Quando podem, vão ao Submarino Amarelo para desfrutar de um hobby que antes lhes foi negado.

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A 50 metros do Submarino Amarelo, há uma estátua de John Lennon, inaugurada em 2000 por Fidel Castro. Ver Castro ao lado da estátua "nunca tinha passado pela nossa cabeça. Parecia ficção científica", diz Moreno ao recordar o ato. Foi um ministro cabeludo, Abel Prieto, de 66 anos, que promoveu essa reconciliação histórica da Revolução com os Beatles. Castro, morto em novembro passado, se dirigiu a Lennon e disse que não tinha culpa da censura, pois na época estava concentrado nas tarefas do governo. Desde então, o Lennon de bronze, do escultor José Villa, se transformou espontaneamente em um lugar de peregrinação de cubanos e turistas estrangeiros. Em três ocasiões, os óculos de metal da estátua foram roubados, e por isso as novas estão sob custódia de um guarda, que as cede apenas para fotos. Mesmo tendo aparecido tarde, a música dos Beatles conquista os jovens. Escobar e outros músicos cubanos se encarregam de propagá-la, assim como os meios de comunicação. "Os Beatles chegaram para ficar, e eu os divulgarei para todos os que puder", afirmou Escobar.

Não deixe de conferir também: 

LIVRO EM QUADRINHOS MOSTRA TRAJETÓRIA DOS BEATLES

2 comentários:
Os Beatles marcaram os anos 1960, mudaram a história do rock para sempre e influenciaram o mundo com mensagens de humanidade e paz. Até hoje suas canções são regravadas: de bandas adolescentes a punks e rappers, pode-se dizer que tudo começou com os garotos de Liverpool. Esta divertida narrativa em quadrinhos fala sobre o encontro de John, Paul, George e Ringo, a formação da banda, as principais canções, a beatlemania e os fatos históricos que fizeram do grupo o maior da história. A HQ “Os Beatles: Iê Iê Iê” foi escrita pelo jornalista inglês Mick Manning e ilustrado pela sueca Brita Granström. A história da banda é contada desde 1957, quando Paul McCartney entrou para o Quarryman, grupo formado por John Lennon; e segue mostrando a trajetória da banda nos anos 60. O livro também explica como a amizade deles era forte e verdadeira. As histórias sobre músicas famosas, como Yellow Submarine, também estão retratadas nas páginas do livrinho. A publicação no formato: 27,8 x 23,5 cm com 48 páginas custará R$ 46,00.Imagem relacionadaImagem relacionadaResultado de imagem para os beatles - Mick ManningResultado de imagem para os beatles - Mick ManningResultado de imagem para os beatles - Mick Manning