sábado, 19 de agosto de 2017

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - BLACKBIRD

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"Blackbird" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney. Foi lançada no álbum The Beatles (Álbum Branco) de 1968. A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 apenas por Paul McCartney.
McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Bourée em mi menor" de Bach. A música de Bach era originalmente para violão clássico, instrumento que Paul e George Harrison tentaram aprender na juventude (mas só aprenderam mesmo com Donovan na Índia), portanto é caracterizada pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. McCartney decidiu alterar algumas notas de Bach, criando a base para Blackbird.
A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais e direitos civis na América, principalmente da situação das mulheres negras. Paul leu uma notícia no jornal que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade. A música é uma espécie de apoio e o melro-preto simboliza a mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."
A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 no Abbey Road Studios, com George Martin na produção e Geoff Emerick como engenheiro de som. McCartney toca um violão Martin D28. A faixa inclui um som de um autêntico melro-preto (Blackbird) cantando no final. A estrutura da canção não é usual, trazendo três versos que transgridem de 3/4, 4/4 e 2/4 na construção métrica. È na escala de Sol e é tocada com um estilo único de dedilhado e vibrato nas notas graves. A canção foi gravada apenas por Paul, que canta e toca o violão. Foi a pedido dele que foi colocado um microfone no assoalho do chão do estúdio, para que se ouvissem suas batidas ao estilo folk.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

JOHN LENNON - WHATEVER GETS YOU THRU THE NIGHT

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"Whatever Gets You Thru the Night" é uma canção composta por John Lennon, lançada em 1974 como single e é também a segunda faixa do álbum "Walls and Bridges", também de 1974. A gravação da música contou com a colaboração de Elton John. Um fato interessante foi que, Lennon era extremamente pessimista em relação a reação do público com esta faixa, porém, Elton John sempre apostou com ele que a música chegaria ao primeiro lugar nas paradas americanas. A aposta era que, se "Whatever Gets You Thru the Night" ficasse em primeiro lugar, John Lennon apareceria "ao vivo" em um dos shows de Elton para tocarem a música. No dia 16 de novembro de 1974, "Whatever Gets You Thru the Night" alcançou o 1º lugar. John Lennon cumpriu a aposta na noite de 28 de novembro de 1974, dia de ação de graças, no Madison Square Garden. Da gravação original em estúdio, participaram: John Lennon - vocal, guitarra; Elton John - harmonia vocal, piano; Ken Ascher - clavinet; Jesse Ed Davis - guitarra; Arthur Jenkins - percussão; Jim Keltner - bateria; Bobby Keys - saxofone; Eddie Mottau - violão e Klaus Voormann - baixo.

A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - FASTER

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RINGO STARR - A NOITE DE ESTREIA DA ESTRELA

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Apenas dois dias depois que Pete Best foi demitido, os Beatles fizeram seu primeiro show oficial com seu mais novo baterista, o melhor de Liverpool - Ringo Starr. O concerto ocorreu no Hulme Hall em Birkenhead – do outro lado do rio Mersey - em 18 de agosto de 1962.
Existe muita controvérsia entre vários autores sobre a verdadeira data da estreia de Ringo Starr nos Beatles. A maioria afirma que foi no dia 18 de agosto de 1962. Outros dizem que a apresentação foi no dia 19 e outros ainda, que teria sido no dia 28. Nem o próprio Ringo sabe com certeza. Seja como for, aqui vai mais essa homenagem ao nosso velho amigo melhor baterista de todos os tempos onde Bob Spitz, autor de "The Beatles - A Biografia", narra como foi a noite de estreia da estrela. Abração!
“Os Beatles tinham mais do que um pressentimento de que estavam a apenas um homem de se tornarem grandes. Eles haviam crescido incrivelmente como músicos desde que se reuniram, e era impossível não reconhecer aonde tinham chegado. Eles haviam se tornado progressivamente não apenas melhores, mas também mais técnicos e versáteis. Havia certa singularidade na forma como tocavam, uma inventividade para transformar mesmo os temas mais simples em algo original e criativo. Muito disso aconteceu sem grande premeditação. Alguém tocava um acorde, fosse experimentação ou acidente, e era como se um alarme soasse. Parte disso era talento nato. Paul aprendia a tocar instrumentos como algumas pessoas aprendem novas línguas: tinha ouvido para a coisa, e colocava os acentos certos nos lugares certos. E George, em especial, se embrenhava nas complexidades dos fundamentos e da técnica musical. Ambos tocavam suas guitarras com uma confiança impressionante e tinham o poder de fazê-las soar como Maseratis. John tinha todo o resto: a sensibilidade e o gosto certos. E tudo se encaixava com estilo e atitude. Menos o baterista. John, Paul e George já sabiam o que queriam: RINGO - O melhor baterista de Liverpool! Porém, nenhum deles teve coragem de contar para Pete Best que estava fora. Brian faria o serviço sujo.”É improvável que a elegância de Brian tenha exercido qualquer efeito consolador sobre Pete. Aquilo o tomou tão de supetão, de modo tão inesperado, lembra Pete, que “minha cabeça entrou em parafuso”. Todo aquele tempo dedicado aos Beatles, a suposta amizade, os sonhos. E agora aquilo acontecia, às vésperas da assinatura de um contrato de gravaçãp. Ele considerou aquilo “uma facada pelas costas”. Em parte para neutralizar a raiva de Pete e em parte para continuar nas boas graças do rapaz, Brian se propôs a formar um novo grupo, que seria liderado por Pete. Enquanto Pete saía silenciosamente do escritório, Brian teve sangue-frio suficiente para pedir que ele tocasse nas três últimas apresentações antes de Ringo se juntar aos Beatles. E, talvez num momento de irreflexão, Pete concordou. Se Brian acreditou, foi porque não havia dúvida, para ele ou para qualquer outra pessoa, de que Pete honraria sua palavra. No entanto, seu sofrimento era tão pesado quanto seu desempenho na bateria. A promessa era vazia, nada mais do que um meio para sair dali.A estreia de Ringo com os Beatles em Liverpool, em 18 de agosto de 1962, não repercutiu na cena pop e não foi o motor que os propulsou para o estrelato. Somente mais tarde, vista a situação em retrospecto, ele iria adquirir seu status mítico. Ninguém foi mais afetado pelo que acontecera do que Ringo. Ele ouviu o clamor dos fãs nos dias que precederam a apresentação no Cavern. A revolta tomava os salões de baile e os bares - e também as escolas, onde havia uma onda de veneração por Pete. Até nas lojas de discos ocorriam discussões e murmúrias constantes. Uma hora antes de se apresentar, Ringo se refugiou no White Star para uma cerveja terapêutica e desmoronou na mesa onde estavam os Blue Jeans. Eles sabiam que o baterista estava “aterrorizado”. Até mesmo a aparência dele, com um pequeno cavanhaque e o cabelo liso penteado para trás, demonstrava inquietação, como se Ringo estivesse infringindo alguma lei. “Ficamos com pena dele por estar tão nervoso”, lembra Ray Ennis.A maioria das pessoas que foram ao show compartilhou a reação de Colin Manley: “senti pena deles; a platéia estava revoltada com a saída de Pete que não os deixava tocar”. “Desde o momento que as portas se abriram”, lembra Woller, “a multidão gritava: “Pete forever, Ringo never!”; todos estavam doidos por uma confusão.” Desde o instante que os Beatles subiram ao palco, gritos irados explodiram: “Onde está Pete?”, “Traidores! Queremos Pete!” Algumas pessoas apoiaram a mudança. A certa altura, as duas facções começaram a investir uma contra a outra, com olhos ferozes e punhos cerrados. “Fora Ringo!”, “Pete is Best!” Ringo, meio escondido por trás da bateria, ficava mais tenso a cada explosão de raiva.De qualquer maneira, todos os Beatles agiram como se nada estivesse acontecendo. E, levando em conta as circunstâncias, Ringo segurou bem a situação. Ele se adaptou perfeitamente ao estilo cru e direto dos Beatles, imprimindo força ao ritmo sem deixar de lado a energia do conjunto. Provavelmente ninguém apreciou mais isso do que Paul, cujas belas linhas de baixo haviam sido estranguladas pela mão pesada de Pete, enquanto Ringo as complementava, dando a Paul um ritmo muito mais consistente. Durante um momento especialmente tenso, George, do palco, ordenou a alguns indivíduos importunos para “fechar a matraca”. No fim, quando saiu do camarim pelo corredor cheio de gente, alguém lhe deu uma cabeçada no rosto, deixando-o com um enorme hematoma abaixo do olho esquerdo. George encarou a situação com tranquilidade, mas Brian Epstein, já em tom quase histérico, mandou o porteiro peso-pesado do Cavern, Paddy Delaney, escoltar a banda para o andar de cima, alegando falta de segurança.” Bob Spitz.Mesmo que os Beatles já fossem a primeira banda de Liverpool a ter um contrato de gravação, eles ficaram impressionados com Starr. "Realmente começamos a pensar que precisávamos do maior baterista em Liverpool", disse Paul McCartney, também no Anthology. "E o maior baterista era um cara, Ringo Starr, que mudou seu nome antes de qualquer um de nós, que tinha barba e era conhecido por ter um Zephyr Zodiac"Qualquer controvérsia em torno da entrada de Ringo logo se apagou. Durante o show da hora do almoço no Cavern em 22 de agosto, o grupo foi filmado pela TV Granada tocando "Some Other Guy" para o programa Know the North. Quando os Beatles, terminam a música, é possível ouvir alguém gritando: "We want Pete" - (Queremos Pete).

O FIM DA LINHA PARA PETE BEST

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No dia 16 de agosto de 1962, quando as coisas começavam a ir bem para os Beatles, quando receberam uma proposta de contrato da gravadora EMI e produziam seu primeiro disco, o empresário Brian Epstein chamou Best e avisou que seus companheiros de banda tinham decidido substituí-lo por Ringo Starr. "Fomos covardes. Passamos o trabalho sujo para Epstein", recordou Lennon muitos anos depois. Desde então, Best nunca mais falou com nenhum dos Beatles. Mesmo tendo ficado deprimido depois de ter sido expulso da banda, chegando ao ponto de tentar suicídio, o ex-baterista vive feliz, tranquilo e explica que se sente uma pessoa com sorte e que não guarda rancores.“As pessoas esperam que eu seja ácido e enraivecido, mas não é assim. Me sinto sortudo. Só Deus sabe quantos problemas os Beatles enfrentaram. Quando me expulsaram, nenhum de nós sabia o que iria acontecer. É verdade que as pessoas diziam que nós seríamos mais famosos que o Elvis, mas eu não acreditava e acho que eles também não".
Pete Best está com 75 anos e em ótima forma. Faz apresentações por todo o mundo com sua “PETE BEST BAND” e é sucesso por onde passa - já esteve várias vezes no Brasil. Aqui embaixo, a gente confere Pete em dois momentos: com The Pete Best Band tocando "Gone" do excelente ábum Heyman's Green e com a banda The Beats quebrando o cacete com "My Bonnie". Valeu Pete, até mais!

IMAGEM DO DIA - SÃO BEATLES

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

THE BEATLES - A 1ª TEMPORADA EM HAMBURGO

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A Conexão Hamburgo
The Royal Caribbean Steel Band aceitou um convite para se apresentar em um clube de Hamburgo no final de junho; certa noite, sem informar Allan Williams, o dono do Jacaranda, simplesmente a ban­da não apareceu para tocar. Pouco depois, os músicos, entusiasmados, escreveram para Williams dizendo que havia um mercado muito bom para bandas britânicas em Hamburgo e insistiram para que ele fosse até lá. Williams, sempre a procura de novas oportunidades, foi para Ham­burgo com seu amigo lorde Woodbine, onde conheceu Bruno Koschminder, dono do Kaiserkeller. Como contratar bandas de rock‘n’roll ameri­canas era muito caro, Kosch­minder ficou maravilhado ao saber que podería contratar grupos de rock britânicos a um custo mais baixo. No fi­nal de julho, Williams enviou a Hamburgo um dos grupos que empresariava, o Derry & The Seniors, para uma tem­porada no Kaiserkeller.
No dia 12 de agosto de 1960, John, Paul e George participaram do teste de Pete para ser o bateris­ta da banda e ir para Hamburgo. Como Pete era a única esperan­ça de conseguirem um baterista e, consequentemente, o contrato, ele passou no teste. O grupo mudou seu nome para The Beatles, pouco antes de partirem para a 1ª temporada em Hamburgo. No dia 16 de agosto, os Beatles, Allan Williams e sua mulher, acompanhada do irmão e lorde Woodbine, partiram de Liverpool rumo a Hamburgo na velha perua Austin, de Williams. Pararam em Londres para pegar mais um passageiro, o austríaco Herr Steiner, que trabalhava no bar Heaven & Hell, em Old Compton Street, e ser­viria de intérprete de Koschminder. A próxima parada da trupe seria em Harwick, para pegar a balsa para Hook, na Holanda.
Há exatos 57 anos, na manhã do dia 17 de agosto de 1960, John, Paul, George, Stuart Sutcliff e Pete Best e “companhia” desembarcaram em Hamburgo pela primeira vez. Naquela mesma noite eles fariam seu primeiro show na cidade, dando início à fase de amadurecimento que culminaria no sucesso mundial. O contrato entre Alan Williams, da Jacaranda Enterprises, e Bruno Koschminder é assinado, de acordo com o qual a banda The Beatles, com cinco integrantes, receberia 30 marcos por dia de trabalho. O grupo começou a se apresentar imediatamente no clube Indra, - em Grosse Freiheit, n. 58. Deveram tocar sete noites por semana, das 20h às 21h; das 22h às 23h; das 23h às 24h; e da 1h às 2h. Aos sábados faziam a primeira apresentação das 19h às 20h; depois tocavam das 21h às 22h; das 22h às 23h; das 24h à 1h; e da 1h às 3h. Aos domingos, começavam à tarde, apresentando-se das 17h às 18h; das 18h30 às 19h30; das 20h às 21h; das 21h30 às 22h30; das 23h às 24h; e das 24h30 à 1h30.
John, Paul, George, Stuart e Pete desembarcaram em Hamburgo em 17 de agosto de 1960. Naquela noite eles fariam seu primeiro show na cidade, dando início à fase de amadurecimento que culminaria no sucesso mundial. Em 1966, os Beatles voltariam a tocar em Hamburgo, cidade que marcara o início da carreira. Deve ter sido uma experiência e tanto para os cinco garotos de Liverpool: na manhã de 17 de agosto de 1960, os músicos, que somente há pouco se apresentavam sob o nome The Beatles, chegaram a Hamburgo, desembarcando num ambiente no mínimo peculiar. O bairro era St. Pauli, cheio de bordéis, casas de strip stease e bares de marinheiros. E foi num desses locais, o Indra, que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Stuart Sutcliffe e Pete Best fizeram, já naquela noite, sua primeira apresentação na cidade alemã, para um público formado por prostitutas e seus clientes. Os Beatles ainda eram desconhecidos e estavam muito longe do sucesso que alcançariam anos mais tarde como os "quatro fabulosos". E eram também bastante jovens. O mais velhos dos cinco, Sutcliffe, mal havia completado 20 anos. O mais novo, Harrison, tinha 17 – e escondia a idade. Foi o empresário Alan Williams quem agenciou os primeiros shows dos Beatles em Hamburgo. A proposta era tentadora: 100 libras por semana, equivalente hoje a mais ou menos 3.000 euros. "Depois de tocar, eles costumavam voltar para tomar um café com torrada. Se você quisesse torrada com marmelada, tinha de pagar um penny a mais. Ainda posso ver Paul McCartney dizendo a John Lennon: 'Você está louco, isso custa um penny a mais!' E olhe só quanto dinheiro ele possui hoje", relata Williams. Os Beatles tocavam todas as noites, até oito horas seguidas. No Indra, eles dividiam o palco com as strippers – quando a banda fazia uma pausa, era a vez de as garotas subirem ao palco para fazer sua performance. O proprietário do Indra era Bruno Koschmider, então um dos principais empresários da noite de Hamburgo. Além de vários clubes, ele era dono de um cinema, o Bambi Kino, que exibia filmes pornôs. Foi atrás do telão do Bambi Kino que Koschmider acomodou os Beatles. O beatlemaníaco Ulf Krüger, que fez amizade com a banda na época, fala de dois cômodos sem janelas, pouco iluminados, ao lado do banheiro masculino. "A área desse alojamento era de 16 metros quadrados. Os músicos dormiam em antigas camas de campanha. Como lavabo eles usavam a pia do banheiro masculino que ficava ao lado", relembra Krüger. Do Indra os Beatles foram para um clube maior, o Kaiserkeller, também de propriedade de Koschmider. O primeiro show deles no novo palco foi em 4 de outubro de 1960, e eles se apresentariam lá até o final do mês, quando abandonaram definitivamente Koschmider. O novo clube era o Top Ten. O dono, Peter Eckhorn, oferecia mais dinheiro, um equipamento de som melhor e – principalmente – um lugar descente para dormir. A rescisão do contrato com Koschmider originou uma das histórias mais antológicas da primeira passagem dos Beatles por Hamburgo: quando McCartney e Best voltaram ao Bambi Kino para pegar suas coisas, encontraram o local na maior escuridão. Eles então penduraram uma camisinha num prego na parede do local e tocaram fogo nela. Não houve maiores danos, mas Koschmider registrou queixa na polícia por tentativa de incêndio. McCartney e Best foram detidos, passaram algumas horas na prisão e acabaram deportados no início de dezembro. Por ser menor de idade, esse também já havia sido o caso de Harrison. Koschmider também o havia delatado. O único dos Beatles a ficar em Hamburgo foi Sutcliffe. Ele preferiu ficar com a namorada, a alemã Astrid Kirchherr, e só voltou para Liverpool em janeiro. Sutcliffe optaria em definitivo por Hamburgo em abril de 1961, quando os Beatles voltaram para uma segunda temporada de apresentações no Top Ten. Ele deixou a banda para estudar arte e viria a falecer um ano depois, pouco antes da terceira temporada de shows dos Beatles na cidade. Em 1962 os Beatles fariam mais três temporadas em Hamburgo, desta vez no Star-Club. A primeira foi em abril, a segunda, em novembro e a terceira, em dezembro. Estudiosos e beatlemaníacos são unânimes em afirmar que os anos em Hamburgo marcaram o amadurecimento dos Beatles – as noites seguidas de apresentações desenvolveram as habilidades performáticas dos músicos e os transformaram numa banda coesa. "Nosso ponto alto como live band alcançamos em Hamburgo", diria Harrison mais tarde. "Nós tínhamos que ser muito bons como banda para tocar oito horas todas as noites". Ou, nas palavras de Lennon: "Não teríamos nunca evoluído tanto se tivéssemos ficado em casa. Eu posso ter nascido em Liverpool, mas me tornei um adulto em Hamburgo".

ASTRID KIRCHERR - ALL THOSE YEARS AGO

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Astrid Kirchherr nasceu em Hamburgo, Alemanha, em 29 de maio de 1938. Filha de um executivo da representante alemã da Ford Motor Company. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua família fugiu para mar Báltico, onde suas recordações da guerra são as piores possíveis. Também foi testemunha do estado de ruínas que ficou a cidade de Hamburgo quando retornaram. Depois da morte de seu pai, Astrid foi criada por sua mãe, Nielsa Kirchherr, no suburbio de Altona, em Hamburgo.
Depois de se formar no colégio, matriculou-se no Meisterschule für Mode, Têxtil, Graphik und Werbung, uma escola de arte de Hamburgo, já que queria estudar desenho de moda. Mas demonstrou mesmo ter talento foi para a fotografia em preto & branco. Reinhard Wolf, o professor de fotografia, convenceu-a que escolhesse a carreira de fotógrafa e prometeu que iria contratá-la-ia quando se formasse. Astrid trabalhou para Wolf de 1959 até 1963. No final dos anos 1950 e princípios dos anos 1960, Astrid Kirchherr e seus amigos da escola de arte estiveram envolvidos no movimento existencialista europeu, cujos seguidores foram apelidados de “Exis” por John Lennon - algo como os “emos” de hoje.

Astrid Kirchherr, Klaus Voormann e Jurgen Vollmer (fotógrafo que fez a foto que John usou em seu álbum Rock"n"Roll), tinham as mesmas ideias a respeito da moda, da cultura e da música. Numa noite, depois de uma discussão com os dois, Klaus Voormann saiu vagando pela Reeperbahn no distrito de St. Pauli quando ouviu a música que vinha do Kaiserkeller. Voormann entrou e viu os Beatles em ação quebrando o cacete e encantando a platéia. Na noite seguinte Voormann tornou a voltar ao Kaiserkeller desta vez, trazendo Kirchherr e Vollmer para que eles também ouvissem aquela nova música. Astrid também voltou ao clube no dia seguinte, e no outro e no outro. Até que decidiu que queria estar tão perto dos Beatles quanto lhe fosse possível. O rock and roll ainda não tinha chegado aos ouvidos dos Exis. O que conheciam da música americana era o jazz tradicional e um pouco de Nat King Cole e The Platters. O três continuaram visitando o Kaiserkeller quase todas as noites, chegando às 9 p.m. e sentando-se em frente do palco. Kirchherr disse mais tarde: “Era como um carrossel em minha cabeça, eles eram absolutamente impactantes... Toda minha vida mudou em dois minutos. Todo o que queria era estar com eles e conhecê-los”.
Stuart Sutcliffe ficou fascinado com o trio, especialmente com Astrid e rapidamente arranjou uma forma de conhecê-los e descobriu que os três tinham frequentado Meisterschule, que era o mesmo tipo de escola de arte que ele e John Lennon estiveram em Liverpool. Astrid quis saber dos Beatles se importariam de fazer uma sessão de fotos, o que os impressionou bastante, já que os outros grupos concorrentes nunca tinham sido fotografados de forma profissional. Na manhã seguinte, ela os fotografou em num parque municipal chamado "der Dom", perto da Reeperbahn, e a tarde levou todos (exceto Pete Best, que decidiu não ir) à casa de sua mãe em Altona. O lugar onde ela vivia era completamente estranho para os jovens proletários de Liverpool. Havia sido todo decorado por Voormann, com quem ela tinha uma relação, ainda que depois de suas visitas ao Kaiserkeller estivesse absolutamente apaixonada por Stu. E logo, explodiria a paixão dos dois.
Foi Astrid quem apresentou aos Beatles o Preludin, uma droga que se tomava junto com cerveja, e os fazia sentir eufóricos e se manter espertos até a madrugada. Os Beatles tinham usado coisa parecida antes, mas só era possível se obter essas anfetaminas com uma receita médica, o que a mãe de Astrid conseguia fácil de um farmacêutico local, que lhe entregava a droga sem perguntar nada. Depois de conhecer a artista Astrid Kirchherr, John Lennon enchia suas cartas para Cynthia Powell com "Astrid disse isto, Astrid fez aquilo", o que fez com que Cynthia se sentisse issegura e ameaçada com a presença da alemã. Só sossegou quando soube que ela estava vivendo um romance com Stu. Quando Cynthia visitou Hamburgo junto a Dot Rhone (a namorada de Paul McCartney) em abril de 1961, ficaram na casa dela (Astrid) E se tornarama grandes amigas. Em agosto de 1963, Astrid se encontrou com Lennon e Cynthia em Paris enquanto eles estavam em uma lua de mel tardia e Kirchherr estava ali com uma amiga durante umas férias. Os quatro foram de bar em bar e finalmente terminaram indo ao hotel onde a fotógrafa se hospedava e terminaram dormindo todos juntos na mesma cama. Os Beatles se encontraram novamente com Astrid Kirchherr em Hamburgo em 1966, enquanto realizavam uma turnê pela Alemanha. Astrid deu a John Lennon todas as cartas que ele tinha escrito a Sutcliffe durante 1961 e 1962, o qual John considerou como "o melhor presente que recebi em anos."Constantemente, Astrid Kirchherr é apontada como a “inventora” do corte “moptop” do cabelo dos Beatles. Ela nega veementemente e fica irritada ao lembrar que aquilo foi herdado dos Exis. Não ela, ou Klaus. Ou Vollmer. Era um reflexo da época!
Stuart Sutcliffe, totalmente impressionado por Astrid, vivia perguntando aos amigos dela quais as cores, os filmes, os livros e os pintores que ela mais gostava. Pete Best comentou que o início da relação foi como "um desses contos de fadas". Astrid e Stu comprometeram-se em novembro de 1960 e trocaram anéis seguindo a tradição alemã. Sutcliffe escreveu a seus pais contando seu compromisso, eles ficaram muito desapontados porque queriam que o filho não descambasse “por aquele mundo de artistas”. O casal viajou para Liverpool no verão de 1961, já que Astrid queria conhecer a família de Stuart e a cidade onde nasceu. Todos esperavam uma estranha artista beatnik de Hamburgo, mas ela chegou à casa da família em Aigburth levando uma orquídea como presente e vestida com um suéter de cachemira e uma saia de sastre.

Em 1962, Sutcliffe teve um colapso no meio de uma aula na escola de arte em Hamburgo. Ele sofria de fortes dores de cabeça e a mãe de Kirchher fez que os melhores médicos alemães o examinassem, mas nenhum foi capaz de determinar a causa das dores. Enquanto vivia na casa dos Kirchherr, a situação de Stuart foi só piorando. No dia 10 de abril de 1962, teve outro ataque fortíssimo (praticamente nos braços de Astrid) e foi levado ao hospital mas morreu antes de chegar lá. Três dias depois, Astrid recebeu os Beatles no Aeroporto de Hamburgo, onde lhes disse que Sutcliffe tinha morrido de uma hemorragia cerebral.
Em 1964, Astrid Kircherr tornou-se fotógrafa freelancer. Em 1967, casou-se com o baterista inglês Gibson Kemp, que substituiu Ringo Starr no grupo Rory Storm and the Hurricanes. O casal se divorciou sete anos mais tarde. Astrid uniu-se depois com um homem de negócios alemão, mas também não deu certo e separaram-se em 1985. Junto com seu colega Max Scheler foi escolhida para ser a fotógrafa oficial dos Beatles durante “A Hard Day's Night “, para a revista alemã Stern. Mais tarde, George Harrison pediu-lhe que realizasse a cobertura de seu álbum Wonderwall Music em 1969.
Ela nunca publicou suas fotografias até 1995, quando foi lançado o livro Liverpool Days em edição limitada, de fotografias em preto e branco. Em 1999, publicou outro livro chamado “Hamburg Days” com fotografias de Kirchherr e desenhos de Klaus Voormann.

Astrid dimira o trabalho de vários outros fotógrafos, como Annie Leibovitz, Irving Penn, Richard Avedon, Jim Rakete e Reinhard Wolf, e dos cineastas franceses François Truffaut e Jean Cocteau. A velha Astrid Kircherr tem dito que suas fotografias favoritas são as que tirou de Sutcliffe no mar Báltico e as de Lennon e Harrison no sótão de sua casa onde Stu pintava.

Demostra suas reservas com a fotografia digital, admitindo que não tem habilidade nenhuma com computadores e ainda se assusta com a internet. Diz também, que não é boa nos negócios e que não é suficientemente organizada, já que nunca se preocupou com os negativos de suas fotografias para provar que são de sua autoria. Seu sócio Ulf Krüger, um compositor e produtor discográfico, tem encontrado muitos dos negativos de Astrid bem como várias outras fotos, às quais registrou todas com os devidos direitos autorais. Ele acha que Astrid Kircherr possa ter perdido mais de 500.000 libras esterlinas devido a todos que usaram suas imagens sem permissão. Em julho de 2001, ela visitou Liverpool para a inauguração de uma exposição de seu trabalho na galeria de arte na Mathew Street, perto da antiga localização do Cavern Club. Também apareceu como convidada na Semana do Festival dos Beatles na cidade no feriado de agosto. O trabalho de Astrid Kircherr tem sido exibido internacionalmente em lugares como Hamburgo, Bremen, Londres, Liverpool, Nova York, Washington D.C., Tokio e Viena.
Kircher trabalhou como conselheira no filme Backbeat, que retratava o envolvimento dela com Stu e os Beatles quando estiveram estiveram em Hamburgo. O ator Stephen Dorff (Stu Sutcliffe no filme) impressionou Astrid Kirchher, que disse que ele tinha a idade adequada (19 anos então) e a maneira que fumava, falava e se movia eram as mesmas de Sutcliffe. O papel de Astrid Kirchherr foi interpretado pela bela e competente Sheryl Lee. Astrid está hoje com 79 anos.

THE BEATLES - STAR CLUB - HAMBURGO – 1962

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A última viagem dos Beatles para Hamburgo naqueles tempos foi no final de 1962. Partes de suas últimas apresentações foram gravadas com um gravador portátil, por Ted 'King Size' Taylor, do grupo The Dominoes, que também que tocava no clube. As fitas foram liberadas com a etiqueta da gravadora alemã 'Bellaphon', em 1977 como: 'The Beatles: Live! no Star Club, em Hamburgo, Alemanha, 1962', e, posteriormente, re-lançado em vários formatos e títulos.Resultado de imagem para STAR CLUB
O Star-Club ficava na Grosse Freiheit 39, St. Pauli, em Hamburgo, Alemanha. O clube exitiu por 7 anos, entre 1962 e 1969. O Star-Club foi inaugurado por Horst Fascher no dia 13 de Abril de 1962, onde antes ficava o Stern Kino. Ele e o sócio Manfred Weissleder abriram o Star-Club. Porém, Weissleder, não queria grupos desconhecidos de garagem pra tocar em seu clube, e foi por isso que o chamou de Star-Club - "clube das estrelas". Rapidamente, o Star-Club tornou-se o maior clube de Hamburgo, e conseguiu que todos os artistas renomados da época tocassem lá: Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Little Richard, The Everly Brothers, Chuck Berry, Bill Haley, Bo Diddley, Tony Sheridan e Ray Charles.
Cada vez com mais estrelas, Weissleder conseguiu fazer com que seu clube ficasse famoso em toda a Europa como o "centro-beat do mundo", e contratou muitas outras estrelas, como Gerry & The Pacemakers,The Swingin' Blue Jeans e The Searchers. No auge, mais de oito bandas se apresentariam por noite, a maioria delas era inglesa: The Zodiacs, The Remo Four, The Dominoes, etc. Outras poucas eram alemãs como The Rattles e The German Bonds.

Vários outros artistas de peso que tocaram no Star-Club e alguns merecem ser citados: Black Sabbath, Cream, Chicken Shack, Crickets, Fats Domino, Donovan, The Animais, Duane Eddy, Groundhogs, Richie Haven, Keef Hartley, Mannfred Mann, Small Faces, Spencer Davis Group, Spooky Tooth, Taste, Vanilla Fudge, Yes, e o inigualável Jimi Hendrix ainda com o Experience.

O Star-Club fecharia no dia 31 de Dezembro de 1969, depois de um concerto da dupla britânica Hardin & York. Entre 1964 e 1967 o Star-Club também lançou um selo, onde vários dos artistas citados lançaram singles e alguns lançaram o único LP da carreira. Em novembro de 1962 os Beatles tocaram por 12 dias (do dia 1 ao dia 13) no Star-Club. A quinta e última viagem aconteceu no dia 17 de dezembro de 1962. Eles tocaram todos os dias, entre o dia 18 e o dia 31 no clube das estrelas. Foi nessa viagem que foram feitas as gravações dos Beatles ao vivo.
Lançado originalmente na Alemanha pela Bellaphon, THE BEATLES LIVE! AT THE STAR-CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962 - este álbum duplo só foi lançado na Inglaterra após o fracasso dos ex-Beatles em tentar impedir sua comercialização. Gravado durante uma apresentação dos Beatles no clube Star Club de Hamburgo pelo amigo Ted 'Kingsize' Taylor, o disco captura os Beatles na fase pré-EMI, mais rockers e crus do que nunca. A qualidade de som até que não é tão ruim, considerando-se que foi gravado com um pequeno gravador mono. É um documento histórico de valor incalculável. Dos inúmeros números covers tocados pelos Beatles, o que se destaca são as composições de Lennon/McCartney ainda em fase de teste, como I Saw Her standing There e Ask Me Why. Covers como Roll Over Beethoven, Twist and Shout, Mr Moonlight, A Taste of Honey, Kansas City, Long Tall Sally e Everybody´s Trying To Be My Baby fariam parte dos primeiros álbuns dos Beatles.
Os Beatles nunca deixaram de enfatizar a importância que a música metropolitana de Hamburgo teve nos seus anos de aprendizado. John Lennon diria anos mais tarde: "Eu nasci em Liverpool, mas cresci em Hamburgo". É isso.

E aqui, o álbum duplo, interinho. Valeu!

A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - WHEN WE WAS FAB

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"When We Was Fab" é uma canção de George Harrison, lançada em seu álbum de 1987 Cloud Nine . Também foi o segundo single do álbum, em janeiro de 1988. A letra é uma reflexão nostálgica de Harrison naqueles dias de Beatlemania durante os anos 1960, quando os Beatles foram carinhosamente como "Fab Four". Harrison co-escreveu a canção com Jeff Lynne , que também co-produziu a faixa. A gravação faz referência ao som psicodélico que os Beatles tinham e popularizaram a partir de 1966, através da utilização de sitar , violoncelo, e todos os efeitos possíveis. "When We Was Fab" tem várias semelhanças com músicas dos Beatles, como " I Am the Walrus " (1967).https://3.bp.blogspot.com/-lAQnQSCJf04/VrciQ2q9gxI/AAAAAAAArM4/BTW5_N-wMEY/s400/
Ringo Starr está entre os outros músicos que tocamn. O single foi acompanhado por um vídeo inovador, dirigido em parceria por Kevin Godley e Lol Creme. "When We Was Fab" também aparece nas compilações Best of Dark Horse 1976-1989 (1989) e Let It Roll (2009).File:When we was fab picture disc.jpg
No Reino Unido, "When We Was Fab" chegou ao número 25 no UK Singles Chart e, no Estados Unidos, a canção alcançou a posição número 23 na Billboard Hot 100 singles. Foi a última vez que Harrison apareceu no hit top 40 dos EUA. Também foi o segundo sucesso de George a refletir sobre seus anos como um Beatle - o outro foi "All Those Years Ago" (1981). Em 2010, a AOL Rádio escolheu "When We Was Fab" como uma das 10 Melhores Canções George Harrison, colocando-a em número 9 na lista. Como já foi dito, o vídeo clipe que acompanha a música foi dirigido por Godley & Creme. Ringo Starr aparece pela primeira vez como "assistente" de Harrison e depois como o baterista. Aparecem também Jeff Lynne, Elton John (colocando a moeda no copo) e Neil Aspinall (road manager dos Beatles e assistente pessoal, segurando uma cópia do álbum “Imagine” de John Lennon 's 1971. Paul McCartney Houveram muitos rumores de que Paul McCartney aparecia no vídeo usando a roupa de morsa, tocando baixo, com Harrison afirmando em uma entrevista na televisão que era realmente Paul McCartney no vídeo promo, “ele estava tímido naquele dia e se manteve com a máscara da morsa.”. O baixista no vídeo tocava como canhoto, assim, dando a entender que era, pelo menos, uma referência a McCartney; No entanto, em uma entrevista de 1995, McCartney disse: "George queria que eu estivesse nele, mas eu não estava disponível, então eu sugeri que ele colocasse outra pessoa na morsa e dissesse a todos que era eu". Aparecem ainda: Paul Simon (empurrando um carrinho) e Ray Cooper. O vídeo recebeu seis indicações ao 1988 MTV Video Music Awards, incluindo melhor diretor de arte para Sid Bartholomew.https://1.bp.blogspot.com/-7CbHwq52yEo/VrchqH7IMTI/AAAAAAAArMw/CyLnrRdBIrk/s400/
Participaram da gravação: George Harrison - vocais , acústicos e elétricos guitarras , teclados , backing vocals; Jeff Lynne - guitarra acústica, elétrica, baixo, teclados e backing vocals; Gary Wright – piano; Ringo Starr - bateria; Jim Keltner – bateria; Ray Cooper - percussão e Bobby Kok - cello.