segunda-feira, 22 de maio de 2017

PAUL MCCARTNEY - A BIOGRAFIA DEFINITIVA?

Um comentário:
Esse artigo que a gente confere agora, foi publicado hoje no site do JC On Line e é assinado pelo conceituado (?) JOSÉ TELES. Quando eu não concordar, ou achar que é lorota, haverá um (?).
Paul McCartney - A Biografia, de Phillip Norman chega às livrarias brasileiras, enquanto o biografado, em pessoa, aterrissa aqui em outubro, para quatro apresentações. Norman é autor de duas elogiadas biografias, uma dos Beatles (Shout) e John Lennon - A Life (lançada no Brasil). A de Paul McCartney, publicada em 2016, foi alvo de bastante elogios. Um veterano do jornalismo musical da Inglaterra, Phillip Norman era a pessoa menos indicada para escrever sobre McCartney. O próprio relacionamento do jornalista com os Beatles em geral, e com Paul McCartney em especial, é uma história à parte.

Em dezembro de 1965, Phillip Norman tinha 22 anos e era repórter do Northern Echo, jornal que circulava no Nordeste da Inglaterra, quando os Beatles vieram fazer uma apresentação na cidade. Já eram o grupo mais famoso do mundo e, teoricamente, um jornalista do interior teria poucas chances de chegar perto deles. Mas eram outros tempos. Norman e outro repórter estavam na calçada, onde ficava a entrada lateral do clube, quando Paul, Ringo, John e George desceram de um automóvel, e logo sumiram porta adentro. Não havia seguranças, nem a porta foi trancada. Ele e o colega entraram e chegaram até o camarim onde estavam os quatro Beatles. Súbito surgiu Paul McCartney. Perguntaram se podiam entrar. A reposta foi sim. Durante alguns minutos eles conversaram com Ringo, John e Paul (George, que via TV, pareceu nem notar que os dois jovens jornalistas estavam ali). Permaneceram no camarim até serem gentilmente convidados a sair de lá por Neil Aspinall, um dos amigos de infância (?) dos quatro músicos em Liverpool, que se tornou um dos principais nomes da equipe da banda (foi um dos responsáveis pelos negócios do quarteto até 2008, quando faleceu em conseqüência de um câncer). Anos depois, trabalhando no Sunday Times, Norman se recusou a fazer uma entrevista que lhe foi oferecida com Paul McCartney (?). Achava que o ex-beatle tinha perdido o dom de escrever canções com a qualidade das que gravou com a banda. Chegou a fazer uma paródia de Mull of Kintyre, sucesso de McCartney, que ele mesmo considera hoje de mau gosto e que, obviamente, irritou o autor. Em 1979, uma longa greve parou o Sunday Times e ele decidiu escrever uma biografia dos Beatles (?). Claro, não conseguiu falar com Paul. Shout, a biografia, foi lançada semanas antes de John Lennon ser assassinado, e teve as vendas incensadas pela tragédia. Norman foi convidado para uma entrevista no programa Good Morning America, e aproveitou para cutucar mais uma vez Paul, afirmando, em cadeia nacional, que Lennon não era um dos quatro, mas sim três quartos dos Beatles, o que lhe angariou a amizade de Yoko, e lhe abriu caminho para que escrevesse a biografia de John Lennon. Mais uma vez, Phillip Norman procurou o agente de Paul McCartney a fim de entrevistá-lo para o livro, mas achava difícil que ele aceitasse. Paul detestou Shout (saudado pelo New York Times como a biografia definitiva dos Beatles). Para sua surpresa, o telefone tocou, ele atendeu e era alguém, com pesado sotaque do Norte da Inglaterra, que se identificou como Paul (?). Norman teve a cara de pau de perguntar: "Paul de quê?" (aham!). McCartney disse que ligou curioso 
(?) para falar com o cara que detestava ele, mas no final concordou em responder perguntas por e-mail. John Lennon - The Life foi publicado em 2008 (ganhou edição brasileira em 2009, também pela Companhia das Letras). Em 2015, Phillip Norman e Paul McCartney já se falavam sem rancor (?). McCartney até ligou para ele (?), em 2012, avisando que estava gravando um disco de inéditas. Norman decidiu escrever a biografia de Sir McCartney ao se dar conta de que todas até então publicadas eram falhas, incluindo Many Years from Now, escrita por Barry Miles, a história oficial, feita com as bênçãos do biografado. Ela seria também, para empregar uma expressão na moda, um "companion", grosso modo, complemento à biografia de John Lennon. Entrou em contato com o agente de Paul, Stuart Bell, dizendo- lhe o que pretendia. Queria entrevistar McCartney. Caso não aceitasse, faria o livro assim mesmo, entrevistando pessoas que conviveram com ele. Paul estava em turnê nos EUA, disse-lhe o agente. Dias depois Norman recebeu um e-mail: "Caro Phillip, obrigado por sua nota. Sinto-me feliz por lhe dar minha aprovação tácita, talvez Stuart Bell possa lhe ajudar. Tudo de bom. Paul" (?). A aprovação tácita não implicava em colaboração pessoal, até porque isto ele já havia feito na biografia assinada por Barry Miles. A fase mais interessante e importante da carreira e da obra de McCartney já foi exaustivamente esmiuçada, portanto, Phillips traz à tona pouca informação inédita. Tudo bem, provavelmente muita gente não soubesse que o Belo Beatle (como ele era chamado nos anos 60) (?) tenha fumado maconha durante 40 anos, diariamente), mas quando foi preso no Japão, em 1980, por porte da substância, ele estava com uma libra da erva, quase meio quilo (?). Apesar da fama, McCartney ficou numa cela com presos comuns, e ganhou a amizade deles, ofertando- lhes mimos musicais como, por exemplo, uma interpretação a capela de Yesterday. Phillips detém-se em pequenos detalhes do biografado. Aponta a memória privilegiada de Paul McCartney para música. Quando estava na Nigéria para gravar o que seria o álbum Band on the Run, ele foi vítima de assaltantes, que lhe levaram uma pasta com todas as partituras e arranjos da canções do disco. Tinha tudo guardado na cabeça. O jornalista vai a minúcias curiosas, mas sem importância no desenvolvimento da música de McCartney com os Beatles (?), ou na carreira solo (?)(?). Quando foi admitido, em 1956 (?), nos Quarrymen, o grupo liderado por John Lennon, Paul McCartney faltou ao primeiro show, porque estava numa reunião de escoteiros (?). Paul McCartney - A Biografia não é um complemento para John Lennon - Uma Vida, é o outro lado da mesma moeda (?). A partir de 6 de julho de 1957, o dia em que John e Paul se conheceram, as vidas dos dois seguem juntas, como dois afluentes que desaguaram num rio caudaloso. Suas biografias comungam muitos episódios entre si. No entanto, enquanto a de Lennon tem o final que todos conhecem, a de McCartney, tudo indica, terá um feliz. Tanto McCartney considera a música dos Beatles o ápice de sua carreira, que nos shows elas formam o grosso do repertório. Os Beatles foram um todo infinitamente maior do que as partes que o formaram. Phillip Norman é um bom biógrafo (?), mas nem ele, nem ninguém mergulhou com profundidade no que aconteceu entre a primeira fotografia do quarteto com Ringo Starr, tirada em 22 de agosto de 1962, e a derradeira, coincidentemente, batida em 22 de agosto de 1969. “Paul McCartney – A Biografia” de Philip Norman – 824 páginas – R$ 89,90.

SGT. PEPPER'S NA REVISTA VEJA DESTA SEMANA

Um comentário:
A revista Veja dessa semana (Edição 2531 – ano 50 – nº 21, que está nas bancas) perdeu a oportunidade de sua vida ao não colocar os 50 anos de Sgt. Pepper’s como matéria de capa. Como sempre aconteceu, nesses 50 anos, eles sempre menosprezam os Beatles e o valor que eles ainda têm até hoje na história da Cultura Pop. Contentaram-se em falar meia dúzia de bobagens em míseras duas páginas, que qualquer idiota está cansado de ouvir. Como sempre, aqui no nosso blog preferido, a gente confere com exclusividade, todas essas meias dúzias de bobagens escritas na revista mais estúpida desse país de bananas. HELP!
POR PARADOXAL que isso possa parecer, a cultura jovem que explodiu nos anos 60 conhe­ceu, sim, a maturidade. Aconteceu há cinquenta anos, em um disco da banda que cativara multi­dões de meninas histéricas cantando refrões bo­bos sobre amor. Lançado em 1º de junho de 1967, Sgt. Peppe’s Lonely Hearts Club Band, o oitavo disco de estúdio dos Beatles, elevou o rock à gran­de arte, incorporando, em sua narrativa experi­mental, música indiana, folclore britânico e até elementos da música erudita. Copiada, citada e parodiada inúmeras vezes, a capa do LP, que reu­niu figuras tão diversas quanto o escritor irlandês James Joyce, a atriz americana Mae West e o guru indiano Mahavatar Babaji (todos, supõe-se, cora­ções solitários da banda do sargento Pimenta), tomou-se um marco cultural por si só. O disco foi reconhecido de imediato. O maestro Leonard Bemstein disse que She’s LeavingHome era uma das três canções mais lindas do século XX, e o compositor erudito Ned Rorem a comparou com uma sonata de Schubert. A perfeição, porém, po­de sempre ser melhorada: Sgt. Pepper’s passou por uma remodelagem, a cargo de Giles Martin, filho de George Martin, o produtor dos Beatles, e do engenheiro de som Sam Okell. Remasterizado pela dupla e acompanhado de um CD com sobras de estúdio, o disco chega às lojas na sexta-feira. Giles não foi reverente ao reconfigurar a obra do pai. "Tratei como um trabalho qualquer. No caso, a serviço de Paul McCartney, Ringo Starr, Olivia Harrison e Yoko Ono, meus patrões”, disse a VEJA. Riquezas insuspeitas do disco saíram real­çadas: o cravo de Fixing a Hole está mais claro, a batería de A Day in theLife ganha um volume ge­neroso, e as cordas de She’s LeavingHome soam mais límpidas. No disco de extras, gravações de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr desmentem a ideia de que eles já não se entendiam no estúdio. “Escutei horas de diálogos e, sinceramente, eu já tive discussões mais ásperas com a minha mulher”, diz Giles. Sgt. Pepper’s resume os anos 60 em toda a sua efervescência e inconsequência, mas, longe de fi­car datado, tomou-se uma referência viva para artistas das gerações seguintes. Nas próximas páginas (duas), o leitor encontrará um painel sintético das forças culturais que esse disco ímpar aglutinou.
MISTICISMO ORIENTAL
Quando teve seu primeiro con­tato com a música da índia, em 1965, o guitarrista George Harrison achou tudo muito fa­miliar, e só pensou em uma ex­plicação razoável para isso: já ouvira os sons do Oriente em outra vida. Como nos anos 60 ninguém reclamava de “apro­priação cultural”, a citara pas­sou a fazer parte das melodias dos Beatles. EmSgí. Pepper’s, o diálogo musical entre o Oci­dente e o Oriente aparece em Within You, without You. O quarteto de Liverpool também se tornou porta-voz do guru Maharishi. Depois de uma temporada com ele na índia (foto abaixo), porém, os roquei­ros saíram desencantados (me­nos Harrison, que se manteve fiel). Graças a grupos como o místico Kula Shaker e o furioso Asian Dub Foundation, a músi­ca oriental continua sendo pop.
HIPPIES
Os Beatles passaram longe do “verão do amor”, movimento jovem que tomou São Francisco em 1967 (só George Harrison esteve na cidade americana, e saiu horrori­zado com o ambiente drogado e decadente). Mas o recado pacifista das canções da banda é parte essencial do caldo de cultura hippie. Sgt. Peppefs alude à rebeldia ju­venil em She’s LeavingHome, que fala de uma garota que abandona a casa da famí­lia. A história é narrada do ponto de vista dos pais — sinal irônico de maturidade, que se repete em When Pm Sixty-Four (Quando eu tiver 64 anos).
DROGAS E PSICODELIA
Tudo começou com ares de respeitabilidade científica, em Harvard, onde o psicólogo Timothy Leary fazia experimentos com LSD. Leary logo deixou a academia para virar guru. George Harrison e John Lennon experimenta­ram o LSD em 1965, e não é coincidência que, no disco de 1967, a sigla apareça em Lucy in the Sky with Diamonds. A cultura pop passaria por ou­tras drogas, como o ecstasy das raves nos anos 90. Madonna alude ao princípio ativo do ecstasy, MDMA, no disco MDNA, de 2012. 
VANGUARDA
Uma das últimas colaborações efe­tivas da dupla Lennon & McCart- ney, A Day in the Life foi banida da BBC por causa do verso “Queria deixar você ligado” (chapado, na gíria brasileira). A canção, que fe­cha Sgt. Pepper’s, incorpora ruídos, efeitos de estúdio e um assombroso crescendo de orquestra (com arran­jos do “quinto Beatle”, o produtor George Martin, de terno na foto). Paul McCartney admirava compo­sitores de vanguarda como Karl- heinz Stockhausen e Luciano Berio, e há quem aponte também a in­fluência de Iannis Xenakis. Hoje, bandas como Radiohead dão conti­nuidade ao cruzamento de rock com música erudita de vanguarda.
ESTILO INGLÊS
No início, os Beatles rendiam homenagem ao rock americano, can­tando sucessos de Chuck Berry e Smokey Robinson. Sgt. Pepper’s é o primeiro disco essencialmente britânico da banda. A Inglaterra, que vivia um período de efervescência cultural — a Rua Carnaby (foto), em Londres, era o centro da moda jovem —, foi retratada em personagens como a fiscal de parquímetros de Lovely Rita. Nascido da música negra americana, o rock passou a ser também produto inglês. Nos anos 90, com franca inspiração nos Beatles, Oasis e Blur retomaram esse espírito.

PAUL MCCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS

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"Silly Love Songs" - “Tolas canções de Amor” - é uma canção composta por Paul McCartney e gravada pelo Wings para seu álbum de 1976 Wings at the Speed ​​of Sound e também foi lançada como um single em 1976, com "Cook of the House" do lado B. A letra foi escrita em resposta aos críticos de música após McCartney ler nos jornais algumas críticas que o acusavam de compor apenas melodias e letras bobas. O ritmo apresenta certo flerte com a batida disco. Uma versão alternativa em ritmo de reggae foi gravada também durante as sessões de “Speed Of Sound”.
O single foi lançado em 1 de abril de 1976 dos EUA e passou cinco semanas não consecutivas no número 1 na Billboard Hot 100. "Silly Love Songs" foi a música pop que mais ficou em número 1 nos gráficos da Billboard de 1976. O single recebeu o disco de ouro da Recording Industry Association of America pelas vendas de mais de um milhão de cópias. A Billboard listou "Silly Love Songs" como o maior hit Hot 100 de Paul McCartney. O single britânico foi lançado em 30 de abril de 1976 e alcançou o número 2 no UK Singles Chart.Resultado de imagem para PAUL MCCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS single
"Silly Love Songs" já apareceu em várias compilações de grandes sucessos de McCartney, incluindo Wings Greatest e All the Best!. Também apareceu na compilação Wingspan: Hits e History. Em 1976, o Wings gravou "Silly Love Songs" ao vivo para seu álbum triplo Wings Over America. Em 1984, Paul McCartney regravou "Silly Love Songs" como parte da trilha sonora para o filme duramente criticado Give My Regards To Broad Street.

Não deixe de conferir tambem a superpostagem WINGS OVER AMERICA - WINGS OVER ME! publicada em 11 de maio de 2015.

A PEDIDOS - QUEEN - CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE

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Um beijão para a amiga Aline Rios. Valeu! A deliciosa "Crazy Little Thing Called Love" foi composta em 1979 por Freddie Mercury, enquanto tomava banho em um hotel de Munique, em cinco ou dez minutos, como disse o próprio. Foi lançada pelo Queen como faixa de destaque em seu álbum de 1980 The Game. Também foi lançada como single, tendo "We Will Rock You (ao vivo)" como lado B. A canção, um rockabilly que seria em homenagem a Elvis, chegou ao número dois na parada de singles do Reino Unido em 1979, e tornou-se o primeiro número um da banda na Billboard Hot 100 nos EUA em 1980, permanecendo lá por quatro semanas consecutivas. Na Austrália, liderou os gráficos por sete semanas.

domingo, 21 de maio de 2017

ROLL OVER BEETHOVEN AND TELL TCHAIKOVSKY THE NEWS

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"Roll Over Beethoven" é uma canção do recém falecido guitarrista e compositor norte-americano Chuck Berry lançada em 1956 em seu terceiro álbum de estúdio "Chuck Berry Is on Top" de 1959. Essa mesma canção alcançou e fez muito sucesso, poucos anos depois quando foi gravada pelos Beatles para seu segundo álbum "With the Beatles" de 1963. Depois, vem sendo regravada por centenas de outros artistas ao longo dos anos e a Rolling Stone classificou-a como número 97 na sua lista das '500 Maiores Músicas de Todos os Tempos'.
“Eu queria tocar blues”, contou Chuck Berry à Rolling Stone. “Mas eu não era triste o sufi­ciente. Sempre tivemos comida na mesa.” Berry inicialmen­te compôs este hino da guitarra como uma afetuosa brincadei­ra com sua irmã Lucy, que passava tanto tempo tocan­do música clássica no piano da famí­lia que o jovem Chuck não tinha vez. Mas “Roll Over Beethoven” marcou a nova era: “Roll over Beethoven/ And tell Tchaikovsky the news” algo como “Vai nessa Beethoven/E conta a novidade para o Tchaikovsky”). Berry anunciou essa mudança com um incendiário riff de gui­tarra e o poderoso piano do par­ceiro Johnnie Johnson.
"Roll Over Beethoven" era uma das favoritas de John Lennon , Paul McCartney e George Harrison, mesmo antes de terem escolhido "The Beatles ", como o seu nome, e eles continuaram a tocá-la ao vivo em suas turnês americanas de 1964. Os Beatles gravaram sua versão em 30 de julho de 1963 com George Harrison nos vocais e guitarra solo. Nos Estados Unidos, foi lançada em 10 de abril de 1964 como a faixa de abertura de The Beatles' Second Album e em 11 de maio de 1964 como parte do segundo EP pela Capitol "Four by the Beatles". Também foi lançada pela Capitol com “Please Mr. Postman" como lado B. Esta versão chegou a # 68 na Billboard Hot 100 e # 30 na Cashbox. Em 1994 foi lançada uma versão ao vivo de "Roll Over Beethoven" em Live at the BBC. Esta versão foi gravada em 28 de fevereiro de 1964 e transmitida em 30 de março de 1964 como parte de uma série da BBC estrelada pelos Beatles chamada “From Us To You”. Esta versão de "Roll Over Beethoven" foi usada no filme Superman III dirigido por Richard Lester , que também dirigiu os dois primeiros filmes dos Beatles, A Hard Day’s Night e Help!. Os Rutles fizeram uma paródia muito legal com "Blue Suede Schubert" baseada na cover dos Beatles da canção de Berry.

A Electric Light Orchestra fez uma reformulação sofisticada de "Roll Over Beethoven" de oito minutos, que incluiu uma citação musical da abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven e interpolações inteligentes de material a partir do primeiro movimento da sinfonia na canção de Berry. Essa versão aparece no álbum ELO 2, de 1973. tornou-se uma espécie de “marca registrada” da banda, e passou a ser usada para fechar todos os seus concertos. "Roll Over Beethoven" foi o segundo single lançado pela Electric Light Orchestra em janeiro de 1973, e tornou-se seu segundo consecutivo no 'top ten hit' no Reino Unido, bem como sucesso absoluto nos Estados Unidos."Roll Over Beethoven" foi utilizada com muita aceitação popular como trilha sonora do filme Beethoven, que conta a história de um cão da raça São Bernardo que chegou a encantar crianças e adultos e, ao mesmo tempo, veio trazer ao conhecimento da juventude atual o sucesso da canção Roll Over Beethoven, que já estava,de certa forma, caindo no esquecimento dos dias atuais. Para finalizar, a gente fica com Chuck Berry, a Eletric Light Orchestra, os insuperáveis Beatles em dois momentos - abrindo o primeiro show de verdade nos EUA no Coliseu de Washington e no programa Saturday Club da BBC (ufa!) e, para fechar com chave de ouro, nosso inesquecível George Harrison ao vivo no Albert Hall em 1992. Hare Krishna!

sábado, 20 de maio de 2017

HELP! IS ON THE WAY ON BLU-RAY!

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URGENTE: KID VINIL MORRE AOS 62 ANOS

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É com muito pesar que informamos da triste morte do nosso amigo, professor, colaborador e apresentador da 89, Kid Vinil, que faleceu na tarde desta sexta-feira (19) em São Paulo. Kid estava em coma induzido desde o dia 15 de abril, depois de ter passado mal em um show na cidade de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Diagnosticado com um edema, foi transferido três dias depois com urgência para a UTI do Hospital da Luz, na Vila Mariana, em São Paulo, onde permanecia internado. No início desta sexta-feira, familiares usaram a página pessoal do músico no Facebook para informar que seu estado de saúde era crítico. No final da tarde Kid Vinil partiu. Fica aqui os nossos sentimentos aos familiares. Valeu, Kid!
O Kid Vinil apareceu aqui duas vezes, em 3 de março de 2011 com “TIC-TIC NERVOSO” e em 29 de junho de 2012 com seu ALMANAQUE DO ROCK. Confiram!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A FESTA DE LANÇAMENTO PARA A IMPRENSA DO SGT. PEPPER'S

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Poucos dias antes do lançamento oficial do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, no dia 19 de maio de 1967, uma festa para a imprensa foi realizada na casa de Brian Epstein - em Chapel Street – 24 - em Londres para apresentar o mais ambicioso projeto dos Beatles até então.
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Cerca de uma dezena de jornalistas e radiodifusores selecionados foram convidados para o evento. Vários fotógrafos também estavam presentes, entre eles Linda Eastman, que havia conhecido seu futuro marido Paul McCartney apenas quatro dias antes.
“Deixei meu portfólio no escritório de Brian Epstein com seu assistente, Peter Brown... Brown entrou em contato comigo e disse que Brian tinha gostado do meu trabalho e me convidou para um lançamento de imprensa para o Sgt Pepper na casa de Brian. Brown também disse que Brian queria comprar cópias de duas das minhas fotos - uma de Keith Moon vestindo uma gravata de renda e uma de Brian Jones na festa do barco dos Rolling Stones. Então eu fui para o lançamento da imprensa onde Sgt Pepper foi tocado pela primeira vez para a mídia, para tirar minhas primeiras fotos dos Beatles. Porque eu estava tão acostumada a trabalhar quase exclusivamente com preto e branco, eu não tinha nenhum filme colorido comigo, e tive que pegar alguns de outro fotógrafo. Eu vendi eventualmente uma cópia colorida dos Beatles desta sessão por $100 e pensei: eu fiz!” – Linda McCartney.
The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.  The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967. The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.Paul McCartney promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.
Os Beatles foram fotografados na sala de Epstein e nos degraus da porta da frente. Aos convidados foram servidos champanhe, salmão escaldado e caviar.

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - FOR NO ONE

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“For No One” é uma canção escrita por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney ", que apareceu originalmente no sétimo álbum gravado pelos Beatles – Revolver, em 1966. É uma canção pop num estilo barroco sobre o fim de um relacionamento. Foi um dos trabalhos mais maduros e pungentes de McCartney até então. Paul compôs a canção, cujo título provisório era “Why Did It Die?”, depois de uma briga com Jane Asher, em férias num chalé em Klosters, uma estação de esqui suíça em março de 1966. Ele afirma que escreveu pensando numa garota imaginária, uma típica trabalhadora (vale lembrar o quato a insistência de Jane em ter sua própria carreira o incomodava). A canção foi gravada em 9, 16 e 19 de maio de 1966. McCartney cantou e tocou clavicórdio (alugado da empresa de George Martin AIR), piano e baixo, enquanto Ringo Starr tocou bateria e tamborim. John Lennon e George Harrison não participaram da gravação. O solo de trompa foi por Alan Civil, músico profissional, britânico descrito pelo engenheiro de gravação Geoff Emerick como o "melhor trompista de Londres". Durante a sessão, Civil encara o desafio de tocar a partitura escrita por Paul e George Martin, com notas agudas demais para o instrumento. John Lennon diria anos depois sobre a canção: "É uma das minhas favoritas dele, um bom pedaço do seu trabalho". Confira alguns artistas que já tiraram uma casquinha em cima da criação de McCartney: Cilla Black, Chet Atkins Floyd Cramer, Liza Minnelli, Blackwater Park, Maceo Parker, Emmylou Harris, Caetano Veloso, Maureen McGovern, Andrea Marcovicci, Rickie Lee Jones, Anne Sofie von Otter and Elvis Costello, Meret Becker, Peter Mulvey, Gregorian Chants, Pat DiNizio, Rick Springfield, Diana Krall, The Farewell Drifters, Elliott Smith, DJ Earworm e Christina Trillo.
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John e Paul estavam impulsionando suas habili­dades a novas alturas, buscando novas formas de incorporar ideias, experiências e influências díspares ao formato de três minutos da canção popular. Sem dúvida, os meses que Paul havia passado mer­gulhando na cena avant-garde de Londres tinham modificado sua cons­ciência musical. De repente, ele estava compondo músicas inspiradas nos clássicos e nos bailes de salão, mesclando harmonias dos Beach Boys em canções de rock pesado como as do The Who, e enxertando trompetes eloquentes de R&B em letras tiradas durante o uso de dro­gas. Se antes Paul tendia a escrever canções românticas que optavam pelo sentimento, ao contrário das complexidades humanas que John traçava em suas canções pessoais, ele agora produzia algo tão cruel como "For No One”, na qual o final de um caso de amor foi descrito com toda a clareza e a frieza do gelo. No sign of love behind the tears, ele cantou. Cried for no one.
Ao ouvir uma fita antecipada das gravações de Revolver, num quarto de hotel, durante um intervalo da turnê de verão, John, que sempre havia sido o mais duro e competitivo dos parceiros, disse para Paul de forma cândida uma coisa sur­preendente: "Provavelmente, gosto mais das suas do que das minhas”. Fonte: “Paul McCartney – A Vida” – Peter Ames Carlin

THE BEATLES EM DOSE DUPLA - HEY JUDE / REVOLUTION

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CYNTHIA LENNON – O DIA QUE A FICHA CAIU

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No dia 19 de maio de 1968, John Lennon convidou Yoko Ono para uma noite em sua casa, aproveitando a ausência de sua esposa Cynthia. Em seu estúdio caseiro, John e Yoko gravam diversos experimentos sonoros que meses depois resultaria no disco “Two Virgins”. Na mesma noite, após fazerem amor pela primeira vez, utilizaram uma câmera com timer para fotografarem a si mesmos nus. Foto que seria usada na capa de “Two Virgins”. No dia 20, pela manhã, Cynthia Lennon chega em sua casa e encontra o marido John Lennon e uma japonesa pequenina com um ar arrogante de roupão tomando café na cozinha. E é exatamente sobre esse fatídico episódio que a gente aproveita novamente para conferir um trecho do livro “John” de 2009, escrito pela própria Cynthia Lennon.

O que eu ainda não havia percebido era que a história de John, sua atitude em relação ao casamento e à família eram muito diferentes do meu caso. Ele praticamente nunca tinha visto seus pais juntos: aos 5 anos de idade havia sido abandonado pelo pai — e, ao menos na prática, pela mãe também. O seu próprio pai sofrera da mesma forma. Considerando com que frequência e como costumamos fantasticamente repetir os padrões dos nossos pais, eu deveria, talvez, estar mais preparada para que John abandonasse o seu próprio casamento e seu filho de 5 anos de idade. Contudo, eu era jovem demais, inexperiente demais e otimista demais para considerar isso seriamente. Na viagem para casa, o nosso avião parou em Roma e almoçarnos. Não seria ótimo terminar o dia com um jantar em Londres, depois de ter tomado o café da manhã na Grécia e almoçado em Roma? Nós rimos. — Vamos buscar John para juntar-se a nós — Alex sugeriu que eu lhe telefonasse para avisar que estávamos voltando. Eu falei com ele rapidamente: — Oi, querido, eu já estou chegando. Mal posso esperar para encontrar você. A resposta de John pareceu normal: — Ótimo, vejo você mais tarde. Donovan e Gypsy foram para casa, mas Jennie e Alex vieram comigo até Kenwood para vermos se John gostaria de jantar fora conosco. Nós chegamos às 4 horas da tarde, e eu percebi imediatamente que algo estava errado: a luz da varanda estava acesa, as cortinas ainda estavam fechadas e tudo estava em silêncio. Dot não veio me receber, Julian não apareceu correndo, gritando de felicidade, para me abraçar. O que estava acontecendo? A porta da frente não estava trancada. Nós três entramos e começamos a procurar por John, Julian e Dot. — Onde vocês estão? — eu gritei, ainda esperando que eles surgissem de trás de alguma porta, rindo da peça que haviam pregado em mim. Quando coloquei a mão na porta do solário, tive um súbito tremor de medo. Hesitei por um segundo, depois abri. Dentro da sala, as cortinas estavam fechadas e o ambiente estava na penumbra, de forma que levou um instante para que a minha visão se acostumasse. Quando isso aconteceu, eu congelei. John e Yoko estavam sentados no chão, com as pernas cruzadas e olhando um para o outro perto de uma mesa coberta de pratos sujos. Eles estavam usando os roupões atoalhados que mantínhamos na cabina perto da piscina, então imaginei que haviam dado um mergulho. John olhou para mim sem nenhuma expressão no rosto e disse: — Ah, oi. Yoko não se virou. Eu disse a única coisa em que pude pensar: — Nós pensamos que seria legal jantar em Londres depois de termos almoçado em Roma e tomado café da manhã na Grécia. Você quer vir conosco? A sensação de estupidez dessa pergunta não me deixou em paz desde então. Ao confrontar meu marido com sua amante — que estava usando o meu roupão —, me comportando como se eu fosse a intrusa, a única coisa que pude fazer foi agir como se nada houvesse acontecido. Na verdade, eu estava em choque, e deixei que uma espécie de piloto automático assumisse o controle. Não fazia ideia de como reagir. Estava claro que eles haviam planejado tudo para que eu os encontrasse daquela forma, e era difícil absorver a crueldade da traição de John. A intimidade que pairava entre os dois era assustadora. Senti que existia uma muralha ao redor deles que eu não podia ultrapassar. Nos meus piores pesadelos com Yoko eu nunca imaginara nada como aquilo. Enquanto eu estava parada na porta, como se houvesse criado raízes por causa do choque e da dor que estava sentindo, John disse, indiferentemente: — Não, obrigado. Eu me virei e simplesmente fugi dali.

THE BEATLES - FLYING - 2017

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Os Beatles tinham gravado duas faixas instrumentais anteriores - "Cry For A Shadow", na Alemanha em 1961, e a inédita "12 Bar Original", em 1965. "Flying" foi a única música instrumental a ser lançada em um disco oficial dos Beatles. Usada como música incidental em Magical Mystery Tour, a canção surgiu de uma jam session de estúdio. Originalmente intitulada "Aerial Tour Instrumental", ela conta com uma base rítmica simples. As cenas do filme em que imagens de nuvens são acompanhadas por "Flying" foram originalmente feitas por Stanley Kubrick para 2001 — Uma odisséia no espaço, mas não chegaram a ser aproveitadas pelo diretor.

A faixa foi gravada entre 8 e 28 de setembro de 1967. Nos primeiros takes, 'Fly' era bem longa, estendia-se por quase 10 minutos. É assinada por Lennon, McCartney, Harrison e Starr. Dura exatos 2 minutos e 3 segundos e foi lançada originalmente no Reino Unido no EP "Magical MysteryTour", em 8 de dezembro de 1967. A produção, claro, é de George Martin com os engenheiros Geoff Emerick e Ken Scott. Participam: John Lennon - Vocais, órgão, Mellotron, efeitos sonoros; Paul McCartney - vocais, guitarra, baixo; George Harrison - voz, guitarra, e Ringo Starr - vocais, bateria, maracas e efeitos sonoros.
Não deixe de conferir: "A IMPRESSIONANTE ARTE DE ALVARO ORTEGA".

quinta-feira, 18 de maio de 2017

OLIVIA TRINIDAD ARIAS - OLIVIA HARRISON - 69 ANOS

2 comentários:
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Não deve ser fácil ser a mulher de um mega popstar. Mesmo que ele seja o George Harrison, considerado o Beatle mais calmo, voltado para a espiritualidade, zen. Assédio e mais assédio dos fãs, da imprensa, de todos que queriam estar próximos do ídolo eram constantes e a privacidade foi algo difícil de manter. Diferente da lei da física que diz que os opostos se atraem, George e Olívia se aproximaram por terem o mesmo temperamento tranquilo.
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Olivia Trinidad Arias nasceu em 18 de maio de 1948, na Cidade do México. Filha de Esiquiel Arias, proprietário de uma pequena lavanderia, e da costureira Mary Louise Arias. Tinha mais quatro irmãos. Cresceu na Califórnia onde estudou e se formou na Hawthorne High School, em 1965. Olivia levava uma vida comum, como todos os jovens da época e nunca foi indiferente à grande onda chamada The Beatles. Também nunca imaginou que um dia ela própria estaria envolvida diretamente com o mundo das celebridades, muito menos que estaria sob o foco das lentes vorazes da mídia.Resultado de imagem para olivia harrison 1970
George Harrison e Olivia formavam um dos casais menos carismáticos do show bizz. Tinham em comum essa coisa de “não aparecer”. Em 1977, Olivia engravidou e em agosto de 1978 nasceu Dhani Harrison, o único filho do casal. No mês seguinte ao nascimento de Dhani, George e Olivia se casaram oficialmente. Olivia sempre esteve voltada a causas humanitárias. Uma de suas ações filantrópicas aconteceu em parceria com as outras esposas dos Beatles. Com Linda McCartney, Yoko Ono e Barbara Bach, além do músico Elton John, fundaram a Romanian Angel Appeal, em prol das crianças da Romênia.
Olivia sempre manteve o equilíbrio espiritual que tanto a aproximou de Harrison. Discreta e reservada foi a parceira inseparável até os últimos momentos do nosso querido Beatle. Em 2002, juntamente com Eric Clapton, produziu a belíssima homenagem Concert for George Harrison, no Royal Albert Hall, que reuniu grandes amigos de George. A renda obtida com o show, como não poderia deixar de ser, foi revertida para a “Material World Charitable Foundatios”, criada por Harrison em 1973 para apoio às artes, música e educação às pessoas com necessidades especiais. Como disse Olivia na época: "O tributo a George vai soar não apenas dentro do Albert Hall, mas também chegará até o espírito do homem tão amado por seus amigos que estarão se apresentando ou assistindo".
 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

PAUL McCARTNEY - JUNIOR'S FARM - SENSACIONAL!

2 comentários:
"Junior's Farm" é uma música de Paul McCartney, creditada à Paul e Linda McCartney e gravada com o Wings. A maior parte da base instrumental desta faixa foi criada no Rude Studio, na Escócia, em junho de 1974. Já a letra, seria composta somente em julho, quando Paul e banda passariam o mês na fazenda do músico Curly Putman Jr. em Nashville. Daí o título da canção. Foi a estreia de Jimmy McCullough como guitarrista do Wings. "Junior's Farm" chegou ao número 4 nos EUA, número 16 nas paradas do Reino Unido, e atingiu um sucesso notável em outros países. A foto para a capa do single apresentava os Wings vestidos em trajes apropriados com a letra da canção (Geoff Britton como um banqueiro de poker e Denny Laine como o "Eskimo"). No entanto, a foto só apareceu na capa do single na Espanha e em anúncios em outros lugares. No Reino Unido e nos EUA, o single foi lançado com uma capa da Apple Records. Em alguns outros países da Europa, uma foto em preto e branco foi usada em vez disso. Este foi o último lançamento de McCartney pela Apple Records antes de assinar um contrato de gravação com a Capitol em maio de 1975. O lado B , " Sally G ", também foi um top 20 hit nas paradas dos EUA, chegando ao número 17. "Junior's Farm" foi mais tarde lançada na compilação Wings Greatest em 1978 e na versão americana de All The Best em 1987. A edição de rádio de 3 minutos da música foi incluída na compilação Wingspan: Hits and History. "Sally G" foi lançada em 1993 como uma faixa de bônus em Wings at the Speed of Sound. Ambas as músicas aparecem agora remasterizadas e apresentadas na versão Hear-Music de Venus And Mars lançado em novembro de 2014. Aqui, a gente confere essa pedrada em dois momentos: com o Wings em 1974 e 39 anos depois, em 2013.

JULIAN LENNON E SUA PAIXÃO PELA FOTOGRAFIA

Um comentário:

O filho mais velho de John Lennon (1940–1980), Julian Lennon (54), claramente tem os traços do pai, até quando não sorri para fotos. “Eu sorrio com os olhos”, brinca o britânico. Em passagem por SP para uma exposição de suas fotos na Leica Gallery, ele se mostra inteiramente mergulhado em seus cliques, apesar de ter uma carreira musical reconhecida, sendo o mais recente álbum, Everything Changes, lançado no já longínquo 2011. “Admito que o meu real amor atualmente é editar minhas fotografias. Acordo de manhã, coloco música de fundo, pego um café e posso ficar ali por semanas. É meu real prazer”, explica Julian, que, por conta das exposições, nem tem moradia fixa, apesar de já ter vivido em Mônaco e ter um apartamento em Londres que mantém alugado.
Julian é filho de John e Cynthia Powell (1939–2015), primeiro casamento do beatle, que por muito tempo ficou incógnito, para não desiludir as fãs, em pleno início da beatlemania, nos anos 1960. Depois, John casou-se com Yoko Ono (84), mãe de seu irmão, Sean Lennon (41). A relação entre pai e filho experimentou fases de afastamento e depois aproximação, notoriamente explorada pela mídia. Foi inclusive um conselho do pai que o levou a uma segunda paixão, a filantropia. “Em uma ocasião, eu devia ter uns 11 anos, ele me disse que, depois que morresse, se houvesse uma maneira de ele se comunicar comigo para dizer que estava tudo bem, seria através de uma pena branca. Estranho alguém dizer isso, não? Cerca de 20 anos atrás, eu estava na Austrália fazendo um show e no lobby do hotel uma chefe indígena da tribo Maori se aproximou, me deu uma pena e disse: ‘Você tem uma voz. Pode nos ajudar?’. Fiquei arrepiado. Então passei 10 anos fazendo um documentário sobre a tribo, chamado Whaledreamers. E o único jeito, na época, de transferir a renda do filme para a tribo foi através de uma fundação”, diz ele sobre a The White Feather Foundation (Fundação Pena Branca). Ela ajuda projetos ligados à purificação da água, conservação da natureza e preservação de tribos indígenas.
Apesar de ter sido um colecionador de romances famosos na juventude, como com as atrizes Brooke Shields (51), Olivia d’Abo (48) e Valeria Golino (51), Julian agora está solteiro. “Eu estive em uma linda relação por 10 anos com uma mulher com quem eu achei que fosse casar. Isso foi há 10 anos. Mas as coisas simplesmente mudam, tudo muda. Então, em minhas viagens a trabalho, se acontecer, as coisas se encaixarem, ficarei feliz de um dia me casar. E eu continuo querendo ter filhos, para deixar claro”, explica. O relacionamento de uma década foi com a ex-modelo e depois empresária de seus negócios, Lucy Bayliss (42).
"Agradeço por ter encontrado a fotografia. Por trinta anos eu tenho sido crucificado pela indústria musical e por críticos por soar como o meu pai, parecer com meu pai ou com os Beatles. Quando eu achei a fotografia, foi um alívio de muitas formas. Não que eu tenha desistido da música. Estou dando só dando uma pequena parada. E felizmente eu achei isso (a fotografia) como uma maneira de seguir em frente, assim como a Fundação (White Feather). Claro que na primeira exposição teve ansiedade, ataques de pânico, estresse, nervosismo, porque por três dias eu estava tremendo, achando que iam me crucificar de novo. 'Aí está outro cantor que acha que é um fotógrafo, e blá blá blá."

Sobre conhecer outras culturas em tempos de xenofobia
"É muito triste ver isso acontecer. Um exemplo: no dia do meu aniversário (durante a viagem que rendeu as fotos da exposição), estava em um lugar chamado Kuching (na Malásia, que mistura população malaia, chinesa e de outras origens). É um lugar incomum e muito bonito, que parece um pouco com o Caribe e Cuba de 30, 50 anos atrás. É um lugar com muitas religiões e culturas de todo mundo. Fiquei maravilhado, pois foi a primeira vez na minha vida que eu andava na rua e literalmente qualquer pessoa que você olhava sorria na sua direção. É um lugar tão diverso, e eles conseguiam viver em harmonia e respeitar um ao outro. Isso só mostrou que é algo absolutamente possível, mas a ganância humana e a necessidade de poder matam isso. Mas só espero que pessoas como eu continuem tentando fazer a diferença, de um jeito ou de outro. Muita gente me diz para ficar fora disso, mas me desculpe, em um nível humano eu não consigo ficar fora. Se eu puder fazer algo para fazer a diferença, eu vou, e danem-se aqueles que dizem o contrário."


O que aprendeu com as fotos de 'Cycle'
"Com esse projeto, vi que, não importa o que aconteça com as pessoas, elas têm muita força dentro delas para continuar, seguirem em frente. É espantoso que, mesmo quando as pessoas ficam sem nada, conseguem sobreviver e serem felizes. Fico encantado com este sentimento de felicidade e amor, que se opõe ao materialismo. Onde quer que eu esteja, seja nos desertos da Etiópia ou em escolas no Quênia, há sempre um sorriso, algo que nos motiva. Isso faz parte da essência do meu trabalho: entregar algo que ajude, e dar às pessoas que não podem presenciar o que acontece nestes lugares uma ideia da vida de outros povos e outras culturas."
Música x fotografia
"Quando eu estava na estrada como músico, eu costuma fazer turnês mundiais, e a única coisa que eu via eram hoteis, ônibus, palcos... Você nunca via nada além disso. É por isso que isso (fotografia e ativismo) se tornou uma paixão tão grande para mim. Ter começado a fundação White Feather e poder viajar, ajudar pessoas e tentar capturar o momento, me deu a paixão e a vontade de fazer mais, colaborar mais e espalhar essa mensagem."
Apego pela 'pena branca' de John Lennon 
"Ainda tenho essa ligação. No livro infantil ("Touch the earth", lançado recentemente por Julian), o personagem principal é um avião cujas asas são penas brancas. Ter ganhado a pena branca de um indígena, de uma tribo que existe há milhares de anos, depois de o meu pai ter dito que, quando ele morresse, uma maneira de mostrar que todos vamos estar ok seria na forma de uma pena branca... Eu não sou religioso, mas sou certamente espiritual. E isso sem dúvidas foi uma das coisas mais claras que eu já vi mostrando essa conexão, que aparece em todo o meu trabalho."
A exposição de Julian fica em São Paulo até 26 de junho e reúne fotos de uma viagem do cantor por 10 dias pelo Mar da China e países como Vietnã, Malásia e Bali, além da série Rock’n’Roll Suite, com cliques do círculo de seus amigos músicos, como o U2. “Estive em São Paulo em 2011 com o U2, na turnê 360º, fotografando. Não conheci muito da cidade na época, quem sabe agora?”, se pergunta.

terça-feira, 16 de maio de 2017

THE BEATLES - LONG TALL SALLY - ESPETACULAR!

Um comentário:

GRAPHIC NOVEL - LENNON: THE NEW YORK YEARS

Um comentário:
O anúncio de que essa Graphic Novel contando a vida do ex-Beatle e ícone da música John Lennon, seria lançada apareceu aqui em 14 de outubro de 2016. Agora, a revista está pronta e será lançada até o fim do mês pela IDW Publishing. Intitulada “Lennon: The New York Years”, a obra conta toda trajetória do músico britânico, desde sua infância até ser assassinado em 1980, através de diálogos com seu terapeuta. A história é uma releitura de uma obra de 2010 do autor David Foenkinos, na qual John Lennon conta sua vida para um terapeuta fictício a partir de seu próprio ponto de vista. A arte em preto e branco da graphic novel está por conta do do artista francês Horne, em adaptação ao texto de Eryc Cobeyran. Como já foi dito, a história imagina o ex-Beatle durante seu tempo vivendo em Nova York, contando sua vida para um terapeuta não conhecido e invisível que vive em seu prédio. Como se faz quando se fala com um terapeuta, o personagem de Lennon traça toda a sua linha do tempo, de sua educação difícil em Liverpool, à ascensão dos Beatles, e através de sua carreira solo. A edição, que tem 156 páginas e custa em torno de 14 dólares, ainda não tem previsão de lançamento por aqui. Abaixo, a gente confere algumas páginas e um trailer bem bacana recém divulgado pelos autores.