terça-feira, 16 de outubro de 2012

DEEP PURPLE - SMOKE ON THE WATER

"Smoke on the Water" ("fumaça na água", em português) é uma canção da banda britânica de rock Deep Purple. Foi lançada pela primeira vez no seu álbum Machine Head, de 1972. A música é famosa por ter um dos riffs de guitarra mais conhecidos e tocados da história do rock. A letra da canção fala de uma história verídica: em 4 de dezembro de 1971, o Deep Purple chegou em Montreux, na Suíça, para gravar um álbum usando um estúdo de gravação móvel (alugado dos Rolling Stones, e conhecido como Rolling Stones Mobile Studio, chamado de "Rolling truck Stones thing" e "the mobile" na letra da música) no complexo de entretenimento que fazia parte do Cassino de Montreux (chamado de "the gambling house", "casa de apostas", na letra). Na véspera da sessão de gravação um show de Frank Zappa e The Mothers of Invention foi realizado no teatro do cassino e, durante o show, um incêndio se iniciou; no meio do solo de sintetizador de "King Kong", alguém na plateia disparou um sinalizador (flare gun) no teto de ratã, incendiando-o (o que é mencionado no verso "some stupid with a flare gun", "um idiota com um sinalizador").[1][2] O incêndio destruiu todo o complexo do cassino, juntamente com todo o equipamento do Mothers. A "fumaça na água" que se tornou o título da canção (creditado ao baixista Roger Glover) referia-se à fumaça vinda do fogo, que se espalhou pelo lago de Genebra (também conhecido como lago Léman) a partir do cassino em chamas, enquanto os membros da banda o assistiam de seu hotel, do outro lado do lago. O "Funky Claude" que, segundo a letra, "entrava e saía correndo" (running in and out) é Claude Nobs, diretor do Festival de Jazz de Montreux, que ajudou parte da plateia a fugir das chamas.
"Smoke on the Water" saiu no álbum Machine Head, do início de 1972, porém não foi lançada como single até um ano depois, em maio de 1973. Os membros da banda disseram que não esperavam que a canção fosse um sucesso, porém o single chegou à quarta posição da parada de pop da revista americana Billboard, durante o verão daquele ano, à segunda posição da revista canadense RPM, e levou o álbum ao Top 10. Performances ao vivo da canção, que contavam com longas interações entre a guitarra de Blackmore e o órgão Hammond de Jon Lord, tornaram-se um ponto central dos shows da banda, e uma versão de "Smoke on the Water" do álbum ao vivo Made in Japan tornou-se também um sucesso naquele ano. Em abril de 2008, os alunos da London Tech Music School, uma das mais conceituadas escolas de música da Grã-Bretanha e de onde saíram integrantes de bandas como o Radiohead, The Kinks e The Cure, elegeram a música como o melhor riff de todos os tempos na história do rock, no entanto tal decisão não é nem unânime nem consensual, já que em 2004, numa sondagem feita pela BBC News, ficou em quarto lugar e mais recentemente, em 2009, numa sondagem feita pelo jornal inglês The Sun aparece na nona posição.

6 comentários:

Jeniffer disse...

clássico!

Edu disse...

Sem medo de ser feliz, o melhor disco deles é esse: "Machine Head" Deepois, acabou e virou farofa, como tanntos outros. Quase todos. Quando ouvi essa música pela primeira vez, não bateu! Nem na segunda e nem na terceira. Nesses tempos eu já era beatlelado. Precisei ficar velho para pelo menos respeitar. No fundo do meu coração, o riff de "Day Tripper" é o melhor de todos. Deixa "Satisfaction" no pé! "You Really Got Me" dos kinks? Ô, dó!

Valdir Junior disse...

To contigo e não abro Edu !!!

Leonardo Piccioni disse...

'Smoke in the Water' tem um riff absolutamente clássico, mas concordo contigo, Edu, 'Day Tripper' tem o melhor de todos, seguida, na minha opinião, por 'Voodoo Child', do Jimi Hendrix.

João Carlos disse...

Esse disco é imperdível e tem o Come Taste The Band,também muito bom.O riff de Smoke é fantástico e merece.Day Tripper é um riff de solo (com o baixo).Smoke é um riff de acordes cheios.Diferentes né ? Acho Day Tripper fantástico mas sinceramente prefiro o de Paperback Writer!

Leonardo Polaro disse...

Machine Head é sem dúvida o mais conheçido disco do DP, mas não me atrevo a cravar ser o melhor.
Burn; Fireball e principalmente o ´´Stormbringer´´ também são excelentes ! em citar o imperdível ´´Made in Japan´´.