segunda-feira, 9 de outubro de 2017

JOHN LENNON AND THE BEATLES - STRAWBERRY FIELDS FOREVER

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Viver é fácil, se você fechar os olhos. No outono de 1966, John Lennon foi para a Espanha filmar o papel do soldado Grippweed no filme “How I Won The War”, de Richard Lester, no Brasil – “Como Ganhei a Guerra”. Foi o primeiro Beatle a realizar um trabalho sem os outros. Entre as cenas na praia de Almeria, ele começou a compor “Strawberry Fields Forever”, uma música concebida para ser um blues arrastado. A canção começou com o que viria a ser o segundo verso da versão gravada. Era uma reflexão sobre a convicção de que desde a infância ele sempre fora, de alguma forma, diferente dos demais, de que via e sentia coisas que os outros não viam ou sentiam. Na versão mais antiga de suas fitas na Espanha, ele começa com: “No one is on my wavelenght”, para depois mudar a frase para “No one i think is in my tree”, aparentemente para disfarçar o que poderia ser visto como arrogância. Ele estava dizendo que acreditava que ninguém conseguia se sintonizar com sua forma de pensar e que, então, devia ser ou um gênio (“high”) ou louco (“low” ?). “Eu pareço ver as coisas de uma maneira diferente das pessoas”. Foi apenas no take 4 da fita de composição que ele fala dos Strawberry (sem o “forever”) e, no take 5, acrescentou a frase “nothing to get mad about”, que depois foi alterada para “nothing to get hung about”. Ele já estava usando um modo deliberadamente hesitante – “er”, “that is”, “I mean”, “I think” – para reforçar que essa era uma tentativa de articular conceitos que não podem ser colocados em palavras. Ao retornar à Inglaterra, John trabalhou na música em Kenwood, onde o verso final foi incluído. Foi só no estúdio que ele a terminou, acrescentando o verso de abertura.
Na versão completa, um lugar é criado para representar um estado da mente. Strawberry Field (John acrescentou depois o “s”) era um orfanato do Exército da Salvação na Beaconsfield Road em Woolton, a cinco minutos de caminhada de sua casa em Menlove Avenue. Era uma enorme construção vitoriana em um terreno arborizado aonde o jovem Lennon ia com sua tia Mimi para os festivais de verão, mas também um lugar onde ele entrava sorrateiramente a noite e nos fins de semana com amigos como Pete Shotton e Ivan Vaughan para fumarem e beberem escondidos. Strawberry Field era o playground do jovem John Lennon. Essas visitas ilícitas eram para John como as fugas de Alice pela toca do coelho e através do espelho. Ele sentia estar entrando em outro mundo, um universo que era mais próximo do seu mundo interior, e na vida adulta ele associaria esses momentos de alegria com sua infância perdida e também com uma sensação de psicodelismo, neste caso sem drogas. Na entrevista de 1980 para a Playboy , John declarou que “entrava em alfa” quando criança e via “imagens alucinatórias” de seu rosto quando se olhava no espelho. Ele disse que foi só quando descobriu o trabalho dos surrealistas que percebeu que não era louco, que não era o “único”, e sim membro de “um clube exclusivo que vê o mundo desse jeito”. “Strawberry Fields Forever” foi a primeira gravação do que viria logo em seguida o magnífico SGT. PEPPER’S, a segunda foi Penny Lane. Estranhamente (ou não), o single “Strawberry Fields Forever” / “Penny Lane” não foi imediatamente para o primeiro lugar, como era costume há vários anos. Segundo Mark Lewisohn, o maior historiador da carreira dos Beatles, George Martin e seus asseclas, tentaram, gravaram e registraram mais de 100 vezes a canção de Lennon, que, em sua última conversa com Martin, disse que nunca ficou satisfeito com o resultado final e que se ressentia com a forma que a gravação final da música foi feita de forma tão apressada. Gênio.

JOHN LENNON AND THE BEATLES - COME TOGETHER!

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"Come Together" veio à luz como uma música de campanha para o guru do LSD Timothy Leary quando, em 1969, decidiu concorrer ao governo da Califórnia com o então governador e futuro presidente Ronald Reagan. Leary e sua esposa Rosemary, foram convidados a irem a Montreal, por John Lennon e Yoko Ono quando se preparavam para mais um “Bed In” no 19º andar do Queen Elizabeth Hotel. Leary e a esposa chegaram em 1º de junho de 1969 e foram imediatamente convocados para cantarem junto o refrão de “Give Peace A Chance”, gravada no quarto do hotel. Foram recompensados com a inclusão de seus nomes na letra. Logo depois, Leary pediu a Lennon que o ajudasse em sua campanha e escrevesse uma música para ser usada em comerciais e comícios. O slogan de Leary era ”Come together, join the party”, John Lennon pegou o violão e começou a desenvolver a canção. Leary fez que a música tocasse em estações de rádios alternativas por toda a Califórnia e passou a considerar que a música era dele. No entanto, sem que soubesse, Lennon tinha retornado a Londres e em menos de um mês, gravou o clássico “Come Together” com os Beatles. A campanha para governador da Califórnia de Leary, teve fim em dezembro de 1969, quando foi preso por porte de maconha. Foi na prisão que ele ouviu Abbey Road pela primeira vez e "Come Together” foi uma surpresa total. “Embora a nova versão fosse uma melhoria em termos de letra e melodia da minha música da campanha, fiquei um pouco bravo por Lennon ter me desconsiderado daquela forma... Quando mandei um pequeno protesto para ele, a resposta teve o típico charme e a sagacidade de Lennon, que disse que ele era um alfaiate e eu era o cliente que pediu um terno e nunca mais voltou. Então ele vendeu para outra pessoa.”

A versão gravada pelos Beatles, foi muito trabalhada no estúdio. O peso do baixo em estilo New Orleans foi adicionado por Paul. A música acabou sendo objeto de um processo judicial quando Maurice Levy, proprietáro da Big Seven Music, detentora dos direitos autorais de “You Can’t Catch Me” de Chuck Berry, alegou que Lennon “tomara emprestado” dois de seus versos. Para evitar meses de embate judicial, Lennon concordou em gravar “You Can’t Catch Me” e “Sweet Little Sixteen”, também de Berry e publicadas pela empresa de Levy, e incluí-las no álbum “Rock And Roll”, de 1975.A gravação dos Beatles teve início em 21 de julho de 1969, e foi concluída em 7 de agosto de 1969. Foi lançada em 6 de outubro de 1969, nos Estados Unidos, como lado B do compacto simples que tinha "Something" de George Harrison como lado A. Com este formato, foi sucesso absoluto também ao redor do mundo, inclusive no Brasil. O início desta gravação marca a volta do engenheiro de som Geoff Emerick ao trabalho com os Beatles. Ele havia abandonado o quarteto no dia 16 de julho de 1968 por não suportar o clima pesado que pairava sobre as sessões de gravação do disco branco.

JOHN LENNON AND THE BEATLES - DON'T LET ME DOWN - SENSACIONAL!

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John expressava repetidamente o seu medo de ser desapontado por aqueles em quem confiava. “If I Fell” foi o modelo de canção em que confessava sua necessidade de ser amado e também sua ansiedade quase paralisante quanto à possibilidade de rejeição. Escrita a respeito de Yoko, com quem ele viria a se casar logo em seguida, a música expressava suas velhas preocupações com uma sonoridade tão dolorosa quanto as emoções que evocava. Ao se preparar para cantá-la, John instruiu Ringo a golpear com força os pratos “para me dar a coragem de sair gritando”. Paul diria posteriormente se tratar de “um genuíno pedido” de ajuda a Yoko, como se dissesse ‘Estou perdendo a linha aqui. Estou me expondo de verdade, portanto você não pode me decepcionar’.” Quando o grupo começou a ensaiar, em 6 de janeiro de 1969, Paul e George criaram algumas respostas aos versos de John, como “For the first time in my life”, “Dont you know it s going to last”, “I’ll never let it get away” e “It lasts forever and a day”. A preocupação de Paul (chatíssimo e insuportável) era se alguns dos versos que estavam criando eram cafonas, ao que John insistiu: “Eu acho que é para essa letra ser cafona, porque não há palavras inteligentes nela.” Contudo, algumas dessas frases logo seriam abandonadas. Embora tenha sido lançada como lado B de Get Back em abril de 1969 e tocada na apresentação do telhado visto no filme, a faixa foi excluída do álbum por Phil Spector. Em 2003, foi reinserida na versão remixada LetltBe... Naked. (Steve Turner).

LANDAU - O HERÓI (Working Class Hero)

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O músico agroboy Flávio Landau, quis fazer uma homenagem ao grande John Lennon, um dos mais influentes músicos pop da história do rock. Ao estilo Bob Dylan, a obra escolhida para imprimir a sua interpretação foi “Working Class Hero”, que faz parte do primeiro disco solo de Lennon, "Plastic Ono Band", de 1970. Segundo uma entrevista de John Lennon à Rolling Stone, a música "Herói da Classe Trabalhadora" tinha a intenção de ser mordaz, nada a ver com o socialismo. Levanta a questão do sucesso verdadeiro, o sucesso da sua personalidade e da sua relação com o mundo... de ser feliz quando acorda. “Há muito tempo tive vontade de homenagear John Lennon, sempre achei uma das figuras mais emblemáticas da história mundial da música. Escolhi a música porque as letras que compus ultimamente como “O bem e o mal” e “Guerreiro da Luz” expõem a introspecção, a felicidade e infelicidade que existe dentro de nós, tal como extraem o herói que luta para ser algo”. No clipe, gravado em Medianeira (PR) e produzido pela Monte Cassino Filmes, Landau é dono de um bar que serve um drink a alguém que nem de costas lembra o John Lennon. Confiram e digam o que acharam. A versão em português até ficou boa.

domingo, 8 de outubro de 2017

ON AIR - O "NOVO" ÁLBUM DOS ROLLING STONES

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Os Rolling Stones anunciaram na sexta-feira (6), um novo disco: "On Air". Será um álbum com gravações da BBC nos anos 60 (de 1963 a 1965) que "oferecem uma visão única dos primeiros anos da banda". On Air – In The Sixties – TV and Radio History As It Happened será lançado mundialmente no dia 1º de dezembro, conforme a banda contou em suas redes sociais. Segundo a nota divulgada, cada faixa foi restaurada "de maneira revolucionária", usando uma técnica chamada Audio Source Separation. "Esses são os Stones de quando tudo começou, tocando as músicas que eles amavam tanto - blues, R&B e mesmo country", diz o comunicado. O álbum já está disponível para pré-venda em vários formatos, incluindo uma edição limitada de luxo com vinil amarelo, CD e digital. Em julho deste ano, Keith Richards disse que os Stones estão planejando um novo álbum de músicas inéditas. "Preparando algumas novidades e pensando em quais são os próximos passos". Blues & Lonesome é o disco mais recente dos Stones, lançado em 2016, com versões atualizadas e inéditas de blues clássicos.

sábado, 7 de outubro de 2017

QUER TIRAR UMA SELFIE COM PAUL MCCARTNEY?

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Quer assistir ao show de Paul McCartney em 17 de outubro, no Mineirão, como o mais especial dos convidados? O Estado de Minas e o Portal Uai estão promovendo um concurso que vai permitir não só ver a apresentação do ex-beatle e a passagem de som, como também tirar uma foto com ele. Para concorrer, os candidatos devem fazer vídeo de até 1 minuto interpretando uma canção de McCartney (seja em carreira solo, com os Beatles ou a banda Wings), postar no Instagram (modo público), usar a hashtag #meuladopaul e marcar o perfil @emimagem. A performance tem que ser individual, mas o participante pode usar os recursos que quiser (cantar a capela ou com acompanhamento instrumental). Serão 10 premiados – cinco assinantes do jornal Estado de Minas (impresso ou on-line) e cinco internautas. A comissão julgadora, formada por jornalistas do EM, vai escolher as 10 performances mais criativas e originais. Vale tudo (ou quase) para mostrar por que você merece conhecer Paul McCartney. O concurso já está valendo! Serão aceitos vídeos postados até as 23h59min da próxima terça-feira, 10 de outubro. Os premiados serão anunciados no domingo, 15 de outubro, no Estado de Minas, Portal Uai e nas redes sociais do grupo. Os 10 vencedores serão recebidos no dia do show no Mineirão. Depois de assistir à passagem de som, irão para área reservada com bufê à vontade, enquanto aguardam o momento de se encontrar com Paul. Logo após, irão para a pista premium para ver o show. Confira o regulamento no endereço www.paulbh.em.com.br

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

THE BEATLES - DAY TRIPPER - SENSACIONAL!

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"Day Tripper" foi lançada como compacto com duplo lado A. O outro lado é outro clássico, "We Can Work It Out". Ambas as canções foram gravadas durante as sessões para do álbum Rubber Soul. O single chegou ao topo das paradas britânicas onde ficou por 5 semanas seguidas e a canção chegou a número cinco na Billboard americana em janeiro de 1966. O riff da canção é um dos mais reconhecidos na história da música popular. "Day Tripper" foi escrita sob pressão quando os Beatles precisavam de um novo single para o natal de 1965. John Lennon escreveu a maior parte da letra e a base do solo de guitarra e criou o riff que depois admitiria ser derivado de "I Feel Fine". Paul ajudou com os versos e sua linha de baixo foi inspirada em "Oh Pretty Woman" de Roy Orbison. A canção faz referências quase claras sobre o uso de drogas. John Lennon e George Harrison já estavam tomando ácido desde o verão quando foram apresentados ao LSD por um dentista londrino. A partir daí, John confessou que "tomava LSD o tempo todo". "Day Tripper" era um típico jogo de palavras de John, que queria refletir sobre a influência da crescente cultura das drogas. Era uma maneira de se comunicar com aqueles que, ao contrário dele mesmo, não podiam se dar ao luxo de ficar quase constantemente entorpecidos. "É só um rock", comentou Lennon. "Quem viaja de dia são pessoas que fazem uma viagem diurna, não é? Geralmente de balsa ou algo assim. Mas (a canção) era um pouco... 'você é só um hippie de fim de semana'. Entendeu?". A música fala sobre uma garota que engana o narrador. A descrição oblíqua da garota com uma "big teaser" (provocadora) era uma sabida referência ao termo "prick teaser" (provocadora de pênis), expressão usada pelos ingleses para se referir a mulheres que davam em cima dos homens sem a intenção de fazer sexo. "Day Tripper" foi lançada tanto na Inglaterra como nos EUA como single lado A duplo com "We Can Work It Out". Foi a música mais popular na Inglaterra em 1966 permanecendo várias semanas em primeiro lugar. Mas nos EUA seu auge foi a quinta colocação. Os Beatles declararam posteriormente que "We Can Work It Out " era a opção inicial deles para lado A. Confira alguns dos nomes que já regravaram Day Tripper: The Jimi Hendrix Experience, Mae West, Otis Redding, Sergio Mendes & Brasil '66, Anne Murray, Whitesnake, Electric Light Orchestra, James Taylor, Cheap Trick, Sham 69, Yellow Magic Orchestra, Daniel Ash, Gene Wooten, Ocean Colour Scene, Tok tok tok, Ian Hunter, The Punkles, Tommy Shaw, David Cook, Bad Brains, Type O Negative, Lulu, Nancy Sinatra, Fever Tree, Budos Band, J. J. Barnes, Ramsey Lewis.

SGT. PEPPER & BEYOND ESTREIA HOJE NA NETFLIX!

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A partir de hoje, quinta-feira (5), a Netflix estreia mais um documentário relacionado aos Beatles: “It Was Fifty Years Ago Today! The Beatles: Sgt Pepper And Beyond”Dirigido por Alan G. Parker e produzido por Reynold D'Silva e Alexa Morris, o filme apresenta imagens raras de arquivo inéditas desde a década de 1960. Também apresenta entrevistas inéditas com o baterista original dos Beatles, Pete Best, a irmã de John Lennon, Julia Baird, Barbara O'Donnell, secretária de Brian Epstein, Steve Diggle, do Buzzcocks, Tony Bramwell, a irmã de Pattie Boyd, Jenny Boyd, Hunter Davies, Simon Napier-Bell, Ray Connolly, Bill Harry, Philip Norman, Steve Turner, Andy Peebles, Freda Kelly e The Merseybeats.
Sgt Pepper And Beyond tem início no momento em que o documentário de Ron Howard “The Beatles: Eight Days a Week”, tem fim, apesar de não serem relacionados. É o momento em que o grupo deixa de fazer turnês e shows para focar em seus projetos de estúdio. O período mostrado vai de agosto de 1966 até agosto de 1967 e relata por que a banda parou de fazer turnês e como o álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" foi criado nos estúdios Abbey Road em Londres. O diretor diz: "Nós reunimos relatos em primeira mão dos fatos que ajudaram Sgt. Pepper acontecer e também imagens raras, que estavam em arquivos esquecidos e também estão no acervo pessoal de colecionadores. Os últimos dias de turnê, a criação do álbum (e as consequências que ele deixou para trás). Espero dar ao público uma sensação íntima com a banda, o tempo e o impacto deste álbum extraordinário"Apesar de unir muito material sobre a produção do álbum que mudou a história da música, o documentário não obteve o direito do uso das canções dos Beatles, motivo pelo qual as críticas não foram nada positivas, mas deve valer a pena conferir!

JOEY MOLLAND - DAY AFTER DAY - SENSACIONAL!

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JOHN LENNON - COME TOGETHER - HD - SENSACIONAL!

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Não deixe de conferir também:
JOHN LENNON - ONE TO ONE CONCERT - 1972

PAUL McCARTNEY - MAYBE I'M AMAZED - SENSACIONAL!

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Composta em Londres, Inglaterra, Maybe I'm Amazed é uma das músicas mais completas de McCartney, lançada apenas como compacto em 1977 em versão ao vivo extraída do álbum triplo Wings Over America. Maybe I'm Amazed foi composta para Linda quando Paul sofria pela iminente separação dos Beatles, ganhou o status de ser a primeira canção transformada em videoclipe na carreira solo, utilizando fotografias tiradas por Linda, com produção executada por Charlie Jenkins, o filme debutou nos EUA no tradicional The Ed Sullivan Show, onde os Beatles se apresentaram pela primeira vez em Nova York, na mítica "Invasão Britânica", em fevereiro de 1964. Paul McCartney toca todos os instrumentos: contra-baixo, órgão Hammond, piano, bateria, guitarra elétrica, violão e percussão.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

"ELE FICARÁ BEM. ELE AINDA ESTÁ POR AÍ"

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No sensacional filme “George Harrison – Living In The Material World” de Martin Scorsese, disponível no Netflix, um dos depoimentos de Tom Petty é bem interessante e curioso. Ele fala sobre quando Roy Orbison morreu e de um estranho telefonema que recebeu de George. Tom diz: “Ainda era muito cedo e minha mulher atendeu o telefone. Me acordou e disse que Roy havia falecido. Em seguida, George ligou. Nem sei se devo dizer o que ele me disse, mas vou dizer mesmo assim (risos). Quando atendi, ele disse: “Está feliz que não foi você?” (pausa). Eu disse: “Sim. Sim, estou.” Ele disse: “Ele ficará bem. Ele ficará bem. Ele ainda está por aí, basta ouvir, ele ainda está por aí”. Era tudo o que ele tinha a dizer sobre isso”.

TOM PETTY MORRE AOS 66 ANOS

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Tom Petty morreu aos 66 anos, após sofrer um ataque cardíaco ontem (1º). O músico estava na UTI sem atividade cerebral e uma decisão foi tomada para desligar os aparelhos que o mantinham vivo hoje, segunda (2). Tom Petty foi encontrado inconsciente e sem respirar em sua casa em Malibu, nos EUA, no domingo. Ele estava internado no hospital UCLA em Santa Monica. Tom Petty, de 66 anos, tinha desde 1976 uma das carreiras mais bem sucedidas do rock. Entre suas músicas mais conhecidas estão "American Girl", "Free fallin", "Stop draggin' my heart around", "Listen to hear heart" e "Mary Jane's last dance" e uma lista que não caberia aqui. Ele vendeu ao todo mais de 80 milhões de álbuns. Foram 13 álbuns de estúdio com os Heartbreakers, três solo, dois com os Traveling Willburys e dois com a banda Mudcrutch. Seu primeiro grande sucesso foi "Breakdown", do disco de estreia com os Heartbreakers, de 1976. Entre inúmeras indicações, ele ganhou o Grammy três vezes: uma com os Traveling Wilburys, a superbanda com Roy Orbison, Bob Dylan, George Harrison e Jeff Lyne; uma pela performance solo e outra com os Heartbreakers. Roy Orbison morreu após a gravação do primeiro disco, de 1988.
Em 2002, Tom Petty entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll. Ele foi homenageado em 2005 no Billboard Music Awards com o prêmio honorário de um dos "Artistas do Século". Ele estava terminando uma grande turnê que comemorou 40 anos de carreira. O último show foi no dia 25 de setembro na Califórnia. Ainda havia duas datas marcadas nos dias 8 e 9 de novembro em Nova York. Apesar das quatro décadas de carreira com os Heartbreakers e das várias turnês mundiais, ele nunca esteve no Brasil.
Em dezembro de 2016, disse à Rolling Stone que esta seria provavelmente sua última grande turnê com os Heartbreakers. "É muito provável que continuemos tocando, mas fazer 50 shows em uma turnê? Acho que não". Em uma autobiografia lançada em 2015, Tom Petty admitiu ter sido usuário de heroína durante os anos 1990. "Você começa a perder sua alma. Eu não queria ser escravizado por nada", disse sobre o esforço de parar de usar heroína. Ele tinha duas filhas do primeiro casamento, com Jane Benyo. Depois dela se casou novamente em 2001, com Dana York Epperson, com quem era casado até hoje.Foram incontáveis as vezes que Tom apareceu aqui, com e sem os Traveling Wilburys. O Baú do Edu está profundamente triste e em luto. Suba em paz, Charlie T. Wilbury Jr. Mande meu abraço e minhas lembranças para Nelson e Otis, ok?

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

BILLY JOEL NO SHOW DE PAUL McCARTNEY

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Ontem, terça-feira (26), Paul McCartney se apresentou na cidade de Uniondale, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, e contou com a participação muito especial do músico Billy Joel. Nos momentos finais do show, já na parte do bis, McCartney surpreendeu os fãs presentes ao chamar o amigo ao palco para cantar dois clássicos dos Beatles, “Get Back” e “Birthday”. Enquanto Macca ficou no baixo, Joel mostrou suas habilidades no ‘magic piano’ de seu colega. Esta não é a primeira vez em que os músicos colaboram em shows. Em 2008, quando Billy Joel fazia a última apresentação do marcante Shea Stadium, em Nova York, ele convidou Paul McCartney ao palco para tocar “I Saw Her Standing There” e “Let it Be”. No ano seguinte, McCartney contribuiu o favor, convidando Joel para uma participação na abertura do Citifield Stadium, que foi erguido no lugar do antigo Shea, também para cantar “I Saw Her Standing There”. Recentemente, outro grande artista que subiu ao palco de Paul McCartney foi Bruce Springsteen, para performar “I Saw Her Standing There”. Em outubro, Paul desembarcará no Brasil para quatro apresentações, em Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Confira aqui a s explosivas versões de Get Back e Birthday. Fantásticas!

A TRISTE HISTÓRIA DE RORY STORM, DOS HURRICANES

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Rory Storm foi a maior estrela do Rock de Liverpool entre 1961 e 1962. Foi o maior Showman que a cidade já viu. Rory Storm tinha quase 1,90m, era louro, e dono de uma energia impressionante!
Alan Ernest Caldwell nasceu em Liverpool em 7 de janeiro de 1938 e adotou o nome de Rory Storm em 1958. No mesmo ano, formou a banda The Raving Texas, que venceu um concurso de Skiffle e tornaram-se conhecidos em Liverpool. Com a explosão do Rock na Inglaterra, o grupo abandona o Skiffle, passando a ter em seu repertório os clássicos de Chuck Berry, Little Richard entre outros. Em 1959 adotam o nome de Rory Storm And The Hurricanes tornando-se a banda mais popular de Liverpool.
Apesar de ser o líder da banda e vocalista, durante as performances do grupo, Rory ficava fazendo várias loucuras no palco, escalando o equipamento, pendurando-se nos ventiladores e, as vezes sumia, reaparecendo entre o público. Rory era o dinâmico showman. Enquanto isso, quem segurava as pontas nos vocais era o baixista Lou Walters.
No final de 1959, Ringo Starr entrou para o grupo. Seu nome verdadeiro era Richard Starkey. A lenda diz que ele teria assumido o apelido "Ringo" devido ao grande número de anéis que usava "rings", por sugestão de Rory.Durante as apresentações, Ringo tinha a oportunidade de assumir os vocais em alguns números, entre eles: "Matchbox" e "Boys". No início dos anos 60, os Hurricanes fazem uma excursão a Hamburgo, na Alemanha. Neste período, conhecem os Beatles e os dois grupos se tornam grandes amigos. No início de 1960 os Hurricanes abriram um show de Gene Vincent no Liverpool Stadium, tendo assim atingido o posto de "banda mais popular" e "banda mais promissora" da região.Porém, esta superioridade iria acabar com o retorno dos Beatles de Hamburgo e uma longa temporada de sucesso no Cavern Club. Houve então um duelo de popularidade entre as duas bandas, incentivado pelo jornal de Bill Harry "The Mersey Beat". Ringo deixou a banda de Rory Storm no início de 1962 pra tocar na banda de Tony Sheridan, mas voltou ao Hurricanes no verão desse ano.Depois de substituir Pete Best em algumas apresentações e a véspera de gravarem seu primeiro single pela EMI, Ringo aceitou o convite para juntar-se aos BeatlesEra agosto de 1962 e após a saída de Ringo, vários outros bateristas passram pelos Hurricanes: Gibson Kemp, Keef Hartley, Ian Broad, Trevor Morais, e Jimmy Tushingham. Pete Best, ao ser despedido dos Beatles, depois de um período improdutivo, veio a substituir Ringo nos Hurricanes, antes de formar a Pete Best Combo. Rory Storm continuou sua carreira em Liverpool e arredores. Com o sucesso dos Beatles em toda Inglaterra, as bandas de Liverpool passarm a chamar a atenção. Em 1963 os Hurricanes assinarm contrato com o selo "Oriole" e lançam o single Dr. Feelgood/I Can Tell, sem muita repercussão. Brian Epstein conseguiu um contrato para o grupo de Rory gravar em Londres, pelo selo Parlophone. Gravaram então Ubangi Stomp/ I'll Be There e America/Since You Broke My Heart. Os singles venderam bem em Liverpool, mas não atingiram o sucesso esperado na Inglaterra. A banda optou por não ter um empresário e quando os grupos de Liverpool começaram a invadir Londres, os Hurricanes já estavam decadentes e ficaram de fora.Lou Walters, um dos mais importantes do grupo, abandonou os Hurricanes no final de 1964. Em seu lugar entrou Vince Earl. A banda continuaria por mais alguns anos a se apresentar em alguns clubes da Inglaterra.
Rory Storm & The Hurricanes tiveram seu fim definitivamente em 1967. Rory Storm foi disc-jóquei por dois anos. Em 27 de setembro de 1972, Storm desenvolveu uma infecção no tórax e não conseguiu dormir adequadamente, então se entupiu de pílulas para dormir. O corpo foi encontrado no dia 28. Estranhamente, o corpo da sua mãe (que morava com ele) foi encontrado no quarto dela no mesmo dia, nas mesmas condições. Especula-se que os dois  suicidaram-
se simultaneamente. E que haveria um estranho pacto entre eles. Aqui, a gente confere RORY STORM E SEUS HURRICANES mandando ver, ainda com Ringo!

JIMMY McCULLOCH - 1953 / 1979

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Jimmy McCulloch era o que se pode chamar de "guitarrista prodígio". Ele nasceu em 4 de junho de 1953. Era um músico galês e foi o guitarrista solo do Wings de Paul McCartney entre 1974 e 77. Antes disso ele tocou na banda psicodélica One in a Million, Thunderclap Newman e Stone the Crows, além de participações em álbuns como Whistle Rhymes, de John Entwistle em 72, onde tocou em duas faixas com Peter Frampton.

McCulloch era amigo do pessoal do The Who e sua banda, a Thunderclap Newman, foi criada e produzida por Pete Townshend e chegou a fazer sucesso com a música "Something in the Air". Em 1972, com 18 anos, James (Jimmy) McCulloch entrou para a banda de blues rock Stone the Crows, onde substituiu o guitarrista Les Harvey (eletrocutado no palco dia 2 de maio de 72) e tocou no álbum "Ontinuous Performance".
Com o fim dos Stones the Crows em 1973, McCulloch passou pela banda de Brian Joseph Friel com quem gravou o primeiro álbum com o pseudônimo "the Phantom", por questões contratuais. Depois, uniu-se ao Wings em abril de 1974 e a primeira música que gravou com a nova banda foi "Junior's Farm".
Em setembro de 1977 McCulloch foi despedido dos Wings por indisciplina para tocar com o Small Faces que havia se reformulado, mas não esquentou lugar e logo que saiu formou uma banda chamada Wild Horses com Brian Robertson, Jimmy Bain and Kenney Jones. A última banda de McCulloch foi The Dukes e a última canção gravada foi Heartbreaker, lançada no único álbum da banda.
McCulloch morreu em 27 de setembro de 1979, aos 26 anos, devido a uma overdose de heroína, em seu apartamento em Maida Valley, em West London. Anteriormente ele havia composto uma música anti-drogas chamada "Medicine Jar", lançada no álbum dos Wings "Venus and Mars" e também "Wino Junko" do álbum "Wings at the Speed of Sound". Jimmy foi um dos melhores guitarristas de sua geração.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

THE BEATLES - ABBEY ROAD - O CLÁSSICO COMPLETA 48 ANOS

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Menos de oito meses depois do lançamento de "Abbey Road", surgiu nas lojas "Let It Be", em 8 de maio de 1970. Havia se passado escassas semanas desde que fora assumido oficialmente que os Beatles tinham deixado de existir. Mas o álbum em que os quatro membros do grupo aparecem na fotografia da capa atravessando uma faixa de pedestres no bairro de Saint John’s Wood, no noroeste de Londres, foi o derradeiro que gravaram, com a data de edição no Reino Unido registada para a história como 26 de setembro de 1969, há 48 anos. "Abbey Road", o último disco dos Beatles, para milhares de fãs, sua melhor obra, foi o décimo segundo álbum na discografia oficial da banda. Mas, na altura, foi quase um milagre que os músicos tenham concordado em voltar a reunir-se em estúdio com o seu produtor de sempre, George Martin. Em 1969, o ambiente dentro da banda estava longe dos seus melhores dias e desde janeiro daquele só apareciam mais problemas. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr ainda tentavam se recuperar das gravações e filmagens daquele que veio a ser o disco e o filme Let It Be. Na atmosfera fria e pouco acolhedora do estúdio Twickenham, as imagens captadas não esconderam, sequer, uma cena abrasiva entre McCartney e Harrison por causa de divergências sobre os arranjos de uma canção. Depois, os trabalhos foram transferidos para os estúdios da Apple, em Savile Row, no centro da capital britânica, no edifício da editora que os Beatles tinham lançado em 1968 e que, na época, era um sorvedouro de dinheiro. Divididos quanto à escolha do gestor capaz de colocar em ordem na casa, com Paul McCartney preferindo o advogado de negócios que era pai de Linda Eastman, sua mulher, e os outros três querendo Allen Klein, os Beatles afundavam-se em cansaço, atritos e vontade de prosseguirem, não mais juntos, em projetos solo. Sabiam que o fim estava próximo, mas jamais o reconheceram enquanto estiveram concentrados em gravar a última peça daquela que é, do ponto de vista de muitos músicos, produtores e críticos, a mais rica e influente discografia de sempre na história da música pop-rock. O fato é que, após o desastre que foram os esforços que mais tarde resultaram na edição de Let It Be, inicialmente programado para se chamar Get Back e em que o produtor Phil Spector decidiu acrescentar orquestrações que irritaram sobretudo McCartney, os Beatles decidiram voltar ao trabalho nos seus estúdios de quase sempre, a estrutura que a editora EMI detinha em Abbey RoadDepois das gravações de Let it be, e quando o próprio grupo achava que não se reuniria mais, George Martin ficou surpreso ao receber um telefonema de Paul McCartney para produzir mais um disco dos Beatles. Topou, com a condição que fosse como faziam antes. Ele não só produziu o melhor disco dos Beatles como o álbum que mais vendeu até hoje. Mas esses méritos, não exclusivos dele. O grande mérito final, é dos próprios Beatles.
Abbey Road foi lançado no dia 26 de setembro de 1969 no Reino Unido, e em 1 de outubro nos EUA. O nome foi em homenagem à famosa rua onde existe o famoso estúdio onde os famosos Beatles gravaram todos os seus famosos sucessos. O álbum foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records e, apesar de ser o canto de cisne da banda, os Beatles nunca tocaram tão bem, não cantaram tão bem e não se mostraram tão maduros como dessa derradeira vez. George Harrison surpreendeu a crítica como compositor, e que levaria adiante até o seu disco solo 'All Things Must Pass'. Paul McCartney foi o mentor musical do trabalho, tendo seu ápice no medley do lado B do disco. John Lennon, ausente em muitas sessões de gravação, ainda teve fôlego para dar ao grupo três de suas melhores canções: "Come Togeher", "I Want you ( She's So Heavy)" e "Because". Ringo teve seus momentos na ótima "Octopus's Garden" e fazendo o único solo de bateria em uma música dos BeatlesA icônica fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan.

Na época do lançamento do disco, George fez uma análise, des­crevendo faixa por faixa:
'Something' "É uma música minha. Eu a escrevi quando nós estávamos terminando o último álbum, o branco. Mas nunca a termina­va. Nunca conseguia encontrar as palavras certas para ela. Joe Cocker fez uma gravação também, e há conversa de que será o próximo compacto dos Beatles. Quando a gravei, pensei em alguém como Ray Charles fa­zendo a música, pensando na sensação que ele deveria ter. Mas como não sou Ray Charles, sou muito limitado, nós fizemos o que podíamos. É um bom pensamento e, provavelmente, a melhor melodia que já escrevi."
'Maxwell's Silver Hammer' "É algo só de Paul, passamos um diabo de tempo gravando. É uma daquelas músicas que se assobia ins­tantaneamente, algumas pessoas vão odiar e outras vão amar. É como 'Honey Pie', um tipo de coisa divertida, mas provavelmente vai pegar, porque na estória o camarada mata todo mundo. Usamos meu sintetizador moog e eu acho que saiu com grande efeito."
'Oh! Darling' — "É outra música de Paul, típica dos anos 50/ 60, principalmente nos acordes. É uma música típica da época dos gru­pos Moonglows, Paragons, She/ls e tudo o mais. Nós fizemos alguns oh, oohs no vocal e Paul gritando."
'Octopus Garden'"É de Ringo, a segunda que escreveu. É linda. Ringo fica chateado só tocando bateria. Ele toca piano, em sua casa, mas só conhece três acordes. E ele sabe o mesmo na guitarra. Gosta principalmente de música country, tem um sentimento bem country. É realmente uma grande música. Superficialmente, é uma mú­sica boba e infantil, mas acho a letra muito significativa. Ringo escre­ve suas músicas cósmicas sem saber. Eu encontro significados profun­dos em suas letras e provavelmente ele nem sabe disso. Linhas como 'Resting our head on the seabed' (descansando nossa cabeça no leito do mar) e 'we'll be warm beneath the storm' (nós estaremos aquecidos debaixo da tempestade) fazem com que eu entenda que quando se che­ga dentro de nossa consciência, tudo é de muita paz."
'I Want You (She's so heavy)'"É uma música bem forte. Foi John quem tocou guitarra solo e cantava, isso é bom porque a frase- solo que ele toca é basicamente blues. Mas é uma música muito original do tipo Lennon, tem algo de espantoso no seu ritmo; ele sempre cruza algo, coisas diferentes no ritmo, por exemplo 'All You Need Is Love', da qual o tempo vai de 3-4 para 4-4, mudando o tempo todo. Quando você pergunta para ele sobre isso, ele não sabe como. Faz naturalmente. No instrumental inicial e nos intervalos, ele criou uma excelente seqüencia de acordes."
'Here Comes The Sun'"É a primeira faixa do lado 2. É a música que escreví para este álbum. Eu a fiz em um dia ensolarado no jardim de Eric Clapton. Nós tínhamos passado por muitos problemas nos negócios, e tudo era muito pesado. Estar no jardim de Eric Clap­ton era como fazer bagunça depois da escola. Eu senti um tipo de alí­vio e a música saiu naturalmente, é um pouco parecida com 'lf I Needed Someone', com aquele tipo de solo correndo por ela. Mas, realmente,' é muito simples."
'Because'"É uma das coisas mais bonitas que fizemos. Tem uma harmonia de três partes — John, Paul e eu. John escreveu a músi­ca, e o acompanhamento é um pouco parecido com Beethoven. As­semelha-se com o estilo de Paul escrever, mas só por causa de sua sua­vidade. Paul geralmente escreve coisas mais suaves e John é mais deli­rante, mais pirado. Mas, de tempos em tempos, John gosta de escre­ver uma música simples de 12 compassos. Acho que é a faixa de que mais gosto do álbum. É tão simples, especialmente a letra. A harmonia foi muito difícil de ser feita, tivemos que aprendê-la mesmo. Eu acho que vai ser a música que impressionará a maioria das pessoas. Os pira­dos vão entender e os caretas, pessoas sérias, e críticos, também. Depois vem a seleção de músicas de John e Paul, todas juntas. É difícil descre­vê-las sem que se ouça todas juntas. 'You Never Give Me Your Money' parece ser duas músicas, uma completamente diferente da outra. Em seguida vem 'Sun King' (Rei Sol) que John escreveu. Originalmente, ele a tinha chamado de 'Los Paranoias'."
'Mean Mister Mustard e Polytheme Pam' — "São duas músicas pequenas que John escreveu na India, há 18 meses."
'She Came In Through the Bathroom Window' "É uma mú­sica muito boa de Paul com uma boa letra."
'Golden Slumbers'"Ê outra música muito melódica de Paul que se encadeia."
'Carry The Weight' — "Fica entrando por todo o tempo (pot pourri)."
'The End' — "É o que é: uma pequena sequencia que finaliza tudo. Eu não consigo ter uma visão completa de 'Abbey Road'. Com 'Pepper', e até o álbum branco, eu tive uma imagem do começo ao fim do produto, mas nesse disco eu ainda estou perplexo. Acho que é um pouco parecido com 'Revolver', não sei direito. Não consigo realmente ainda vê-lo como uma entidade completa."

domingo, 24 de setembro de 2017

O INCRÍVEL SHOW DO THE WHO NO ROCK IN RIO – QUEM?

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Que o tal do “Rock In Rio” é uma merda puramente midiática e sem qualquer critério ou escrúpulo, para macaco ver, acho que ninguém, com mais de cinquenta anos pode duvidar. Mas não é isso o que importa. O que realmente importa é que, pouquíssimas grandes bandas de verdade (e não essa farofada como esses ridículos do Aerosmith ou uma aberração como Guns) ainda podem mostrar ao mundo, e principalmente para essa grande privada chamada Brasil, que gigantes ainda caminham (e muito firmes) pela terra. O velho The Who, com 53 anos de idade, mostrou ontem no Rio, depois de já ter mostrado em São Paulo a que veio, e por a + b, como é que se faz um verdadeiro show de rock and roll. O texto que a gente confere, é de SILVIO ESSINGER, de O Globo. Tem algumas bobagens, mas a gente perdoa.
Com suas trajetórias gloriosas, os Beatles e os Rolling Stones ocupam as páginas mais importantes do livro que conta como o rock virou um fundamento da cultura ocidental. Mas há uma terceira via tão importante quanto — e que, assim como o beatle sobrevivente Paul McCartney e os Stones, continua a convocar arenas para ver a reencenação da História: The Who. Penúltima atração de hoje no Palco Mundo do Rock in Rio, a banda de 53 anos pisou pela primeira vez na América do Sul. Quebrar instrumentos e amplificadores no palco, em sacrifício ritual? Feito. Catalogar os anseios e agruras de uma juventude pós-Guerra? Idem. Experimentar com sintetizadores? Sim. Compor discos temáticos, contando histórias complexas e dramáticas ao longo de uma coleção de canções — principalmente. O Who é a juventude e a idade adulta do rock, e grande responsável por aquela música tida como descartável ter se tornado uma forma de arte. Com sua formação clássica, que perdurou entre 1964 e 1978, esses ingleses gravaram discos que definiram sua época — “The Who sell out” (1967), “Who’s next” (1971) e as óperas-rock “Tommy” (1969) e “Quadrophenia” (1973) — e elevaram significativamente os padrões de execução para uma banda de rock. Quem presenciou a química explosiva de Roger Daltrey (vocais), Pete Townshend (guitarra), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria) nos palcos, capturada magistralmente no disco “Live at Leeds”, de 1970, nunca esqueceu. Moon morreu em 1978, Entwistle, em 2002, mas o Who seguiu, entre paradas e retomadas. O grupo que chega ao Rock in Rio — após um intenso e elogiado show anteontem, em São Paulo, no Allianz Park — conta com o núcleo duro da lenda. Townshend não é só o herói da guitarra, popularizador dos power chords que deram a base para o heavy metal e o punk — ele é o compositor da banda, o artista que bancou a ambição de “Tommy” e que buscou o futuro do rock nos sons dos sintetizadores (em canções de sucesso como “Baba O’Riley” e “Won’t get fooled again”). Daltrey, por sua vez, é uma voz maior do que o mundo, que amplificou a mensagem de canções como “My generation” (dos versos “espero morrer antes de ficar velho”), “Pinball wizard” e “See me, feel me”.  “Hoje encontro garotos de 16 anos que são mais velhos do que eu. Eu me sinto, como na música do Bob Dylan (“My back pages”), mais jovem hoje do que quando era jovem. Não tenho mais medo”, assegurou o vocalista do Who Roger Daltrey, que não aparenta, nem de longe, a idade que tem – 73 anos, em entrevista recente. “Eu era um jovem com medo, sofri bullying a vida toda, quase virei bandido, cresci em um bairro barra-pesada de Londres e virei músico para fugir da bandidagem. O palco me salvou. A violência que levei para o palco era a que estava nas ruas da minha vida”. Os tempos em que o Who era o representante da subcultura mod — londrina, de jovens que se vestiam com terninhos de cortes impecáveis, zanzavam com lambretas e se reuniam para tomar anfetaminas e dançar soul a noite toda — são lembrados logo no começo do show, com “I can’t explain”, primeiro single da banda, lançado em 1965. Mesmo que os corpos (Daltrey tem 73 anos; Townshend, 72) não ajudem mais, o Who não se furta a tentar reviver sua juventude — alquebrados pela idade, sobreviventes dos excessos, mas ainda com a chama acesa, que tem como combustível uma eficiente banda de apoio, na qual desponta o baterista Zak Starkey, filho do Beatle Ringo Starr.
“My generation”, “The kids are alright” e “I can see for miles” (de 1967, que antecipa um bocado do heavy metal) são outras das canções iniciais que o Who tem apresentado ao vivo e que atestam o gênio de Pete Townshend, uma referência intelectual da música, um visionário que tem tanto a dizer sobre a gênese do rock de arena quanto a reação, com uma volta ao básico, promovida pelo punk rock a partir de 1976. Permanentemente inquieto, ele publicou na quarta-feira, já em São Paulo, na sua página no Facebook, indicações de que o futuro ainda promete bastante. “Estou me preparando para tirar um ano sabático de todas as coisas que eu normalmente faço na minha carreira”, anunciou o guitarrista. “Tenho muitas dúvidas se vão me pagar o mesmo do que quando trabalho com The Who, mas isso é realmente necessário para mim. Preciso tão desesperadamente fazer algo novo e diferente — e ainda não tenho um plano para o que eu possa fazer. Surgirá, suponho. O problema óbvio para mim, trabalhando com The Who, é que estou constantemente tocando música que compus há muito tempo — a maior parte feita há mais de 35 anos. Tenho sorte de muitas maneiras, mas há um pequeno pedaço de mim que tem uma voz invulgarmente alta. Quando estou no palco, às vezes ela diz ‘Você foi tão brilhante, jovem Pete’. Nas outras vezes, diz ‘Quando vamos tocar algo difícil".
Infelizmente, ou ainda bem, não há vídeos disponíveis sobre o histórico show de ontem no Rio. Então, a gente fica mesmo com o que é velho e que era bom. Vamo lá, rapaziada!

THE BEATLES - DEAR PRUDENCE

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Prudence era Prudence Farrow (irmã mais nova da atriz americana Mia Farrow), que fez o mesmo curso que os Beatles na Índia. A música era um apelo para que ela saísse de seus períodos de meditação excessivamente longos e relaxasse com o resto do grupo. No final da versão demo de "Dear Prudence", John continua tocando violão e diz: "Ninguém tinha como saber que mais cedo ou mais tarde ela ficaria completamente desvairada sob os cuidados do Maharishi. Todas as pessoas em volta estavam muito preocupadas porque ela estava enlouquecendo. Então nós cantamos para ela". Depois, John explicaria que Prudence tinha ficado levemente "maluca", ela estava trancada em seu quarto meditando havia três semanas, "tentando chegar a Deus mais rápido do que qualquer um". Paul Horn, o flautista americano, diz que Prudence era uma pessoa extremamente sensível e que, ao mergulhar direto em profunda meditação, contrariando a orientação do Maharishi, tinha se permitido entrar em um estado catatônico. "Ela estava totalmente pálida e não reconhecia ninguém. Não reconheceu nem o próprio irmão, que estava no curso conosco. A única pessoa a quem ela demonstrou algum sinal de reconhecimento foi o Maharishi. Todos estavam muito preocupados, e o Maharishi designou uma enfermeira em tempo integral para ela."
Prudence, cujo alojamento ficava no mesmo prédio que os quatro Beatles e suas parceiras, nega que estivesse louca, mas concorda que era mais fanática por meditação que o resto do grupo. "Eu meditava desde 1966 e tinha tentado fazer o curso em 1967, então foi como a realização de um sonho para mim. Estar naquele curso era mais importante do que qualquer coisa no mundo. Eu estava muito empenhada em fazer o máximo de meditação possível, para que pudesse adquirir o máximo de experiência para dar aulas. Sei que deve ter parecido estranho por que eu sempre corria de volta para o quarto depois das palestras e refeições para meditar. Era tudo tão fascinante para mim. John, George e Paul queriam ficar tocando e se divertindo, e eu voava para o quarto. Eles eram muito sérios sobre o que estavam fazendo, mas não eram tão fanáticos quanto eu. A música que John escreveu só dizia 'venha brincar conosco. Saia e se divirta'", ela diz. Ela acabou aceitando o convite e conheceu bem os Beatles. O Maharishi a colocou no grupo de discussão depois das aulas com John e George. Ele achava que os dois seriam bons para ela. "Nós falamos sobre as coisas pelas quais estávamos passando. Estávamos questionando a realidade, fazendo perguntas sobre quem éramos e o que estava acontecendo. Eu gostei deles, e acho que eles gostaram de mim", ela conta. Apesar de a música ter sido escrita na Índia e de Prudence ter ouvido várias jam sessions com os Beatles, Mike Love e Donovan, John nunca tocou a música para ela. "Foi George que me falou da música", diz. "No fim do curso, quando estavam indo embora, ele comentou que tinham escrito uma música sobre mim, mas eu só ouvi quando ela foi lançada no álbum. Fiquei lisonjeada. Foi um gesto lindo."
Dear Prudence foi gravada no Trident Studios, em oito canais, nos dias 28 e 29 de agosto de 1968. Mais tarde, foi concluída no dia 13 de outubro, em Abbey Road. Ringo Starr não participou da canção, pois ele havia se aborrecido com Paul e com o clima das sessões de gravação deste álbum, tendo, por alguns dias, abandonado o trabalho com os seus companheiros. Paul McCartney, assumiu as baquetas durante o período em que Ringo esteve ausente (além desta música, ele gravou “Back in the U.S.S.R.”). Ringo retornou após um pedido de desculpas pela banda com flores espalhadas pela sua bateria, um presente especial de George Harrison. Prudence hoje é casada e vive na Flórida, onde dá aulas de meditação.