quarta-feira, 3 de abril de 2013

THE BEATLES - LOVELY RITA - METER MAID


Vários anos depois de "Lovely Rita" ter aparecido em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a guarda de trânsito Meta Davies exigiu sua imortalidade se autoproclamando a inspiração para a música. Em 1967, a zona de trabalho de Meta, então com 46 anos de idade, incluía a área de St. John's Wood em Londres, onde se situavam os estúdios Abbey Road e a casa de Paul McCartney. Um dia, no início do ano, ela multou o Beatle. "O carro dele estava estacionado em um parquímetro com o tempo esgotado. Eu tinha que emitir uma multa de, na época, 10 xelins. Eu tinha acabado de colocar o bilhete no para-brisa, quando Paul veio e o retirou. Ele olhou para o papel e viu minha assinatura, que mostrava meu nome todo, pois havia outra M. Davies na mesma unidade. Quando ele estava indo embora, virou-se para mim e disse: 'Nossa, seu nome é mesmo Meta?'. Disse a ele que sim. Conversamos por alguns minutos, e ele disse: 'Este seria um bom nome para uma música. Você se importaria se eu o usasse?'.E foi isso. Lá se foi ele." Seguindo a vibe de paz e amor de 1967, McCartney mudou sua concepção original de "Lovely Rita": "Eu estava pensando que aquela deveria ser uma música sobre ódio, mas então pensei que seria melhor amá-la". E depois explicou: "Eu já tinha tomado muitas multas de estacionamento, então a graça era imaginar que em uma das vezes eu havia me dado bem... A música, de algum modo, tornava os guardas de trânsito figuras divertidas em vez de aterrorizantes, e era uma maneira de dar o troco". Os guardas de trânsito existem desde a década de 1960 na Inglaterra, mas era a terminologia usada nos Estados Unidos que fascinava McCartney. "A expressão 'moça do parquímetro' era tão americana, que me atraía, e, para mim, uma 'moça' era sempre algo sexy: 'Moça do parquímetro. Ei, vem checar meu parquímetro, querida'. Era assim que eu via a coisa". Ele imaginou um aspecto um pouco pervertido da personagem, ela poderia ser "esquisitinha também, como um militar, com uma bolsa a tiracolo". A música resultante foi uma sátira bem-humorada, a história de um homem tentando se livrar de uma multa de estacionamento usando seu charme. McCartney, é claro, não se lembrava do incidente a que Meta se referia. "A música não se baseou em uma pessoa real, mas, como acontecia muitas vezes, foi reivindicada por uma moça chamada Rita [sic] que era guarda de trânsito e que, ao que parece, me deu uma multa, e isso chegou aos jornais. Acho que foi mais uma questão de coincidência: qualquer uma que se chamasse Rita e tivesse me dado uma multa pensaria: 'Sou eu!'. Eu não pensei 'nossa, aquela mulher me deu uma multa, vou escrever uma música sobre ela'; não era assim que as coisas aconteciam." Embora Meta tenha declarado não ser fã dos Beatles, alguém próximo a ela era. "Minha filha ficava esperando do lado de fora dos estúdios Abbey Road para vê-los." Ela se aposentou como guarda de trânsito em 1985, emitindo sua última multa próximo ao famoso estúdio.
Fonte do texto: "Músicas & Musas" de M. Heatley & F. Hopkinson

4 comentários:

Valdir Junior disse...

Eu tinha uma Professora de Inglês no colégio que era fã dos Beatles e se chamava Rita !!
Adivinha se ela também não falava que o Paul fez a musica para ela ( Rsrsrs)!!!!

Eu adoro o solo de piano dessa musica e o finalzinho bem nonsense !!!

Nathan de Lima disse...

Curto demais essa música! Essa canção me faz lembrar de uma amiga minha. Ela adora essa faixa do Sgt. Pepper

João Carlos disse...

George Martin,curiosamente não apreciava muito esta música,em comparação com as demias.Eu discordo dele... claro!

Luis da Silva disse...

muito interesante a história,quem sabe se é verdade ou apenas mais uma das mirabolantes passagens na vida dos fab four.