domingo, 25 de junho de 2017

HÁ OITO ANOS MORRIA FARRAH FAWCETT - A PANTERA

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Há 8 anos, no dia 25 de junho de 2009, morreu a mais bonita das panteras. Farrah Fawcett morreu de câncer com 62 anos. Não deixe de conferir a postagem FARRAH FAWCETT - O TRÁGICO FIM DA PANTERA – publicada originalmente no dia de sua morte. Ah, nessa mesma data, morreu também Michael Jackson – o rei do pop.

THE BEATLES - ALL WE NEED IS LOVE...

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Em 1967, a equipe do canal londrino BBC convidou os Beatles a participarem do primeiro evento transmitido mundialmente via-satélite, ao vivo simultaneamente para 26 países. Esse trabalho envolveu redes de TV das Américas, Europa, Escandinávia, África, Austrália e Japão. Foi então solicitado que o grupo escrevesse uma música cuja mensagem pudesse ser entendida por todos os povos do planeta. John Lennon e Paul McCartney começaram a trabalhar separadamente em diferentes letras, até que Lennon acabou escrevendo esse clássico que se encaixou perfeitamente ao objetivo proposto, pois a mensagem de amor contida na canção poderia ser facilmente interpretada ao redor do mundo. A transmissão mundial dessa apresentação foi ao ar em 25 de junho de 1967. Rapidamente, ALL YOU NEED IS LOVE foi direto para 1º lugar de todas as paradas do 1º mundo!
E como sempre é de costume, com a mais absoluta exclusividade, somente aqui no Baú dos Beatles e da Cultura pop, em homenagem aos 50 anos de All You Need Is Love,a gente confere um capítulo inteiro do livraço "Minha Vida Gravando Os Beatles", de Geoff Emmerick. O engenheiro de som que viu tudo acontecer na frente dos seus olhos. Absolutamente imperdível!
Apesar de toda a diversão que estávamos tendo no estúdio, não há dúvi­da de que os Beatles estavam de fato bastante dispersos naquele momento. Richard e eu estávamos adorando aquelas sessões, mas George Martin come­çou a reclamar um pouco sobre a falta de produtividade da banda. Pessoal­mente, eu via como um pequeno alívio inofensivo depois de toda a intensi­dade que tinha sido colocada em Sgt. Pepper. A pergunta era: quanto tempo aquilo duraria antes que eles ficassem entediados? Mas naquela altura não havia tempo para o tédio. Dois meses antes, en­quanto ainda estávamos envolvidos com o trabalho de completar Sgt. Pepper, Brian Epstein fez uma de suas raras visitas ao estúdio. Com um movimento grandiloquente de suas mãos, ele pediu silêncio. “Rapazes”, ele anunciou,“eu tenho uma notícia fantástica para dar”. Os ouvidos de todos ficaram em alerta. Brian fez uma pausa dramática para dar ênfase. “Vocês foram seleciona­dos para representar a Inglaterra em um programa de televisão que, pela primeira vez, será transmitido ao vivo em todo o mundo via satélite. A BBC de fato irá filmá-los na gravação de seu próximo álbum.” O show, ele continuou explicando, se chamaria Our world, e era uma celebração de culturas ao redor do mundo. Ele olhou ao redor da sala com expectativa. Eu quase pensei que ele estava se preparando para fazer uma reverência. Para sua total decepção, a resposta do grupo foi... bocejar. Ringo se remexeu nos fundos da sala, ansioso para voltar ao jogo de xadrez com Neil, e George voltou a afinar sua guitarra. John e Paul trocaram olhares inexpressivos por um momento. Paul não parecia muito interessado; eu acho que ele provavelmente estava muito determinado a terminar Sgt. Pepper. Com uma visível falta de entusiasmo, John finalmente disse: “Ok. Vou fazer alguma coisa”. Brian ficou irritado com a reação indiferente do grupo."Vocês não estão animados? Não percebem o que isso significa para nós? Não têm ideia de quanto trabalho e esforço eu fiz para conseguir isso?”.
Lennon interrompeu-o com um comentário ácido: “Bem, Brian, isso é o que você ganha por nos comprometer a fazer algo sem nos consultar antes”. Epstein parecia próximo das lágrimas. Sem palavras, ele saiu batendo os pés do estúdio, em um chilique. Pelas conversas no estúdio que aconteceram depois que ele foi embora, eu deduzi que, ao invés de verem isso como uma grande conquista, os quatro Beatles viram aquilo como uma violação da sua autodeclarada intenção de nunca mais tocar ao vivo. Além do mais, eles se ressentiram com o fato de que o empresário havia apresentado aquilo a eles como um fato consumado. Eles estavam em um ponto em que eles queriam ter o controle das próprias carreiras. Com isso, o assunto foi esquecido... até que, algumas semanas depois, durante uma das sessões de “You know my name”, Paul perguntou casual­mente a John: “Como você está indo com aquela música para o programa de televisão? Já está quase pronta?”. John olhou interrogativamente para Neil, que tomava conta da agenda da banda. “Duas semanas, parece”, Neil respondeu depois de consultar seu livro esfarrapado. “Tão perto assim? Bem, então, acho que é melhor eu es­crever alguma coisa”. Essa “alguma coisa” que John Lennon escreveu — por encomenda e lite­ralmente em questão de dias — foi a canção “All you need is love”, que não só foi direto para o topo das paradas, mas serviu como hino para uma geração, a síntese perfeita da era ingênua e de olhos deslumbrados conhecida como o Verão do Amor. Em nossa perspectiva, aquele parecia mais o verão da loucura. Em um minuto, estávamos trabalhando em um ritmo tranquilo em dois projetos dis­tintos, simultaneamente, nenhum dos quais tinha uma data de término defi­nitiva, e no minuto seguinte, todo o complexo da Abbey Road foi lançado em um pânico total, porque a própria transmissão seria originada no Studio One. O projeto se desenrolou tão rapidamente, na realidade, que George Martin não conseguiu agendar a banda para qualquer um dos estúdios da EMI, então eles tiveram de gravar a base no Olympic; mais uma vez, para minha frustração, eu não pude fazer a engenharia de som da faixa e nem mesmo estar presente, porque eu era um funcionário da EMI. Quando eles voltaram, nós rapidamente organizamos três sessões na Abbey Road, durante as quais nós gravamos os backing. Não é preciso dizer que fazer playback para uma faixa pré-gravada era a maneira de agir mais segura, mas, em um acesso de bravata, Lennon anunciou que ele gravaria sua voz ao vivo, durante a transmissão, o que levou o sempre competitivo Paul a replicar que, se John ia fazer aquilo, ele também tocaria baixo ao vivo. Aquela me parecia ser uma decisão imprudente - embora corajosa. E se um deles cantasse ou tocasse uma nota errada na frente de milhões de telespectadores? Mas eles estavam extremamente confiantes e não puderam ser dissuadidos por George Martin, que era totalmente contra, mas, como estava acontecendo naquela altura, ele não tinha mais autoridade.
Em um ato de desafio ainda maior, John e Paul tentaram convencer George Harrison a fazer seu solo de guitarra ao vivo, o que todos nós sabiámos que era uma proposta traiçoeira; para minha surpresa, Harrison cedeu, sem muita discussão; minha sensação é de que ele estava com medo de ficar constrangido na frente de seus companheiros de banda. Somente Ringo estava completamente seguro, por razoes técnicas: se a bateria tosse tocada ao vivo, haveria muito vazamento nos microfones que captariam o som da orquestra. Ringo balançou a cabeça solenemente, concordando, quando eu expliquei isso para ele. Eu não sei dizer se ele ficou aliviado por ter se livrado da responsabilidade de tocar ao vivo, ou se ele se sentiu deixado de fora. A transmissão estava prevista para ser realizada em menos de uma semana, num domingo à noite. Nos dias que a antecederam, eu comecei a fumar um cigarro atrás do outro e tive insônia e dores de cabeça. Os outros funcionários da Abbey Road me alfinetavam sem parar, dizendo que não trocariam de lugar comigo por todo o chá na China. Eu entendia o que eles queriam dizer. Eu sabia que estava na berlinda: se alguma coisa, qualquer coisa desse errado com a parte do áudio ua transmissão, o dedo seria apontando diretamente para mim. Na noite de sexta-feira, no meio de uma prova de figurino, Brian Epstein chegou e fez uma reunião com George Martin e a banda na sala de controle do estúdio One, para discutirem se seria prudente fazer um lança­mento relâmpago da performance vindoura como um single. John, é claro, esta­va interessado — era a canção dele, afinal de contas — e não foi preciso muito estorço para conseguir que Paul fosse convencido também, uma vez que ele sabia o valor da publicidade maciça que eles receberiam graças à transmissão, garantindo assim uma grande venda de discos. Apenas George Harrison esta­va relutante; presumivelmente, ele estava preocupado de que ele pudesse fa­lhar em seu solo, apesar de ter apenas quatro compassos. Ele foi finalmente persuadido quando George Martin assegurou a ele que poderíamos ficar até mais tarde e depois fazer qualquer conserto que fosse necessário. A decisão, é claro, colocou ainda mais pressão sobre mim. Eu já não tinha de apenas fazer o som para a transmissão ao vivo — o caminhão da BBC, estacionado do lado de tora, receberia no monitor o sinal de áudio da mixagem que eu estaria fazendo enquanto os Beatles e os músicos da orquestra tocariam ao vivo —, mas eu tinha de ter tudo corretamente gravado em fita também.

Somando-se ao caos, havia a insistência de John em fazer uma mudança de última hora para o arranjo, o que deixou George Martin em frenesi - ele estava fazendo a partitura para a orquestra e teve de rapidamente fazer novas partituras para os músicos, que perambulavam impacientemente, esperando por ele. A seu favor, George veio com um arranjo espetacular, especialmente considerando o tempo muito limitado que ele teve para fazê-lo e a métrica estranha que caracterizava a música. "All you need is love" era de fato muito simples quando nos foi mostra­da pela primeira vez, mas ela foi ficando mais complicada conforme ia ga­nhando estrutura. Embora fosse uma composição de Lennon, notei que Paul estava tomando a frente em muitos aspectos, certamente em termos de fazer sugestões e interagir com os músicos clássicos, muitos dos quais (como o trompetista David Mason) tinham trabalhado conosco antes. Como George Martin quis permanecer na sala de controle, Mike Vickers, da banda Manfred Mann, foi recrutado para reger. De tarde, antes da transmissão, a equipe da BBC chegou e começaram os ensaios de câmera. A imprensa também foi autorizada a fazer uma breve sessão de fotos, mas quase não os notei - eu estava muito ocupado, concentrado nos desafios técnicos da transmissão ao vivo; havia muitas coisas que poderiam dar errado. Para desgosto do grupo, os fotógrafos ficavam gritando perguntas que não tinham nada a ver com a transmissão que aconteceria, isso porque Paul tinha dado uma controversa entrevista à BBC alguns dias antes, na qual ele confessara que havia tomado LSD. Os outros Beatles esta­vam com ele, mas eu podia dizer pelas suas expressões naquele dia que eles não estavam satisfeitos com a invasão indesejada naquilo que eles viam como suas vidas pessoais.
Logo recebemos a notícia de que o diretor de televisão queria colocar uma câmera na sala de controle para pegar imagens de nós três. Um George Martin claramente satisfeito se voltou para mim e disse: “E melhor vocês se arrumarem — vocês estão prestes a se tornar estrelas de televisão internacio­nais”, o que fez com que eu ficasse ainda mais nervoso! Em certo momento durante os ensaios de câmera, notei George Harrison conversando com o diretor de televisão por muito tempo. Eu não tinha ideia do que eles estavam falando, mas notei durante a transmissão que a câ­mera não estava voltada para George durante o seu solo de guitarra.Talvez ele tenha pedido isso especificamente, seja porque ele não tinha confiança em sua performance, seja porque ele sentia que era provável que ele substituísse o trecho mais tarde. Houve também certo problema com os microfones de voz que eu estava usando, que eram volumosos e aparentemente ofensivos para o diretor quan­to à estética. Mesmo que Paul e George fossem fazer playback de seus backmg vocais (que tinham sido pré-gravados, junto com a voz guia de John), Paul tinha pedido um microfone que funcionasse, para que ele pudesse gritar alguns improvisos. O problema é que o microfone que eu tinha colocado bloqueava o rosto de Paul no ângulo de câmera que eles queriam usar. No finall, eu concordei com o pedido do diretor de que um microfone menor fosse usado, mesmo que aquele não fosse o microfone que eu normalmente escolheria. Eu sentia que era improvável que qualquer coisa que Paul acabas­se improvisando fosse de grande importância para a gravação, e mesmo se fosse seria algo que poderíamos gravar por cima depois.
Os ensaios do fim de semana duraram horas, mas, de repente, já era do­mingo a tarde. Depois de completar uma breve passagem de som, George Martin convidou Richard e eu para sua casa próxima a Marble Arch, onde ele morava com sua esposa, Judy, para que pudéssemos descansar por uma ou duas horas antes da transmissão da noite. Judy nos fez sanduíches de cordeiro, que sempre foram os favoritos de George. Foi um belo gesto do sobrecarre­gado produtor, que estava, como nós, sob muita pressão. Infelizmente, eu não acho que lenha ajudado muito a nos acalmar. Eu simplesmente estava louco para que aquilo acabasse! Quando voltamos à Abbey Road, por volta das seis horas, os Beatles já se encontravam lá, vestindo suas melhores roupas da Carnaby Street, e os músi­cos em smokings, enquanto as celebridades convidadas — inclusive Brian Epsteín e várias estrelas do rock, esposas e namoradas — estavam começando a chegar. Havia uma verdadeira atmosfera de festa, semelhante àquela que nós havíamos presenciado durante os prévios happenings dos Beatles, mas Richard e eu ficamos impressionados pela forma como John estava visivelmente ner­voso, o que era bastante incomum para ele: nunca o tínhamos visto tão preo­cupado. Ele fumava como uma chaminé e bebia diretamente de uma garrafa, apesar das advertências de George Martin de que aquilo era ruim para a sua voz - um conselho que Lennon ignorou solenemente. Uma vez, quando eu passava, eu ouví John murmurando para si: “Oh, Deus, espero cantar certo a letra”. Naquela noite, ele foi forçado a confiar em sua memória, porque a folha com a letra que ele sempre usava teve de ser deixada de lado, devido ao angulo da câmera; se ele virasse a cabeça para consultá-la, cantaria fora do microfone. Paul dava a impressão de estar confiante, mas ele tinha um sorriso estranho e congelado plantado em seu rosto, que traía seus nervos em frangalhos. George e Ringo pareciam ser os mais calmos dos quatro, embora eu pudesse perceber alguma tensão na linguagem corporal deles também. À medida que a hora da transmissão se aproximava cada vez mais, era quase possível sentir a adrenalina enquanto o nervosismo crescia em todos nós.

Paul entrou na sala de controle em certo momento e passou algum tem­po trabalhando no som do baixo comigo. Isso me pareceu uma coisa inteli­gente a se fazer. Não somente ele estava se certificando de que seu instru­mento ficaria da forma como ele queria, mas sair do estúdio e ficar longe dos outros e da linha de fogo teve um efeito calmante sobre nós dois. Isso deu a ambos um pequeno santuário onde podíamos nos concentrar em apenas uma coisa específica, e não pensar sobre o monumental feito técnico que logo estaríamos tentando realizar. Graças à Lei de Murphy o caminhão da BBC perdeu a comunicação minutos antes de entrarmos no ar, então George Martin teve de retransmitir a instrução do diretor de “ficar a postos” para todos que estavam no estúdio, o que colocou uma pressão extra sobre ele. Um pouco antes do momento previsto para a transmissão começar, George e eu decidimos beber um gole de uísque para dar sorte. Richard quis se juntar a nós, mas George disse: “Não, é melhor você não”. Ele sabia que o trabalho de Richard era absolutamente crítico, porque ele tinha a tarefa de reproduzir a fita com a base a partir de uma máquina multitrack enquanto gravava simultaneamente a performance ao vivo em outra máquina. Se ele se enganasse e colocasse a máquina errada para gravar, teríamos um desastre em nossas mãos! Assim que os copos alcançaram nossos lábios, Murphy atacou mais uma vez.“Indo ao ar ... AGORA!”, nós ouvimos pelo interfone, inesperadamen­te. De acordo com o nosso relógio, eles estavam quarenta segundos adianta­dos. Mas não havia tempo para discutir ou debater o assunto. Instintivamente George e eu tentamos loucamente esconder a garrafa e os copos debaixo da mesa de mixagem antes que a câmera da sala de controle nos pegasse beben­do. Felizmente, conseguimos completar a operação segundos antes de a luz vermelha se acender. Considerando o pânico de última hora, eu acho que George fez um bom trabalho ao recuperar sua compostura, parecendo ele­gante em seu terno branco à la Casablanca. Após um momento de pausa, enquanto ele recebia instruções do caminhão da BBC, ele colocou o microfone de comunicação em frente à sua boca e disse: “Pronto, Geoff?"
Eu estava... mas, ao mesmo tempo em que a pergunta foi feita para mim, eu também ouvi o som desconcertante de uma fita sendo enrolada de novo; obviamente, Richard não estava tão pronto como o resto de nós. Tentei ganhar tempo. “Hummm... pronto, Richard?”, eu murmurei tão lentamente quanto pude, enquanto meu assistente aterrorizado olhava im­potente para o gravador, ainda rebobinando. O problema era que, enquan­to o caminhão de televisão da BBC estava passando o vídeo de introdução do programa, nós devíamos estar reproduzindo uma pré-mixagem iniciai da canção, completa com a guia de voz de John, como pano de fundo para o que estava acontecendo na tela. Então, enquanto Steve Race, o locutor, começou a apresentar o nosso segmento, Richard teve de rebobinar e ra­pidamente mudar as bobinas; aquele era o trabalho que não estava total­mente completo quando George se voltou para nós. Foi apenas uma ques­tão de segundos antes de Richard conseguir resolver aquilo e tudo ficar pronto para ir ao ar, mas naquela sala de controle apertada e quente aquilo pareceu durar uma eternidade. Finalmente chegamos ao momento da verdade. George Martin falou aos quatro Beatles, suas esposas, amigos e orquestra: “Ok, todos a postos... lá vamos nós!”, e a transmissão começou. Do início ao fim, tudo durou apenas quatro minutos, mas pareceram horas. Foi angustiante, com certeza, mas por algum milagre não houve problemas técnicos de nossa parte. Durante poucos segundos a transmissão ao vivo da BBC de fato perdeu o sinal de vídeo, mas, felizmente, esse foi recu­perado rapidamente, e, de qualquer maneira, não foi culpa nossa, Os próprios Beatles fizeram uma performance inspiradora, mas dava para ver a expressão de alívio em seus rostos à medida que a música foi acabando e eles perceberam que realmente haviam conseguido fazer aquilo. John passou por tudo como um artista experiente, fazendo um vocal surpreendente, apesar de seu nervo­sismo e do chiclete em sua boca, que ele havia esquecido de jogar fora antes de irmos ao ar, O desempenho de Paul, como sempre, foi sólido, sem gafes, e ate mesmo o solo de George Harrison foi razoavelmente bom, embora ele tenha dado uma nota errada no final. Sem surpresa, apesar da partitura com­plicada e das complexas mudanças de tempo, os músicos da orquestra passaram por tudo aquilo como os profissionais que eles eram, sem nenhuma falha de qualquer tipo, mesmo nos riffs de metais mais exigentes.
Nosso plano ambicioso, ou ate mesmo um pouco louco - era tentar conseguir que a mixagem final de“All you need is love” fosse enviada para a fábrica naquela mesma noite para que o disco pudesse estar nas lojas antes do fim de semana, mas nós sabíamos que demoraria um pouco para que todos os músicos, convidados e técnicos arrumassem as coisas e fossem em­bora, de modo que o resto da sessão foi agendado para o StudioTwo. Enquanto a mudança estava sendo feita, Richard e eu tivemos permissão de George Martin para ir até lá fora para um rápido drinque de comemoração no Abbey Tavern, ali perto. Eu estava encharcado de suor, tanto pela tensão nervosa quanto pelo calor da noite, e, enquanto caminhávamos os poucos quarteirões ate o pub eu ficava repetindo para mim: “Meu Deus, como estou feliz que isso acabou! Quero uma bebida!”. Richard e eu estávamos tremendo, rindo e emocionados, enquanto brindávamos um ao outro no pub barulhento, mas tínhamos prometido a George que não demoraríamos, e que nós nos limita­ríamos a uma única dose de bebida... com meio litro de chaser. Ainda assim, aproveitamos esse momento extra e, quando voltamos, qua­se às 23h, a sessão de mixagem estava prestes a começar. George tinha cha­mado Martin Benge, o engenheiro de manutenção de plantão, para deixar prontos os gravadores. Desde a primeira reprodução, os quatro Beatles fica­ram impressionados com o que estavam ouvindo. Harrison se encolheu um pouco durante seu solo tle guitarra, mas Richard tomou a iniciativa e lhe deu segurança,dizendo:44Vai ficar bom, nós colocaremos um pouco de wobble nele e ficará ótimo”. No final, tudo o que tínhamos a fazer era adicionar o efeito e abaixar a última nota ruim. O baixo de Paul estava ótimo - não havia necessidade de corrigir nada e o vocal de John precisava que apenas duas frases tossem regravadas no segundo verso, onde, como se esperava, ele havia errado a letra. A única coisa que faltava era refazer o repinicar da caixa que Ringo havia tocado na introdução da canção. Havia sido uma decisão de ultima hora que ele fizesse daquela forma, ao vivo, durante.a transmissão, e George Martin sentiu que poderia ser melhorado um pouco! Hoje em dia, quando as gravações de shows ao vivo são frequentemente alteradas no estúdio posteriormente, a um ponto em que dificilmente algo da verdadeira apresentação permanece, pode parecer inacreditável, mas é verdade: as únicas coisas que foram substituídas em “All you need is love” para o lançamento do disco foram o repinique da caixa no início e duas frases do vocal principal.
Os overdubs não demoraram tanto tempo para serem feitos, mas todos nós estávamos exaustos com os acontecimentos do dia, então George Martin tomou a decisão de adiar a mixagem por 24 horas para que pudéssemos vol­tar novos em folha. Rejuvenescidos e revigorados por uma boa noite de sono, conseguimos completar a mixagem rapidamente, e a fita foi então transferida para o vinil por Ken Scott, que estava sendo treinado como engenheiro de masterização. O single ainda conseguiu sair até o final da semana, só que che­gou às prateleiras em uma sexta-feira, em vez de quinta-feira, o que pareceu não prejudicar as vendas. “All you need is love” foi direto para o número um e permaneceu no topo das paradas por várias semanas. Depois de toda a pressão — e do triunfo definitivo - da transmissão, os Beatles decidiram reservar a maior parte de julho e agosto para tirar ferias, fazendo apenas um punhado de gravações em estúdios externos. Certa vez, Paul me ligou e me pediu para acompanhá-lo em uma sessão que ele estava produzindo para o seu irmão, Mike, no pequeno estúdio no porão de Dick James, no West End de Londres. Paul apareceu vestido com o uniforme que ele usou na capa do álbum Sgt. Pepper, com seu trompete pendurado no ombro. Se ele estava querendo atenção, no entanto, ele não a conseguiu: era um domingo e a rua estava completamente deserta. Na verdade, nós tivemos alguma dificuldade para conseguir entrar. Isso marcou a primeira vez que Paul e eu trabalhamos fora da Abbey Road.., e era algo que eu não poderia fazer. Mas tudo foi muito informal — a garrafa de uísque apareceu em certo ponto e nós nos divertimos; eu até mesmo toquei piano em uma das faixas. Mais tarde, naquela noite, Paul nos deu carona para casa em seu Aston Mar­tin. Foi uma emoção muito grande percorrer as ruas desertas de Londres com tanto luxo.

OS BEATLES NA ITÁLIA - MAMMA MIA!

Um comentário:
A turnê dos Beatles pela Europa em 1965 começou em 20 de junho por Paris e já dava sinais de que algo estava começando a não dar mais tão certo como antes no reino da Beatlelândia. Desembarcaram no aeroporto de Orly, e foram diretamente para o George V Hotel. A recepção dos fãs foi muito tranquila se comparada aos pa-drões dos Beatles, pois apenas 50 pessoas os aguardavam na frente do hotel. Apenas doze mil assistiram às duas apresentações no Palais des Sports, que também contou com a presença dos Yardbirds. O segundo show foi transmitido na rádio e na TV francesas. O repertório dos Beatles durante a tumê na Europa incluía: “Twist And Shout”, “She’s A Woman”, “I’m A Loser”, “Can’t Buy Me Love”, “Ba-by’s In Black”, “I Wanna Be Your Man”, “A Hard Day’s Night”, “Everybody’s Trying To Be My Baby”, “Rock And Roll Music”, “I Feel Fine”, “Ticket To Ride” e “Long Tall Sally”. Em 22 de junho, os Beatles e sua entourage pegam um voo para Lyons, onde a banda faz dois shows no Palais d’Hiver. No outro dia, partem de trem para Milão.No dia 24, os Beatles fazem seu primeiro show na Itália no Velodromo Vigorelli, em Milão, um anfiteatro a céu aberto com capacidade para 22 mil pessoas. Brian Epstein ficou decepcionado ao ver tantos lugares vazios, principalmente no show da tarde, que foi assistido por apenas 7 mil pessoas.

A imprensa culpou os altos preços dos ingressos e a forte onda de calor que assolava a cidade pelo baixo número de espectadores. No dia 25, uma equipe de corridas da Alfa Romeo leva o grupo para Gênova em quatro carros. A banda se apresenta no Pallazo dello Sport, um an-fiteatro com capacidade para 25 mil pessoas. Novamente havia vários lugares vazios na plateia, sendo que o show da tarde atraiu um público de apenas 5 mil fãs. Então vão para Roma. Os Beatles fazem duas apresentações no Teatro Adriano. Em uma delas, enquanto tocavam “I Wanna Be Your Man”, com Ringo no vocal, Paul, sem motivo aparente, teve um acesso de riso e precisou sair do palco. George não gostou nada da brincadeira e sua irritação ficou patente. Quando Paul voltou ao palco, o microfone caiu no chão e ele co¬meçou a rir novamente. John entrou na onda, o que deixou George ainda mais furioso. No final dos shows, Paul agradeceu à plateia em italiano. Fonte: "O Diário dos Beatles" de Barry Miles.

sábado, 24 de junho de 2017

THE BEATLES - LADY MADONNA

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"Lady Madonna" é uma canção dos Beatles escrita por Paul McCartney e creditada a dupla Lennon - McCartney. Ficou pronta em março de 1968 como single, tendo "The Inner Light" como Lado B. Foi gravada em Abbey Road em sessões nos dias 3 e 6 de fevereiro de 1968, antes dos Beatles partirem para a Índia. Foi a última produzida com o selo Parlophone no Reino Unido, onde chegou ao primeiro lugar. Pela Capitol Records nos EUA, ela chegou ao quarto lugar. Todas as gravações posteriores, começando com Hey Jude em agosto de 1968, já foram produzidas com o selo Apple Records e distribuídos pela EMI.
"Lady Madonna" foi o primeiro single a mostrar que o caminho para os Beatles a partir dali era o retorno ao som básico dos primeiros tempos do grupo. Depois de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, presumia-se que o avanço musical significaria mais complexidade, mas, mais uma vez, os Beatles contrariaram as expectativas. O riff principal foi tirado do piano de Johnny Parker na faixa instrumental "Bad Penny Blues", do trompetista de jazz Humphrey Lyttelton e banda, produzida por George Martin, que, em 1956, foi sucesso na Inglaterra. "Perguntamos a George como eles fizeram o som de 'Bad Penny Blues' e George nos contou que eles usaram escovinhas. Eu fiz o mesmo, e a faixa era só com escovinhas e piano; depois decidimos que precisávamos de um ritmo meio de jazz, então colocamos um", diz Ringo. Lyttelton não se importou nem um pouco, uma vez que Parker tinha tirado o riff de Dan Burley, que afirmou: "Não dá para cobrar direitos por uma harmonia, e isso foi tudo o que eles pegaram emprestado. Eu fiquei muito lisonjeado.
Apesar de nenhum dos Beatles gostar de jazz tradicional, todos conheciam e gostavam de 'Bad Penny Blues' porque tinha um quê de blues e de skiffle, em vez de ser um jazz tradicional". (Dan Burley and His Skiffle Boys, formado em 1946, era a origem da descrição de skiffle music, aplicada pela primeira vez ao estilo folk-blues-country de Lonnie Donegan na Inglaterra no começo dos anos 1950).

Paul queria que a música fosse uma celebração à maternidade e começava com uma imagem da Virgem Maria, mas depois passou a levar todas as mães em consideração. "Como elas fazem?", ele perguntou em uma entrevista à Musician em 1986. "Um bebé no peito — como elas arrumam tempo de alimentá-lo? Onde arrumam dinheiro? Como vocês fazem isso que as mulheres fazem?

O cantor Richie Havens se lembra de estar com Paul em um clube em Greenwich Village quando uma garota se aproximou e perguntou se "Lady Madonna" tinha sido escrita sobre os EUA. Paul respondeu: "Não. Eu estava lendo uma revista africana e vi uma africana com um bebé. Embaixo da foto estava escrito 'Mountain Madonna'. Mas eu disse: não, Lady Madonna, e escrevi a música".
"Lady Madonna" foi o último compacto dos Beatles lançado pelo selo Parlophone, em 1968, ano em que o sonho da criação da Apple se tornou realidade. Composta e cantada por Paul, a música o traz ao piano no verdadeiro estilo rock'n'roll, revelando influências de Little Richard e Jerry Lee Lewis. "Lady Madonna" pode ser considerada uma versão em rock de "Eleanor Rigby", dada a solidão como tema central. A faixa foi gravada em cinco tomadas no dia 3 de fevereiro de 1968 e finalizada com os saxofones de Ronnie Scott, Harry Klein, Bill Povey e Bill Jackman três dias depois. Segundo alguns relatos, o trecho com os saxofones no meio da gravação era de 15 a 20 segundos mais longo e foi editado. Os vocais de fundo, com sonoridade interessante, teriam sido cantados pelos quatro Beatles com as mãos em concha em volta da boca. Lançada como single em março de 1968, "Lady Madonna" chegou ao número 1 na Inglaterra, mas ficou no 4º lugar nos EUA.
"Lady Madonna" aparece nos álbuns Hey Jude (1970); 1967–1970 (1973); 20 Greatest Hits (1982); Past Masters, Volume Two (1988); Anthology 2 (1996); 1(2000) e Love (2006). E já foi gravada por gente como: Fats Domino, Gary Puckett and the Union Gap, Phoenix, Paul Mauriat, Cal Tjader, Richie Havens, Elvis Presley, Caetano Veloso, Buck Owens, Øystein Sunde, Aretha Franklin, Rajaton e Assembly of Dust, entre outros.

JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO - 2017

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No dia 23 de março de 1964, o primeiro livro de John Lennon “In His Own Write” foi publicado. Em junho de 1965, foi a vez do segundo: "A Spaniard In the Works". E em fevereiro de 1985 foi relançado o livro "Um Atrapalho no Trabalho" - uma compilação dos dois livros de Lennon, traduzidos e adaptados brilhantemente pelo poeta Paulo Leminski - Hoje em dia, raríssimo. Ítem de colecionador. Essa matéria que a gente confere agora foi publicada no Jornal do Brasil em 22 de fevereiro de 1985. O texto fala algumas abobrinhas... mas a gente perdoa pela nostalgia. Direto... do fundo do Baú!

Logo no inicio dos Beatles, quando John Lennon virou para uma plateia chique e pediu que não aplaudisse – “basta balançar as jóias” – desconfiou-se que ele era um intelectual. Não exibia muito isso. Deixava os óculos em casa – as meninas de Liverpool também não olhavam para gente assim – e apertava os olhos para alcançar os rostos da primeira fila. Nas músicas também não complicava. Falava de garotas e garotos de mãos dadas. No problems. Mas isso foi no inicio.
O livro Um atrapalho no trabalho, que está sendo lançado esta semana pela Brasiliense, reúne as duas obras de Lennon no setor : In His Own Write e A Spaniard In the Works. O primeiro é de 1964,o segundo,de 1965. Dois anos fundamentais na vida do moço,No primeiro ele começou a fumar maconha,no outro,entregou-se ao LSD. A mente de Lennon ampliou-se tanto que as palavras comuns já não lhe serviam.Começou a embaralhá-las em trocadilhos,a fazer imagens inalcançáveis aos caretas.O resultado está nesse Atrapalho no Trabalho: Letrinhas ao léu numa viagem de ácido.
Lennon junta palavras, sons, associa imagens, e o resultado pode ser algo como “Paspelham passaligeiros e passeuntes ambos e ambos". Ou : “Eram uma vilinha e borboatos indescensos se esparramilhavam entre os desabitantos que moravam lá". No Brasil, Lennon contou com a parceria do tradutor, poeta e folósofo Paulo Leminski. Ele entrou no barato nonsense do autor e entremeou o texto com aparições de Joãozinho Trinta, Vanderléa e outros. Fez bem, o mestre aprovaria. Com toda aquela fumaça nos miolos, o mundo reverente aos seus pés e cansado de escrever "Love me Do" com McCartney, Lennon ensinou a soltar o verbo – tivesse ele o sentido que tivesse. São histórias amargas, de humor negro e morbidez. Lennon começava a acertar publicamente as contas com seu passado de menino abandonado pela mãe e pelo pai, obrigado a viver com Tia Mimi. Depois viria o grito primal, canções depressivas como "Yer blues" ,os escândalos de Yoko Ono e aquela maneira de encarapitar os óculos no nariz e contemplar a humanidade com o escárnio de uma coruja. A festa do Randolfo no livro, mostra bem esse clima estranho.Todos os amigos aparecem para comemorar o aniversário do Randolfo, mas nada de presentes. Preferem assassinalos aos gritos de “pelo menos ele não morreu sozinho”!
Um Atrapalho no Trabalho é ilustrado por desenhos do próprio Lennon, que antes de chegar aos Fabs Four esteve em uma escola de artes em Liverpool. Tinha jeito para a coisa. São cartuns de traço original, despojado, reveleando uma galeria de aleijões, tipos com muitos ou nenhum braço, cegos, solitários, sempre um jeito maligno no canto da boca. Coisa de talento, mas de astral lá embaixo. Mais tarde, já no corpo a corpo com Yoko nas manifestações pela paz, Lennon faria desenhos de seus embates sexuais com a japonesa. Tudo Explicitíssimo. Depois parou. Dizem que Yoko invejava os pendores do marido também para as artes plásticas, coisa que ela, apesar do esforço, não tinha. Nem a Rolling Stone confirma a história. Mas o certo é que Lennon desistiu dos lápis. E ocupava as mãos fazendo pão no Dakota. No lançamento dos livros na Inglaterra, os críticos compararam o Beatle intelectual aos experimentos literários de James Joyce, Lewis Carrol, gente desse nível. “Tem solecismos e imaginética só encontráveis em Edward Lear, com possibilidades líricas jamais exploradas”, disse alguém. São pequenas histórias, contos, poesias, bilhetes, como se quiser chamar, tudo vazado na mais tumultuada das linguagens. Se Guimarães Rosa apertasse um teria ficado assim.
Vinte anos depois, os trocadilhos de Um Atrapalho no Trabalho aparecem com a mesma curiosidade excêntrica que tinha o Rolls Royce psicodélico que Lennon pintou e encheu de vidros escuros para passear ingógnito pelas ruas de Londres. Uma curtição da loucura pop dos anos 60. Foram os únicos livros de Lennon e ninguém exatamente sabe por quê. Diga-se também que jamais lhe foi perguntado o motivo, pois poderia ser compreendido como uma cobrança de novas obras. Não seria o caso. O livrinho soa como certas canções que Lennon escreveu quando os Beatles ficaram cultos, idolatrados como novos Beethovens e tudo lhes era permitido. Um pouco antes de morrer, em 1980, Lennon criticou-as: - “I’m The Walrus”, por exemplo – disse – tinha um jeito pretencioso de que queria dizer muita coisa. Mas nada. Era só enrolação!Quem estiver interessado em acompanhar os alienantes passeios pelos buracos de queijo que, em 1965 e 1966, a droga desenhava na cabeça de Lennon, deve ouvir o LP Beatle daquele ano, Rubber Soul. A faixa “Nowhere Man” é sobre um personagem idiota que poderia estar numa desatas histórias de Um Atrapalho no Trabalho. Só que ele é filtrado pela música genial de Lennon. Ainda bem que ele insistiu na guitarra e guardou a máquina de escrever.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - PARIS - 1965

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Clique na imagem abaixo e confira também a sensacional aventura dos Beatles na França 1 ano antes, em 1964.

PAUL McCARTNEY - THIS ONE - SENSACIONAL!

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"This One" é um single do álbum Flowers in the Dirt  de Paul McCartney lançado em 1989. O single chegou ao número 18 no chart do Reino Unido e também alcançou o número 8 na Áustria, número 31 na Holanda e número 40  na Alemanha. Assim como muitas outras músicas de Flowers in the Dirt, apesar do sucesso modesto nos gráficos, "This One" até hoje não foi incluída em nenhum álbum de coletâneas de McCartney. Segundo Paul, a canção foi criada como uma exaltação ao presente, ao contrário da filosofia comum que costuma prezar mais os acontecimentos do passado. This One em inglês, soa como “This Swan” (O Cisne), o que fez McCartney lembrar de uma imagem Hare Krishna, vista em sua viagem à índia, em I968, e do deus azul dos indianos, “O Arco-Íris " (todos estes detalhes são descritos na letra da canção). Uma versão alternativa acústica, com Paul tocando piano, foi gravada em 1987 durante sessões produzidas por Phil Ramone. Apesar dos bons elogios ao Flowers, a verdade é que a crítica nunca foi generosa com Paul em todos esses anos. A Allmusic disse que a música era "adorável". A Rolling Stone disse que: “This One estende sua presunção lírica e linda por muito tempo e acabou enchendo a paciência do ouvinte”. Outros críticos foram além: “É o lado pseudo-místico de McCartney em sua forma mais comercial”. E vocês, o que acham? Eu gosto. E é muito!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - BLUE JAY WAY

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"Blue Jay Way" foi escrita por George em agosto de 1967 durante a viagem à Califórnia que fez com Pattie, Neil Aspinall e Alex Mardas (Magic Alex). Ao chegar a Los Angeles no dia 1º de agosto, eles foram levados para um pequeno chalé com piscina alugado em Blue Jay Way, uma rua no alto de Hollywood Hills, acima da Sunset Boulevard. Ele pertencia a Robert Fitzpatrick, advogado do mercado musical que estava de férias no Havaí.
Derek Taylor, antigo assessor de imprensa dos Beatles que estava trabalhando em Los Angeles como publicitário, ia visitá-los em sua primeira noite na cidade, mas se perdeu nos estreitos cannyons e se atrasou. Havia um pequeno órgão Hammond no canto da sala, e George passou o tempo compondo uma música sobre estar preso em uma casa em Blue Jay Way enquanto seus amigos estão perdidos na neblina.
Blue Jay Way era famosa pela dificuldade da localização - era possível estar próximo geograficamente e, ainda assim, separado por um desfiladeiro. "Quando chegamos lá, a música estava praticamente pronta", diz DerekTaylor "Claro, na época eu me senti muito mal. Lá estavam essas duas pessoas terrivelmente cansadas da viagem, e nós estávamos duas horas atrasados."

Taylor se divertiu com as interpretações dadas à música. Um critico achou que o verso em que George pede que seu convidado nào demore (be long) era um conselho para os jovens não pertecerem (belong), junto à sociedade. Outro aclamado musicólogo acreditava que, quando George disse que seus amigos tinham se perdido (lost their way), queria dizer que uma geração inteira tinha perdido a direção. “É só uma música”, disse Taylor. "Blue Jay Way" começa com o órgão em fade in. Esta é a única faixa do Magical Mystery Tour em que foi empregado o phasing, efeito eletrônico produzido que toca o som gravado em dois gravadores ligeiramente fora de sincronia, o que causa uma sonoridade espiralada e alguns zunidos. A parte principal da gravação - o vocal de George Harrison gravado em duas pistas, o órgão Hammond tocado também por ele e a bateria de Ringo - é tratada com essa técnica; uma conquista e tanto, já que o phasing tende a ser difícil de controlar antes de algum tempo. O acompanhamento musical inclui também um violoncelo, sons eletrônicos e vocais de fundo tocados para a frente e para trás.

"HEY, RINGO" - MÚSICA INÉDITA DE HARRISON?

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Olivia Harrison disse que encontrou um rascunho de uma música inédita de George Harrison. Intocável por décadas, a música estava em um assento de piano em sua casa, em Oxfordshire, Inglaterra. Intitulada Hey, Ringo, a música foi composta para Ringo Starr. Na letra, o autor descreve que sua guitarra é incompleta sem a batida de seu amigo. "Hey, Ringo, agora eu quero que você saiba que sem você minha guitarra toca muito lentamente", diz um dos trechos. A viúva de Harrison suspeita que a composição seja de 1970, período em que os Beatles estavam se separando. Disse também que era comum Harrison esquecer anotações por todos os lugares, e que não ficou surpresa em achar o papel no assento do piano. Olivia também acredita na possibilidade de o marido ter gravado a música em uma fita cassete caseira na época. A composição está prevista para ser reproduzida na edição estendida da biografia ilustrada de George Harrison, I me mine, que apresenta fotografias de família, manuscritos e entrevistas não-publicadas. Após ter encontrado a relíquia, a viúva apresentou a composição para Ringo Starr na comemoração em homenagem aos 74 anos de Harrison, em fevereiro deste ano, em Los Angeles. Fica a expectativa que Ringo grave a tal música. Vamos ver...

terça-feira, 20 de junho de 2017

FOTO DO DIA - GEORGE E RINGO - 1964

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THE BEATLES - REVOLUTION

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REVOLUTION # 9 - THE BEATLES?

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"Revolution 9" não era uma canção de Lennon & McCartney nem uma gravação dos Beatles. Era um amálgama imenso de sons gravados que John Lennon e Yoko Ono mixaram juntos. A música foi lançada no álbum The Beatles, o "Álbum Branco" de 1968, e faz parte da trilogia que consiste no single lado-B de Hey Jude, Revolution, a versão blues “Revolution 1” e essa colagem de sons intitulada “Revolution 9. John Lennon inicialmente nomeou-a "Number 9 Dream". Esse nome seria título de sua canção “#9 Dream” de seu disco solo, Walls And Bridges de 1975.
A ideia apareceu a partir de uma versão estendida de “Revolution 1” em que foram adicionados fitas em loop, música reversa e efeitos sonoros numa influência da musique concrète de Karlheinz Stockhausen, Edgard Varèse, Luigi Nono, e John Cage que trás ainda técnicas de pane no estéreo e fading. Com um pouco mais de oito minutos é a canção mais longa do disco assim como de toda a carreira dos Beatles. A canção foi creditada a Lennon/McCartney, porém é um trabalho basicamente Lennon/Yoko Ono que implementava a influência avant-garde nas composições de Lennon. Acreditando que a música era muito anti-comercial, mesmo para uma canção Beatle, os outros integrantes, principalmente Paul McCartney, realmente tentaram (sem sucesso) convencer Lennon a não colocar essa música no disco. Já George Martin sempre admirou a música, chamando-a de "música do futuro". Após uma pequena introdução de piano, uma voz em loop começa a repetir a palavra “número nove” possivelmente de um examinador de fitas da EMI. A frase entra em fade-in e fade-out durante a música inteira. Após isso vem o caos: microfonia, gritos, ensaios, fitas em loop, sirenes e etc. Há ainda alguns pedaços de outros sons durante a música: “Carnaval” de Schumann Sibelius e Beethoven, orquestra ao contrário tirado das sessões de A Day in the Life, que pode ser considerada um precursor do “sample” usado mais tarde principalmente pelo rap, diálogos sem sentido entre Lennon e Harrison dizendo, “Não há regras para os loucos das empresas,” Yoko Ono dizendo “você ficou nu,” vozes de um time de futebol americano gritando “bloqueiem a defesa!,” e aos 6:56 é possível ouvir o piano que poderia ser a introdução de While My Guitar Gently Weeps tocada bem rápida, George Martin dizendo “Geoff, acenda a luz vermelha”, com um eco pesado, um Mellotron tocado por Lennon ao contrário e outras frases como, “Pegue isto irmão, deve te servir bem.” Em 30 de maio de 1968, os “Beatles” começaram as gravações do disco com “Revolution 1” e o take 18 acabou sendo a base crua de “Revolution 9.” Os trabalhos na canção começaram em 6 de junho, quando Lennon preparou 12 efeitos. Alguns deles ele mesmo fez e outros eram dos arquivos do Abbey Road Studios. Em 10 de junho, enquanto Paul gravava “Blackbird” John ia tentando mais efeitos e técnicas. Mas o dia mais significante da gravação foi no dia 20 de junho, quando Lennon usou os 3 estúdios e gravou fitas de um para o outro tudo ao vivo. Segundo Lennon em entrevista para a Playboy em 1980: “Todos aqueles tipos de barulho e sons estavam encaixados. Havia mais ou menos umas 10 máquinas com pessoas segurando os loops com lápis – alguns esticavam e outros afrouxavam os loops – Eu fiz os efeitos todos ao vivo de um estúdio para o outro. Até achar um que eu tivesse gostado. Yoko estava lá me ajudando em tudo e fazendo decisões sobre quais loops usar. Era algo sob sua influência, eu acho. Uma vez que eu ouvi suas coisas, como palavras sem sentido, sons de batimentos cardíacos e respiração eu fiquei intrigado... Então queria fazer algo assim. Gastei mais tempo nessa música do que em qualquer outra música que escrevi. Era uma montagem”.“Revolution 9” teve que ser editada de 9’05 para 8’12, para ser incluída no último lado do segundo disco. Participaram da gravação: John Lennon: Fitas em loops, diálogos, efeitos, edição, samplers; George Harrison: diálogos, sampler; Ringo Starr: efeitos e diálogos e Yoko Ono: fitas em loops, diálogos, efeitos, edição e samplers. Algumas partes faladas de George Martin assim como alguma coisa de piano foram retiradas de “Honey Pie” e “Martha My Dear,” ambas de Paul McCartney. “Revolution 9” tem forte participação na Lenda da morte de Paul McCartney. É possível ouvir “Turn me on, dead man” ou “Me excite, homem morto” e, além disso, há outros detalhes relacionados também: o som de uma batida de carro seguido de uma explosão, já que segundo a lenda, McCartney teria morrido num acidente de carro. Pura bobagem. Na verdade, o acidente foi com o jovem Tara Brownie.De acordo com o advogado Vincent Bugliosi, o assassino Charles Manson acreditava que Revolution # 9, a gravação que aparecia no disco era uma referência à passagem da Bíblia “Revelação n°9” que fala do apocalipse e das profecias do quanto o fim está próximo. Ele acreditava que os Beatles falavam com ele através das suas canções e que esta,que a canção falava de uma revolução interracial e da batalha final: o Armagedon. Paul McCartney estava em Nova York quando “Revolution 9” foi feita e ficou muito decepcionado pela inclusão da música no álbum duplo. Ele já fazia esse tipo de “colagens” muito antes. Compôs algo semelhante há 18 meses nas sessões de 5 de janeiro de 1967, durante as gravações de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band chamada Carnival of Light, com mais ou menos 14 minutos. A canção nunca foi lançada nem mesmo em bootlegs . Poucas pessoas ouviram essa canção e era para ter sido inclusa no projeto “The Beatles Anthology,” porém foi vetada por George Harrison.

PAUL MCCARTNEY – THE PRINCE'S TRUST CONCERT 1986

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The Prince's Trust foi criado em 1976 pelo Príncipe Charles como uma instituição de caridade para ajudar os jovens a se livrarem das drogas. O primeiro concerto de benefícios foi realizado em 1982, e no verão de 1986, a instituição recebeu um benefício muito especial para celebrar o décimo aniversário da organização. Uma lista impressionante de artistas se reuniu para aquele que foi um dos melhores eventos de caridade da década de 1980.
The Prince's Trust All-Star Rock Concert foi lançado em VHS, LP e disco laser com as performances mais interessantes da segunda metade do show que durou mais de duas horas e meia com todos os grandes nomes da época: Eric Clapton, Paul McCartney, Mark Knopfler, Bryan Adams, Elton John, George Michael, Rod Stewart, Paul Young, Tina Turner, Suzanne Vega, Sting, Phil Collins e tantos outros. O momento mais aguardado, claro, era o da entrada de Paul McCartney para encerrar o grande show. Essa foi a segunda aparição ao vivo do ex-Beatle desde o último concerto do Wings em 1979 - a primeira foi no Live Aid no verão anterior. Ele tocou duas músicas, o clássico dos Beatles "I Saw Her Standing There" e "Long Tall Sally", antes do grande final com todos os superstars se agarrando em "Get Back" dos Beatles. Todo o espetáculo foi gravado ao vivo no Wembley Arena em 20 de junho de 1986 - exatamente há 31 anos. Uma grande festa! Um grande momento da música pop.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

IMAGINE - JOHN LENNON... E YOKO ONO?

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De todas as músicas que Lennon escreveu, nada se compara à "Imagine", a mais conhecida, uma espécie de “marca registrada”. Talvez, nem o próprio John Lennon imaginasse que tomaria proporções tão grandes. Foi gravada e lançada em 1971. Pelo conteúdo da letra, é considerada o maior hino pela paz e união de todos os tempos. Em votação da revista Rolling Stone, a música foi eleita a terceira melhor canção da história. John Lennon a descreveu como sendo anti-religiosa, anti-nacionalista, anti-convencional e anti-capitalista. Yoko Ono teria influenciado o refrão, pois ele aparece em vários poemas escritos por ela na década de 60 e em seu livro intitulado Grapefruit. Esse texto que a gente confere agora, é do da própria Rolling Stone com as 100 melhores músicas de todos os tempos.
John Lennon escreveu “Imagine”, sua maior dádiva musical para o mundo, em uma manhã de 1971 em seu quarto no Tittenhurst Park, sua propriedade em Ascot, Inglaterra. Sua esposa,Yoko Ono, observava enquanto Lennon sentou-se ao piano de cauda branco, agora conhecido pelo mundo todo pelos filmes e fotografias das sessões de gravação de seu álbum Imagine, e virtualmente completou a musica: a melodia serena; a tranqüila progressão de acordes; a evocativa harmonia de quatro notas; e quase toda a letra, 22 linhas de fé graciosa e franca enunciada no poder do mundo, unido em um propósito, para reparar e mudar a si mesmo. “Não é como se ele tivesse pensado, Oh, isso pode ser um hino”, disse Ono, relembrando aquela manhã, 30 anos mais tarde. “Imagine”era apenas o que John acreditava: que somos todos um único país, um mundo, uma pessoa. “Ele queria colocar essa ideia para fora”. Ideia que não era só dele: a própria arte de Ono, antes e depois de conhecer Lennon em 1966, celebrava o transformativo poder dos sonhos. A primeira linha de Imagine – Imagine there’s no heaven (Imagine que nao há mais céu)- descende diretamente de uma das peças interativas do livro de ono de 1964, Grapefruit (“Imagine Letting a goldfish swim across the Sky”-“Imagine deixar que um peixinho dourado nade pelo céu”). Mas Lennon,enquanto ex-Beatle, era um Expert no vernáculo do pop. Certa vez ele admitiu que “Imagine” – uma igualdade absoluta criada pela dissolução dos governos, fronteiras, religião organizada e disparada social - era “virtualmente o Manifesto Comunista”. Mas a beleza elementar de sua melodia, a tranqüilidade aconchegante em sua voz e o toque poético do coprodutor Phil Spector – que banhou a perfomance de Lennon em cordas gentis e um eco de brisa de verão – enfatizam a humanidade fundamental da canção. Lennon sabia que tinha composto algo especial. Em uma de suas ultimas entrevistas, ele declarou que “Imagine” era tão boa quanto qualquer coisa que ele havia escrito com os Beatles. Sabemos que é melhor que isso: um duradouro hino de conforto e promessa que nos tem sustentado por períodos de extrema dor, do choque pela morte do próprio Lennon em 1980 ao horror indestrutível do 11 de setembro. Hoje é impossível imaginar um mundo sem “Imagine”. E precisamos dela, mais do que jamais conseguimos.

Recentemente, a viúva de John Lennon foi considerada pela National Music Publishers Association como co-autora da canção pacifista mais famosa de todos os tempos. A resolução, anunciada de surpresa, foi tomada com base em declarações do próprio Lennon. Yoko Ono, aparecerá como co-autora da famosa canção. O surpreendente anúncio foi feito esta quarta-feira, em Nova Iorque, em cerimónia da National Music Publishers Association na qual a icónica ode à paz mundial, de 1971, foi declarada “canção do século”. Enquanto Yoko Ono e o filho, Sean Lennon, se aproximavam para receber um troféu, a associação anunciou inesperadamente que a artista se juntaria a Lennon nos créditos da composição. Após o anúncio, Sean comentou no Facebook que este era “o dia de maior orgulho da minha vida”. Durante a cerimônia, foi exibida uma entrevista da BBC com John Lennon em 1980, pouco antes de o músico ter sido assassinado, na qual o ex-Beatle diz que “Imagine” foi inspirada em parte no livro de arte conceptual de Yoko Ono, “Grapefruit”. Yoko Ono, já reconhecida como artista de vanguarda quando conheceu o ex-Beatle, colaborou estreitamente com Lennon e tenta preservar seu legado desde a sua morte. A icônica “Imagine”, com o seu apelo de um mundo sem divisões, continua a ser uma das canções mais famosas da música pop e o hino de todos os ativistas pela paz. É pouco provável que Yoko Ono venha a ter qualquer ganho pessoal no futuro imediato com este reconhecimento, porque já é a herdeira do património de Lennon. A mudança nos créditos poderá ter um efeito prático pois, segundo a lei norte-americana, as canções tornam-se domínio público, ou seja, os autores deixam de ter lucros com a sua venda, 70 anos após o seu lançamento. O acréscimo de Yoko Ono como co-autora da composição estende o período de copyright de “Imagine”.

O BAÚ DO EDU - QUEM PARTICIPA GANHA UM PRESENTAÇO!

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